Edição 566 na integra:
SUPERNOVAS - BOLETIM BRASILEIRO DE ASTRONOMIA -
http://www.boletimsupernovas.com.br/
Quinta-feira, 20 de Maio de 2010 - Edicao No. 566
Indice:
_ "WIKIINPE" E ATUALIZACOES SOBRE MISSOES DE SATELITES
_ AEB INCENTIVA PESQUISA NA AREA ESPACIAL
_ GOVERNO DISPENSA LICITACAO EM SETOR ESPACIAL
_ ASTRONOMIA DO PAIS OLHA PARA O FUTURO
_ PROJETO DO SATELITE GEOESTACIONARIO BRASILEIRO (SGB) TEM GT RENOVADO
_ AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA CRIA GRUPO DE TRABAHO PARA DISCUTIR O
SGB
_ PROFESSORES DA UFABC COLABORAM EM PROJETO DE 1ª MISSAO ESPACIAL
BRASILEIRA PARA O ESPACO PROFUNDO
_ CEU DA SEMANA
_ CBERS-2B E' ENCERRADO
_ NITIDEZ SEM PRECEDENTES
_ EADS ASTRIUM FARA' NOVO SATELITE PARA SES WORLD SKIES
_ SUPERNOVA OU VELHA?
_ EVENTOS
_ EFEMERIDES
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ASTRONOMIA NO BRASIL
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"WIKIINPE" E ATUALIZACOES SOBRE MISSOES DE SATELITES
14/05/2010. Semana passada, em visita ao Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE), em Sao Jose' dos Campos (SP), fui informado
sobre a existencia do portal "Planejamento Corporativo" do INPE, tambem
chamado "WikiInpe". O website tem informacoes muito interessantes sobre
os diversos programas e unidades do Instituto, e segundo informacoes
dadas ao blog, abastece o relatorio de gestao divulgado anualmente. Cada
programa tem seu planejamento constantemente atualizado, indicando,
inclusive, o status de seus andamentos entre "adequado", "atencao" e
"preocupante". Numa breve analise sobre o andamento de alguns programas,
como o do satelite de observacao Amazonia-1, e' possivel de se apurar
que o sensor de estrela para o sistema de controle e atitude em orbita
(ACDH, sigla em ingles), por exemplo, ja' teve seu processo de
contratacao iniciado, devendo ser finalizado no primeiro semestre. O
desenvolvimento do ACDH, alias, realizado em conjunto com a argentina
INVAP avanca de acordo com o desejado, esperando-se a sua conclusao em
2012. A intencao e' tambem iniciar e concluir ainda este ano o processo
licitatorio para o lancamento do satelite, em linha com o objetivo de se
ter o satelite em orbita ate' 2012. O desenvolvimento do imageador AWFI
avanca bem, tendo sido avaliado em 2009 como "adequado". Meta que
preocupa e' a qualificacao do sistema de suprimento de energia da
Plataforma Multimissao (PMM), contratado junto a uma industria
brasileira e que ja' ha' tempos e' um grande incomodo para o INPE (ha'
pouco mais de dois anos, publicamos no blog uma nota sobre um problema
associado a este subsistema: "Problemas com a Plataforma Multi-Missao").
O INPE tem feito um "acompanhamento sistematico na contratada visando
mitigar atrasos". As metas de lancar em 2013 o satelite cientifico
Lattes, em 2014 o MAPSAR, de observacao, estao classificadas como
preocupantes, indicando provaveis atrasos nas missoes. Ja' o objetivo de
ter o satelite GPM-Br operacional em 2016 e' descrito como em estado de
"atencao". O termino da Fase A desta missao, de meteorologia, e'
aguardado para o mes que vem, junho. Na area de tecnologias criticas
para as missoes de tecnologia espacial do INPE, as metas de desenvolver
ate' 2013 o ACDH, e o computador e o software de Data Handling (DH) do
Lattes, foram avaliadas em marco de 2010 em estado de atencao e
preocupante, respectivamente. A razao principal para essas avaliacoes e'
a falta de recursos humanos. Em relacao ao Programa CBERS, a meta de
lancar os dois novos satelites da serie, CBERS 3 e 4, em 2011 e 2014,
respectivamente, em 2009 foi avaliada como adequada, mas em marco de
2010 recebeu a classificacao de estado de atencao. Site:
http://www.inpe.br/twiki/bin/view/Home/WebHome ( Fonte: Andre Mileski,
Panorama Espacial )
Ed: CE
AEB INCENTIVA PESQUISA NA AREA ESPACIAL
13/05/2010. A Agencia Espacial Brasileira (AEB) e o Conselho Nacional
de Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq) lancaram, nesta
quinta-feira (13), edital para apoiar projetos voltados 'a fixacao,
formacao e capacitacao de especialistas para o setor espacial. No total
serao destinados recursos da ordem de R$ 13 milhoes, com desembolso de
R$ 6 milhoes em 2010 e R$ 7 milhoes em 2011. O Programa Nacional de
Atividades Espaciais (Pnae), em mais de quatro decadas de historia,
conseguiu exito na formacao de pesquisadores e tecnicos, com excelencia
internacionalmente reconhecida em varias areas de conhecimento
cientifico-tecnologico. Atualmente, cerca de tres mil especialistas
brasileiros atuam no governo e na industria. Os recursos sao oriundos
dos Fundos Setoriais (FNDCT) do Ministerio da Ciencia e Tecnologia (MCT)
e foram resultados de gestoes feitas pela AEB junto ao Comite' de
Coordenacao dos Fundos Setoriais do MCT. Podem se candidatar
pesquisadores vinculados 'as instituicoes integrantes do Sistema
Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae) e
envolvidos em projetos estrategicos do Pnae, relacionados diretamente
com o desenvolvimento de veiculos lancadores, satelites e seus
equipamentos e sistemas de solo e operacao e controle de centros de
lancamento, incluindo-se tambem atividades de avaliacao de conformidade,
de extensao inovadora e transferencia de tecnologia para a industria. Os
pesquisadores devem ter experiencia minima de 15 anos em projetos de
desenvolvimento tecnologico, avaliacao de conformidade ou lancamentos
espaciais e ainda ter seu curriculo cadastrado na Plataforma Lattes. O
apoio compreendera' a concessao de bolsas de fomento tecnologico e
extensao inovadora e de auxilio para despesas de pesquisa, com duracao
maxima de 48 meses e com custo, por projeto, no valor de ate' R$300 mil.
As propostas devem ser encaminhadas ao CNPq exclusivamente via Internet,
por intermedio do Formulario de Propostas Online, disponivel na
Plataforma Carlos Chagas (http://carloschagas.cnpq.br/) ate' o dia 28 de
junho. A divulgacao dos resultados estarao disponiveis na pagina do CNPq
a partir de 20 de julho. A concessao de bolsas visa reduzir o indice de
evasao e elevar a taxa de fixacao dos pesquisadores, tecnicos e
especialistas nos institutos de pesquisa que integram o Sistema Nacional
de Desenvolvimento das Atividades Espaciais; fortalecer e ampliar a
capacitacao das pesquisas de projeto envolvidas nas atividades de
desenvolvimento de veiculos lancadores, satelites e seus equipamentos e
sistemas de solo e operacao e controle de centros de lancamento; formar
competencia nacional nas areas consideradas imprescindiveis para o
dominio sobre as atividades espaciais e suas aplicacoes e implementar
cursos de Engenharia Espacial voltados 'a formacao de recursos humanos.
O edital esta' disponivel no site: http://www.cnpq.gov.br ( Fonte:
Coordenacao de Comunicacao Social/AEB )
Ed: CE
GOVERNO DISPENSA LICITACAO EM SETOR ESPACIAL
17/05/2010. Enquanto o programa espacial brasileiro avanca sob a tutela
de licitacoes e pregoes eletronicos, o maior empreendimento da historia
do projeto - orcado em US$ 450 milhoes - transformou-se em excecao. A
concorrencia para construir o sitio para lancar do Brasil foguetes a
serem produzidos na Ucrania - batizados de Cyclone 4 - foi revogada, por
decisao do Conselho de Defesa Nacional, orgao consultivo da Presidencia
da Republica. Agora, o grupo que tocara' o conjunto de obras milionarias
sera' escolhido por dispensa de licitacao. E a escolha do vencedor sera'
feita por um seleto grupo de tres brasileiros e tres ucranianos. O
Ministerio Publico junto ao Tribunal de Contas da Uniao (TCU) aponta
indicios de descumprimento da Lei de Licitacoes. A concorrencia no1, da
Alcantara Cyclone Space (ACS) - empresa binacional, fruto de um tratado
firmado entre Brasil e Ucrania, em 2005 - foi publicada no Diario
Oficial da Uniao, em 14 de agosto de 2009. No ultimo dia 29 de abril, um
aviso do Gabinete de Seguranca Institucional (GSI) revogou a licitacao
com a justificativa de que a obra envolve a seguranca nacional. Sediada
em Brasilia, a ACS e' dirigida no Brasil pelo ex-ministro da Ciencia e
Tecnologia Roberto Amaral (PSB). O primeiro teste do Cyclone 4, um
veiculo lancador de satelites para fins pacificos e uso comercial, esta'
programado para 2011. O primeiro lancamento comercial esta' previsto
para 2012. A contratacao, que ganhou carater sigiloso em meio ao
processo, visa a conceber o projeto executivo e a execucao integrada das
obras para construir a estrutura fisica do Sitio de Lancamento, montado
dentro do Centro de Lancamento de Alcantara (MA), numa area de 8.700
hectares, cedida 'a binacional pela Aeronautica. A empreitada e'
dividida em tres grandes construcoes: o complexo de lancamento, o
complexo tecnico e a estrutura de armazenamento de propelentes
(combustiveis). Um dos pre-qualificados deve ficar com a obra, diz AEB
Segundo a Agencia Espacial Brasileira (AEB), apesar da revogacao do
processo, um entre os nove grupos pre-qualificados na concorrencia
revogada podera' ficar com a obra. Sao eles: os consorcios Cyclone-Space
(Serveng, Schahin, S.A. Paulista), EncalsoConvap-Hap, Nova Alcantara
(CR, Almeida, Cesbe), OASConstran, Odebrecht-Andrade Gutierrez e Queiroz
Galvao-CariocaVital, alem das empresas CCPS Engenharia e Comercio,
Camargo Correa e EMSA. O Conselho de Defesa Nacional revogou a licitacao
alegando o "interesse publico" e a protecao da "seguranca nacional". No
entanto, no mesmo Centro de Lancamento, em Alcantara, todas as outras
obras estrategicas do programa espacial brasileiro seguem 'a risca os
processos licitatorios, enfrentando, inclusive, atrasos motivados por
prolongadas disputas judiciais. O caso mais emblematico e' a
concorrencia para construir a Torre Movel de Integracao (TMI) -
plataforma do Veiculo Lancador de Satelites (VLS), foguete em
desenvolvimento pelo Brasil. A obra esta' orcada em R$ 43 milhoes. O
contrato foi submetido 'a rigorosa analise do Tribunal de Contas da
Uniao, antes do comeco da execucao, em 2009. A TMI deve ser inaugurada
em outubro. ( Fonte: Roberto Maltchik/O Globo )
Ed: CE
ASTRONOMIA DO PAIS OLHA PARA O FUTURO
17/05/2010. A astronomia brasileira vive um momento historico de
euforia e turbulencia. Uma comissao de especialistas entregou no inicio
deste mes ao ministro da Ciencia e Tecnologia, Sergio Rezende, a
primeira versao de um Plano Nacional de Astronomia (PNA), que devera'
guiar a evolucao dessa ciencia no Pais pelos proximos cinco anos. As
perspectivas gerais sao positivas, marcadas por declaracoes de apoio do
ministro ao desenvolvimento da area. Uma das propostas em pauta e' a
adesao do Brasil ao European Southern Observatory (ESO), uma organizacao
de 14 paises europeus que opera varios telescopios de ponta na
Cordilheira dos Andes, em parceria com o Chile. Ai' surge uma polemica,
revelada pelo Estado no inicio do mes, tao forte que rachou liderancas
na principal escola de astronomia do Pais: o Instituto de Astronomia,
Geofisica e Ciencias Atmosfericas (IAG) da Universidade de Sao Paulo.
Muitos professores, como a astrofisica Beatriz Barbuy, acreditam que a
adesao ao ESO e' essencial para o avanco da astronomia nacional. "Se
quisermos crescer, precisamos ter acesso a essa infraestrutura de
ponta", diz ela, em entrevista exclusiva ao Estado (mais informacoes
nesta pagina). "O salto que dariamos seria gigantesco", reforca Eduardo
Janot Pacheco, presidente da Sociedade Astronomica Brasileira e tambem
professor do IAG. Segundo ele, os observatorios andinos dos quais o
Brasil participa atualmente, Soar e Gemini, sao insuficientes para
atender 'as necessidades de pesquisa do setor. "Ambos tem limitacoes
grandes, principalmente em instrumentacao", afirma. "Temos competencia
cientifica para competir, mas hoje estamos estrangulados
tecnologicamente." Outros, como o professor Joao Steiner, consideram
entrar para o ESO uma "irresponsabilidade". "A quatro meses de uma
eleicao, estao fazendo uma proposta mirabolante, que nao teremos
condicao de bancar depois", diz ele, principal responsavel pela
participacao brasileira no Soar (o Pais e' dono de um terco do
telescopio) e no Gemini (no qual o Pais tem 5% do tempo de observacao).
Segundo Steiner, dificuldades tecnicas sao normais na fase inicial de
operacao. "Todo telescopio tem problemas no inicio. Todo telescopio
precisa de um tempo de comissionamento. Isso e' absolutamente normal."
Ele ressalta que, gracas a acordos de troca de tempo no Gemini e Soar,
pesquisadores brasileiros ja' tem acesso a outros telescopios de grande
porte, como Subaru e Keck, no Havai'. "Dizer que esses telescopios
atendem 'as necessidades da ciencia americana, mas nao 'as do Brasil, e'
risivel." O grande problema, diz Steiner, e' a relacao custo-beneficio,
que, segundo ele, seria ruim para o Brasil, ja' que o custo de
participacao no ESO e' baseado no PIB de cada pais - e o Brasil tem um
PIB alto, porem uma comunidade de astronomos relativamente pequena,
comparada 'a de paises europeus. Ele calcula que a participacao do pais
no ESO custaria R$ 1,24 bilhao em 20 anos. Outros calculam valores bem
menores. Um grupo de trabalho formado por dois astronomos e um diplomata
devera' apresentar ate' o fim do mes uma analise das condicoes de uma
eventual participacao do Pais no ESO. Janot, um dos integrantes, diz
que, como o ESO e' uma organizacao governamental, o dinheiro para a
adesao sairia do orcamento da Uniao, e nao do Ministerio da Ciencia e
Tecnologia. Ou seja: nao competiria por recursos com o resto da ciencia.
A versao preliminar do PNA sera' discutida na 4.ª Conferencia Nacional
de Ciencia, Tecnologia e Inovacao, que comeca dia 26 em Brasilia. A
versao final deve ficar pronta em outubro. "Industria brasileira poderia
fabricar parte de telescopio gigante'', entrevista com Beatriz Barbuy -
Por que o Brasil deveria entrar para o ESO? A infraestrutura disponivel
para a astronomia brasileira e' insuficiente para a diversidade de
campos de pesquisa que temos, e grande parcela da comunidade tem
dificuldades para obter observacoes adequadas para seus estudos. A
entrada no ESO, que tem grande diversidade de telescopios e instrumentos
de altissimo desempenho, cobriria as necessidades da grande maioria dos
astronomos brasileiros. Alem disso, abriria-se grande oportunidade para
parcerias e formacao de recursos humanos, com direito a ter engenheiros
e astronomos brasileiros nas equipes do ESO. - Como surgiu essa
possibilidade e como sera' o processo de decisao sobre aderir ou nao?
Comecamos pelo estudo de viabilidade de participacao em um dos tres
projetos de telescopios gigantes (chamados E-ELT, TMT e GMT) que devem
ficar prontos no fim desta decada. Os tres projetos se interessam pela
participacao brasileira. Tinhamos em mente que a verba de entrada no
E-ELT (um projeto do ESO) poderia ser considerada como parte da entrada
no ESO no futuro, mas, nas discussoes com o ESO, nos foi mostrado que,
financeiramente, seria mais interessante passar a integrar o grupo
simultaneamente, pois no futuro a taxa de entrada (caucao) sera' maior.
O processo de decisao esta' sendo coordenado pela Comissao Especial de
Astronomia, com consultas 'a comunidade cientifica, ao Ministerio da
Ciencia e Tecnologia e ao ESO. - Ha' um prazo para decisao? Ha' prazo
para decisao sobre a entrada no E-ELT, neste ano. Depois disso, ainda
sera' possivel entrar, mas sera' mais dificil obter contratos para
industrias brasileiras, pois eles ja' estarao definidos com outros
paises. - Quanto entrar para o ESO custaria ao Brasil? Esse custo e'
compativel com as capacidades orcamentarias da ciencia brasileira? A
caucao de entrada custa 132 milhoes. A anuidade seria de 13,6 milhoes.
Embora pareca muito, essas verbas voltariam ao pais por meio de
contratos para construcao de instrumentos, bolsas para jovens e
participacao em atividades do ESO. Sem falar, e' claro, no valor do
conhecimento cientifico que sera' produzido. A verba da caucao seria
usada para a construcao civil do sitio do E-ELT por uma construtora
brasileira e para a confeccao de partes deste telescopio pela industria
aeroespacial brasileira. - Como assim? Ha' alguma garantia de que uma
construtora brasileira participaria da construcao do E-ELT ou ha' apenas
um interesse do Brasil nesse sentido? E que pecas seriam construidas?
Vale lembrar que o Brasil saiu da Estacao Espacial Internacional porque
nao conseguiu entregar nenhuma das pecas com que se comprometeu. Nossa
industria tem mesmo capacidade para participar do projeto do E-ELT? Se
entrarmos para o ESO, ha' boas chances de que a construcao civil do
E-ELT seja feita por uma construtora brasileira. Contactei varias das
grandes empresas para uma reuniao na USP em fevereiro e as duas que ja'
estao no Chile (Queiroz Galvao e OAS) se interessaram. Sobre a industria
aeroespacial: um item ja' identificado para fabricacao no Brasil sao os
atuadores (sistemas de controle) dos mil espelhos menores que comporao o
espelho principal do telescopio. Empresas fornecedoras da Embraer teriam
perfeita capacidade de produzir isso. - Criticos argumentam que a
relacao custo-beneficio da adesao ao ESO seria ruim, pelo fato de o
Brasil ter um PIB equiparavel ao de paises europeus, porem um numero de
astronomos muito menor. Ou seja: pagariamos muito para usufruir pouco. O
numero de astronomos nao e' tao pequeno (sao cerca de 600) e ha' uma
grande demanda reprimida. Nao sabemos se isso seria suficiente para
cobrir o tempo a que teriamos direito. Tendo em vista que boa parte da
comunidade precisara' se adaptar ao estilo de competir com projetos de
alta qualidade, entrariamos com uma fracao baixa de tempo no inicio. -
Outro argumento contrario e' de que o custo de entrar para o ESO
comprometeria a participacao brasileira nos observatorios Soar e Gemini.
Esse risco existe? Esse risco, a meu ver, nao existe. Devemos manter o
Soar e a participacao no Gemini. Verbas para instrumentacao desses
telescopios tem sido obtidas principalmente da Fapesp, e essa opcao
continuaria igual. - Qual a importancia do Soar e do Gemini para a
astronomia brasileira? Eles se tornariam telescopios irrelevantes caso o
Brasil entre para o ESO? A entrada do Brasil nos projetos Soar e Gemini
foi um passo util para a astronomia brasileira. Eles nao se tornariam
irrelevantes, pois cada um desses telescopios tem caracteristicas
complementares. O consorcio com o Gemini, por exemplo, nos da' acesso a
um grande telescopio no Hemisferio Norte (o Gemini Norte, no Havai',
identico ao Gemini Sul). O Soar tera' eventualmente tres instrumentos
brasileiros, portanto servira' a uma comunidade particularmente
interessada nisso. - A senhora disse em uma conversa anterior que a
participacao brasileira no Soar e Gemini estava "estrangulando" a
astronomia brasileira, porque a instrumentacao desses telescopios e'
limitada e muitas vezes nao funciona bem. O que quis dizer com isso? No
caso do Gemini, ha' instrumentacao apropriada para algumas areas de
pesquisa: formacao de estrelas e nucleos ativos de galaxias. Seu
espectrografo multiobjeto de media/baixa resolucao e' um instrumento bem
usado, mas com eficiencia media, que atende parte da comunidade. A
instrumentacao de segunda fase nao foi levada adiante, portanto nao ha'
perspectiva de termos instrumentos de nova geracao. Sobre o Soar: os
americanos tem dificuldades para manter os custos de operacao. Seria
necessario o Brasil ter pelo menos um astronomo permanente alocado la'
(hoje so' ha' bolsistas). Ha' falta de pessoal. E problemas estruturais.
Por exemplo, e' necessario colocar um anteparo contra o vento na
abertura da cupula, pois quando ha' vento, ha' deformacao nas imagens.
Falta agilidade para resolver os problemas - em boa parte por causa dos
parceiros, tambem. ( Fonte: Herton Escobar/O Estado de SP )
Ed: CE
PROJETO DO SATELITE GEOESTACIONARIO BRASILEIRO (SGB) TEM GT RENOVADO
18/05/2010. Grupo de Trabalho dara' continuidade ao processo de
implementacao do projeto, constante do Programa Nacional de Atividades
Espaciais (PNAE 2005-2014) Foi publicada no Diario Oficial da Uniao
desta segunda-feira, dia 17, a Portaria 56, que renomeia o Grupo de
Trabalho (GT), cuja funcao e' acompanhar o processo de implementacao do
projeto do SGB. A portaria renova a composicao do GT, cujos objetivos
sao fazer um estudo de viabilidade do projeto do SGB, "compreendendo a
analise da documentacao existente, o levantamento de novas informacoes e
das alternativas para a realizacao do projeto, apresentando relatorio
circunstanciado sobre sua viabilidade, contendo memorial descritivo das
opcoes do satelite, com estimativas de custos e prazos para seu
desenvolvimento, construcao, lancamento e operacao." Veja a composicao
do GT na portaria, disponivel em http://tinyurl.com/3x4sprh ( Fonte: JC
)
Ed: CE
AGENCIA ESPACIAL BRASILEIRA CRIA GRUPO DE TRABAHO PARA DISCUTIR O SGB
17/05/2010. A Agencia Espacial Brasileira (AEB), com o objetivo de dar
contibuidade ao processo de implementacao do projeto Satelite
Geoestacionario Brasileiro (SGB), publicou nesta segunda-feira, 17, no
Diario Oficial a criacao de um grupo de trabalho que realizara' estudos
sobre a viabilidade do projeto. O estudo de viabilidade compreende a
analise da documentacao existente, o levantamento de novas informacoes e
das alternativas para a relizacao do projeto, apresentando relatorio
circunstanciado sobre sua viabilidade, contendo memorial descritivo das
opcoes do satelite, com estimativas de custos e prazos para seu
desenvolvimento, construcao, lancamento e operacao. O grupo e' formado
por membros da AEB, do Ministerio de Planejamento Orcamento e Gestao,
Ministerio das Comunicacoes, Ministerio da Defesa, Anatel, Comando da
Aeronautica, Ministerio das Relacoes Exteriores, Associacao das
Industrias Aeroespaciais do Brasil, Instituto Nacional de Meteorologia e
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Comunicacao estrategica Hoje
o Brasil carece de um satelite proprio para comunicacao militar, trafego
aereo e meteorologia, alega o governo. Todos esses servicos, tidos como
estrategicos para o Pais, sao feitos a partir de satelites que pertencem
'a iniciativa privada. O Ministerio da Defesa atualmente utiliza dois
transponders em banda X nos satelites C1 e C2, da StarOne. O coronel
Paulo Mourao Pietroluongo, gerente da divisao de projetos especiais do
Ministerio da Defesa, em entrevista para a Teletime em outubro do ano
passado, disse que o Pais em tres anos precisaria de mais oito
transponderes. Segundo ele, hoje o Brasil tem 40 terminais em banda X, o
que nao e' suficiente para equipar todos os navios e avioes. A
necessidade brasileira, segundo ele, e' de cerca de 200 terminais em dez
anos. Atraso O cronograma de estudos para viabilizar o SGB foi
prejudicado pela troca de presidente da AEB, em 2007. Em agosto daquele
ano, o entao presidente da AEB, Sergio Gaudenzi, foi deslocado para a
Infraero. Assumiu interinamente Miguel Henze, que tinha outras
prioridades, o que acabou paralisando o projeto ate' marco de 2008,
quando Carlos Ganem assumiu a presidencia da agencia. ( Fonte: Teletime
)
Ed: CE
PROFESSORES DA UFABC COLABORAM EM PROJETO DE 1ª MISSAO ESPACIAL
BRASILEIRA PARA O ESPACO PROFUNDO
18/05/2010. A primeira sonda com tecnologia brasileira a explorar o
espaco profundo, denominada Missao ASTER, tera' a colaboracao dos
professores da UFABC e devera' ser lancada em 2015 caso seja confirmado
o plano inicial de desenvolvimento do projeto. Professores do curso de
Engenharia Aeroespacial da universidade tem participado de workshops
onde sao discutidas as implicacoes tecnicas e logisticas do projeto que
deve obter colaboracao russa. O projeto basico preve' a exploracao do
asteroide 2001-SN263, localizado a cerca de 11 milhoes de quilometros da
Terra. A sonda seria construida sobre uma plataforma russa e contaria
com a tecnologia de propulsao ionica desenvolvida no Brasil pela UnB e o
Inpe. O plano inicial e' lanca-la de um submarino por meio de um foguete
espacial russo. Outra opcao e' utilizar um foguete da Alcantara Cyclone
Space (ACS), empresa aeroespacial binacional criada por Brasil e Ucrania
em 2003. Nesse caso, o lancamento ocorreria na base de Alcantara, no
Maranhao. Os professores da UFABC ficaram encarregados, nessa fase do
projeto, de estudar o desenvolvimento de dois instrumentos de observacao
do asteroide: altimetro laser e o espectrometro infravermelho.
"Estudaremos as especificacoes, verificaremos quem pode fabricar e
pesquisaremos experiencias de missoes similares de outros paises",
explica Luiz Martins, um dos professores da universidade envolvidos no
projeto. Orcada inicialmente em US$ 35 milhoes, a missao aguarda ainda a
inclusao no Programa Espacial Brasileiro para sair do papel. De acordo
com o avanco das tratativas, a serie de workshops dara' lugar aos
trabalhos tecnicos mais especificos nos laboratorios do Inpe. A
magnitude dos objetivos da missao seria convertida no dominio de
tecnologias pouco exploradas no Brasil e daria margem a aplicacoes que
extrapolam o uso aeroespacial, segundo Martins. "Com o conhecimento
adquirido, teriamos, por exemplo, a possibilidade de dotar casas com
geracao propria de energia eletrica a partir de conversao da energia
solar, obter a capacitacao tecnologica para a industria aeronautica,
alem de alcancar conhecimentos cientificos, envolvendo fisicos e
quimicos brasileiros, sobre a constituicao de nossa galaxia". ( Fonte:
UFABC )
Ed: CE
CEU DA SEMANA
19/05/2010. A UFSCar divulgou o videocast semanal de astronomia, sobre
o ceu da semana, que estara' disponivel na internet. O episodio desta
semana esta' em http://www.youtube.com/watch?v=TweEme6GHE4 Os episodios
novos todas as 3as feiras no canal do LAbI no youtube -
http://www.youtube.com/user/labiufscar ( Fonte: Informacoes de Gustavo
Rojas )
Ed: CE
CBERS-2B E' ENCERRADO
18/05/2010. O CBERS-2B, do programa de Satelites Sino-Brasileiros de
Recursos Terrestres, lancado em setembro de 2007, teve suas operacoes
encerradas. A decisao foi do Comite' Conjunto do Programa, em reuniao na
semana passada no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em
Sao Jose' dos Campos (SP). O satelite gerou aproximadamente 74 mil
imagens com a camera CCD, 11 mil com a WFI e 300 mil com a HRC, apenas
sobre a America do Sul. O total de orbitas percorridas chegou a 13 mil.
Segundo o Inpe, foram distribuidas gratuitamente cerca de 270 mil
imagens deste satelite a usuarios brasileiros e outras 60 mil a usuarios
de mais de 40 paises. Todas as imagens geradas pelo CBERS-2B podem ser
acessadas gratuitamente pela internet. Tecnicos brasileiros e chineses
tentavam restabelecer a operacao normal do CBERS-2B desde marco, quando
foram verificados problemas no satelite, o terceiro lancado pelo
programa. Em 16 de abril, os centros de controle brasileiro e chines nao
conseguiram estabelecer contato com o veiculo que, desde entao, tem
enviado sinais intermitentes indicando falta de energia. Como as chances
de se restabelecer o funcionamento normal sao minimas, a Agencia Chinesa
de Tecnologia Espacial (Cast) e o Inpe, responsavel no Brasil pelo
Programa CBERS, deram como encerrada sua vida util. O proximo satelite
do programa sera' o CBERS-3, que tem lancamento previsto para o segundo
semestre de 2011. Primeiro da segunda geracao de satelites desenvolvidos
pela parceria sino-brasileira, o CBERS-3 marcara' uma evolucao em
relacao aos CBERS-1, 2 e 2B. Assim como o CBERS-4, que deve ser lancado
em 2014, o CBERS-3 sera' mais sofisticado e tera' quatro cameras
imageadoras, enquanto os anteriores contavam com tres. O encerramento da
operacao do CBERS-2B reduz o numero de imagens utilizadas em programas
como Prodes e Deter, que monitoram o desmatamento na Amazonia. A
continuidade dos programas e' garantida pelo uso de imagens dos
satelites americanos Terra/Modis e Landsat-5 e do indiano Resourcesat.
Mesmo operando em condicoes nao ideais, o Inpe afirma que continuara' a
fornecer os dados necessarios ao monitoramento do territorio brasileiro.
Imagens geradas pelo CBERS-2B podem ser acessadas em:
www.dgi.inpe.br/CDSR ( Fonte: Agencia FAPESP )
Ed: GMM
NITIDEZ SEM PRECEDENTES
19/05/2010. O telescopio Soar, localizado em Cerro Pachon, no Chile,
recebera' em julho o Filtro Imageador Sintonizavel Brasileiro (BTFI, na
sigla em ingles), equipamento cujo desenvolvimento foi coordenado no
Instituto de Astronomia, Geofisica e Ciencias Atmosfericas (IAG) da
Universidade de Sao Paulo (USP). Ao ser acoplado ao telescopio, o
instrumento – que custou cerca de US$ 1 milhao e foi financiado pela
FAPESP – permitira' imagear os movimentos relativos internos de galaxias
distantes. O consorcio Soar (sigla para Searchable Online Accommodation
Resource) tambem conta com apoio financeiro da FAPESP. Versatil, o
equipamento que combina tres novas tecnologias de ponta podera' ser
utilizado desde estudos de galaxias proximas e do meio interestelar,
ate' estudos em cosmologia observacional. O projeto, coordenado pela
professora do IAG Claudia Mendes de Oliveira – que e' tambem membro da
coordenacao da area de Astronomia e Ciencia Espacial da FAPESP –, teve
participacao da Escola Politecnica da USP, do Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (Inpe), do Laboratorio Nacional de Astrofisica, da
Universidade Federal do Pampa (Unipampa-RS), do Laboratorio de
Astrofisica de Marselha (Franca) e da Universidade de Montreal (Canada).
O diretor cientifico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, e o
pro-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antonio Zago, foram recebidos no
IAG, nesta terca-feira (18/5), para conhecer detalhes do BTFI. De acordo
com um membro da equipe cientifica do projeto, Joao Steiner, professor
do IAG e coordenador do INCT de Astrofisica – que e' financiado pela
FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e
Tecnologico (CNPq) –, o objetivo da reuniao foi fazer uma apresentacao
do equipamento antes de envia-lo ao Chile. "A astronomia brasileira
estabeleceu um programa de instrumentacao de nivel internacional e esta'
finalizando a construcao de mais um equipamento. Quisemos apresentar
esses resultados ao diretor cientifico da FAPESP e ao pro-reitor de
Pesquisa da USP a fim de destacar a capacidade do Brasil em produzir
instrumentacao de ponta", disse Steiner 'a Agencia FAPESP. O
equipamento, segundo ele, foi produzido em tempo recorde: apenas tres
anos. Ainda assim, seu desenvolvimento resultou em nove teses na area de
tecnologia. "Trata-se de um equipamento astronomico, mas sua producao
envolveu pesquisa em softwares, detectores, mecanica e outras areas
relacionadas a tecnologias de ponta. Com isso, o projeto rendeu
treinamento de pessoal em alto nivel", destacou. Optica adaptativa - O
BTFI, segundo Steiner, sera' acoplado a um modulo que corrige os efeitos
da turbulencia na atmosfera. Essa correcao, aliada 'a qualidade de
imagem do novo equipamento, resultara' em imagens com nitidez inedita.
Com isso, o Soar obtera' uma performance nao atingivel para telescopios
de porte semelhante. "Como sabemos, as galaxias estao continuamente se
afastando de nos. Mas, no interior delas, existe muitas vezes uma
rotacao complexa, com cada braco espiral girando em velocidade
ligeiramente diferente dos outros. Com o BTFI sera' possivel fazer um
mapa extremamente preciso dessas diferentes rotacoes, registrando a
movimentacao relativa do interior das galaxias. Esses estudos serao
fundamentais para entender a cinematica e a dinamica das galaxias",
explicou. O equipamento tera' nitidez de 0,2 segundo de arco, o que
equivale a uma qualidade tres vezes melhor do que qualquer outra
atingida ate' hoje, segundo Steiner. A nitidez em cor, por outro lado,
podera' variar desde mil angstrons ate' um setimo de angstron. O
instrumento permitira' a aquisicao de "cubos de dados" tridimensionais –
com duas dimensoes espaciais e uma dimensao espectral. "O diferencial do
novo equipamento e' que nenhum instrumento dessa natureza tem a nitidez
espacial que ele e' capaz de atingir. Essa nitidez incrivel so' sera'
possivel porque o BTFI sera' o primeiro equipamento operado com optica
adaptativa – isto e', com tecnicas capazes de compensar os efeitos da
turbulencia atmosferica", disse. A nitidez em cores sem precedentes e'
outra caracteristica especial do BTFI, segundo Steiner. "Podemos ajustar
o equipamento em qualquer resolucao em cor, desde a mais alta ate' a
mais baixa, com qualquer intervalo que se considere desejavel", indicou.
( Fonte: Por Fabio de Castro - Agencia FAPESP )
Ed: GMM
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ASTRONOMIA NO MUNDO
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EADS ASTRIUM FARA' NOVO SATELITE PARA SES WORLD SKIES
18/05/2010. A companhia SES World Skies anunciou hoje (18) que assinou
um contrato com a EADS Astrium para a construcao de um novo satelite
geoestacionario de comunicacoes, a ser denominado SES-6. O satelite
sera' baseado na plataforma Eurostar E3000, com massa total de 6.000 kg,
contara' com transponderes em banda C e Ku e tera' vida util estimada de
15 anos. "A America Latina e o Caribe tem demonstrado crescimentos
significativos nos ultimos anos, e esperamos que isto continue. Nossos
clientes tem nos pedido mais capacidade, e nos estamos muito satisfeitos
em oferecer nao apenas uma substituicao antecipada de capacidade, mas
tambem uma signiticativa atualizacao para a nossa cobertura das
Americas", afirmou Robert Benarek, presidente da SES World Skies. "A
Astrium foi capaz de oferecer um projeto inovador de satelite, nos dando
condicoes para prover flexibilidade em capacidade para os mercados onde
vemos desenvolvimento de demanda ao longo do tempo", complementou. O
SES-6 ocupara' uma posicao orbital em 319.5º, Leste, abrangendo a regiao
da America Latina, incluindo Brasil, regiao andina, Mexico, America
Central e Caribe. A encomenda da SES World Skies, do grupo SES, de
Luxemburgo, se soma a outra feita ha' cerca de seis meses tambem com a
EADS Astrium, de 4 satelites. ( Fonte: Tecnologia & Defesa )
Ed: CE
SUPERNOVA OU VELHA?
20/05/2010. Ate' hoje, astronomos observaram dois tipos de supernova. O
primeiro e' a gigante jovem que explode em uma exibicao violenta 'a
medida que entra em colapso por conta de sua propria massa. O segundo
tipo e' o da explosao termonuclear de uma estrela do tipo ana-branca,
velha e densa. Um novo tipo de supernova acaba de ser descrito – ou nao.
A novidade, ou melhor, a duvida e' destaque na edicao desta quinta-feira
(20/5) da revista Nature em dois artigos: um que defende se tratar de
uma nova supernova e outro que afirma se tratar de um tipo conhecido. A
estrela de enorme massa que explodiu foi detectada por meio de
telescopios em janeiro de 2005, pouco apos ter iniciado o processo de
explosao. Desde entao, ao investigar a estrela, pesquisadores de
diversos paises verificaram que se tratava de um fenomeno inusitado.
Denominada SN2005E, a supernova fica na galaxia NGC1032, vizinha 'a Via
Lactea. Nas analises feitas desde 2005, alguns cientistas concluiram que
a quantidade de material ejetado pela supernova era muito reduzida para
ter se originado de uma gigante que explodiu. Alem disso, sua
localizacao, distante das regioes conhecidas e movimentadas nas quais as
estrelas se formam, implica que se tratava de uma estrela mais velha que
levou bastante tempo para se deslocar de seu berco natal. Mas a
assinatura quimica da estrela que explodiu nao se encaixava no segundo
tipo conhecido de supernova. "O resultado deixou claro de que se trata
de um novo tipo de supernova", disse Hagai Perets, do Centro de
Astrofisica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, primeiro autor de
um dos artigos. Os pesquisadores fizeram diversas simulacoes em
computador de modo a tentar entender que tipo de processo poderia ter
levado ao fenomeno observado. Uma importante incognita e' a assinatura
quimica. Um tipo comum de ana' branca que explode (conhecido como
supernova tipo Ia) e' composto principalmente por carbono e oxigenio, o
que e' refletido na composicao do material ejetado. "A nova supernova e'
vazia de carbono e oxigenio. Em vez disso, e' rica em helio. Ou seja, e'
surpreendentemente diferente das demais", disse Dae-Sik Moon, do
Departamento de Astronomia e Astrofisica da Universidade de Toronto, no
Canada', outro dos autores do artigo. "As simulacoes feitas sugerem que
um par de anas brancas estava envolvido, um roubando helio do outro.
Quando o helio da estrela que roubou se eleva alem de certo ponto,
ocorre a explosao. A estrela roubada e' provavelmente destruida no
processo, mas nao sabemos ainda o destino da estrela que roubou o gas",
disse Avishay Gal-Yam, do Instituto Weizmann, de Israel, tambem autor do
artigo que defende o novo tipo de supernova. Mas Koji Kawabata, da
Universidade de Hiroshima, no Japao, e colegas defendem no outro artigo
publicado na Nature que a SN2005E e' uma supernova tipo Ib. Segundo
eles, a supernova deriva de uma estrela de massa gigantesca que explodiu
pelo colapso gravitacional em seu proprio nucleo. O caso da SN2005E
seria raro por a supernova se localizar em uma regiao sem sinais claros
da formacao de estrelas. "As duas interpretacoes diferentes oferecidas
pelos artigos ilustram a atual incerteza a respeito da origem dessas
explosoes. Mas a composicao incomum do material ejetado pela SN2005E e
outros eventos similares terao implicacoes importantes para diversas
areas da astrofisica", disse David Branch, da Universidade de Oklahoma,
em um artigo na mesma edicao da revista com comentarios sobre os outros
dois. Os artigos A massive star origin for an unusual helium-rich
supernova in an elliptical galaxy (doi:10.1038/nature09055), de Kawabata
e outros, A faint type of supernova from a white dwarf with a
helium-rich companion (doi:10.1038/nature09056), de Perets e outros, e o
comentario de Branch podem ser lidos por assinantes da Nature em
www.nature.com. ( Fonte: Agencia FAPESP )
Ed: GMM
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EVENTOS
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01/04/2010 a 10/06/2010 - Projeto Eratostenes Brasil: Que tal medir,
com sua escola (ou clube de astronomia) e com muitas outras do Brasil (e
de outros paises), o raio da Terra, de modo semelhante ao que
Eratostenes fez ha' uns dois mil e trezentos anos atras? Em 2010,
convidamos todas as escolas brasileiras e seus alunos de Ensino Medio,
bem como clubes de astronomia, observatorios e planetarios, a
participarem do Projeto Eratostenes Brasil, cujas atividades
reproduzirao este experimento de maneira interdisciplinar. Ha' alguns
anos, o Projeto tem sido coordenado pelo Departamento de Fisica da
Faculdade de Ciencias Exatas e Naturais da Universidade de Buenos Aires
(Argentina), do Laboratorio Pierre Auger, Universidade Tecnologica
Nacional, Regional Mendoza (Argentina) e da Associacao Fisica Argentina.
O Brasil comeca a participar do Projeto em 2010, sendo divulgado pela
OBA, apoiado pelo Observatorio Didatico Astronomico da UNESP/Bauru e
vinculado ao Programa Casa da Ciencia, da UFMS (Campo Grande), onde
esta' locada a coordenacao nacional do Projeto. Para participar, as
instituicoes devem se registrar na homepage oficial do Projeto de 01 de
abril a 10 de junho de 2010: http://df.uba.ar (clicar na figura do globo
terrestre envolvido por uma fita metrica; depois, clicar na bandeira do
Brasil para a versao do Projeto em portugues). Apos a inscricao, as
instituicoes que desejarem poderao participar de um grupo de discussoes
do Yahoo, enviando um pedido de inclusao para:
projeto_erato2010-subscribe@yahoogrupos.com.br Noite de observacao Na
noite de 21 de maio de 2010, ao lado do Estadio Morenao (UFMS), a equipe
da coordenacao nacional do Projeto realizara' um evento publico gratuito
de observacao do ceu com telescopios, atividades didaticas e exibicao de
documentarios em telao, para lancar oficialmente o Projeto Eratostenes
Brasil. ( Fonte: Rodolfo Langhi/UFMS )
Ed: CE
07/09/2010 a 12/09/2010 - 35ª Reuniao Anual da SAB: a reuniao sera' no
Hotel Recanto das Hortensias, em Passa Quatro (MG), de 7 a 12 de
setembro. A data limite para inscricao e submissao de trabalhos sera' 10
de abril. Mais informacoes sobre a reuniao estarao disponiveis a partir
de 1º de marco, data a partir da qual as inscricoes poderao ser feitas,
no site: http://www.sab-astro.org.br/sab35/index.htm A Reuniao Anual da
SAB e' considerada uma oportunidade unica para os membros da sociedade
divulgarem e discutirem seus trabalhos diante de uma audiencia
multidisciplinar, que cobre todas as areas de pesquisa em astronomia no
Brasil. Segundo informe do Boletim da SAB, a cidade de Passa Quatro ja'
recebeu o evento em duas outras oportunidades. A cidade fica situada no
sudeste de Minas Gerais, a 248 km de Sao Paulo e 260 km do Rio de
Janeiro, a 50 km da Via Dutra, na altura de Cachoeira Paulista. ( Fonte:
JC )
Ed: CE
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Supernovas - Boletim Brasileiro de Astronomia, e' uma publicacao
semanal em forma de boletim eletronico, via e-mail, estruturado em
diferentes Editorias e elaborado pela comunidade astronomica
profissional e amadora brasileira com o objetivo de ampliar a divulgacao
de informacoes sobre a Astronomia no Brasil e no mundo. Semanalmente,
ele e' enviado a aproximadamente 10000 interessados.
Informacoes gerais sobre Astronomia e Ciencias afins podem ser
encontradas no site do Boletim na Internet, no endereco:
http://www.boletimsupernovas.com.br/
Para receber semanalmente o Boletim, envie um e-mail para
<boletimsupernovas-subscribe@yahoogroups.com> e para deixar de
assina-lo envie um e-mail para
<boletimsupernovas-unsubscribe@yahoogroups.com>. Nao e' necessaria
nenhuma informacao no corpo desses e-mails.
Devido a limitacoes de diversos provedores de e-mails, a acentuacao
grafica das edicoes sao omitidas.
Informacoes, sugestoes e criticas podem ser encaminhadas aos
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