Edição 561 na integra:
SUPERNOVAS - BOLETIM BRASILEIRO DE ASTRONOMIA -
http://www.boletimsupernovas.com.br/
Quinta-feira, 15 de Abril de 2010 - Edicao No. 561
Indice:
_ PERSPECTIVAS PARA O PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO
_ DEPOIS DE 85 ANOS, EINSTEIN VOLTA AO RIO
_ BRASIL QUER CONQUISTAR O SEU LUGAR NO ESPACO
_ BRASIL E RUSSIA DEBATEM COOPERACAO NA AREA ESPACIAL
_ BRASIL TERA' SEU PROPRIO FOGUETE ESPACIAL EM 2014
_ IAE REALIZA ENSAIO DINAMICO DA ESTRUTURA DO SARA SUBORBITAL
_ COMECA A TEMPORADA DE OBSERVACOES ASTRONOMICAS DO INPE
_ NASA APRESENTA PLANOS PARA REFORMULAR PROGRAMA ESPACIAL DOS EUA
_ ARIANESPACE – 30 ANOS DE SUCESSO
_ A MAE ASTRONAUTA
_ PLANETAS NA CONTRAMAO
_ ALTERACAO DA DURACAO DO DIA E DO EIXO DA TERRA PELO SISMO DO CHILE
_ EVENTOS
_ EFEMERIDES
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ATRAVES DA OCULAR
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PERSPECTIVAS PARA O PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO
25/02/2010. O futuro chegou para o Brasil? Sim, ao que tudo indica, ou
esta' bem proximo. Talvez ate' com data marcada! O Pais hoje e' visto
como capaz de influir nas decisoes mundiais que se avizinham em varios
setores: economia, meio ambiente, energia, diplomacia e seguranca, por
exemplo. Isso e' fruto de bons desempenhos dos ultimos governantes e do
potencial existente. O "dever de casa" tem sido feito! Outros ainda
estao por vir, mas as perspectivas de investimentos em grandes projetos
de infraestrutura e a realizacao de grandes eventos esportivos globais
sao uma demonstracao desse bom desempenho nacional. O reflexo disso ja'
se faz sentir em alguns setores estrategicos como, por exemplo, o
militar. O reaparelhamento das Forcas Armadas nacionais indica essa
preocupacao. E como fica o setor espacial nesse novo cenario que se
avizinha? O Pais vai realmente querer um programa espacial de maior
porte que o atual? E quem tomaria a decisao? Esta, no meu entender, e' a
maior dificuldade: o dimen-sionamento do Programa Espacial Brasileiro
para o futuro. Ou melhor, quem faria esse dimen-sionamento? Que
autoridade dentro do governo efetivamente tomaria e implementaria essa
decisao? Parto do principio que um programa espacial e' estrategico para
um pais que pretende ser um ator importante no cenario mundial. O
conjunto do desenvolvimento tecnologico, educacional, cientifico e de
disseminacao de informacao que este setor fornece nao tem paralelo. Isso
reflete uma capacidade que fortalece a sua imagem internacionalmente. O
problema e' que programa espacial o pais quer ter? De que montante de
orcamento e para quais aplicacoes? Algumas aplicacoes se sobressaem no
cenario atual. Sao aquelas para o monitoramento do meio ambiente. Se
ficassemos so' nessas, o Brasil ja' teria um programa consideravelmente
de maior porte do que o atual. Isso porque seriam necessarios satelites
de imageamento com cameras e tambem com radar, para se evitar a
impossibilidade de operacao sob nuvens, o que e' muito comum na regiao
amazonica. O conjunto de tecnologia envolvido para o desenvolvimento
desses dois tipos de satelites (cameras, antenas, processamento,
infraestrutura de solo e tambem para a plataforma do satelite –
controle, propulsao e outros subsistemas) ja' constituiria um programa
espacial de alta relevancia. Em parte, hoje, o Pais ja' faz isso, para
as aplicacoes com cameras, mas, aqui trata-se de desenvolver uma rede de
infraestrutura de coleta de dados de maior capacidade do que a atual. De
novo, parte-se do principio de que o desenvolvimento desses satelites e'
estrategico, uma vez que vai alem da mera obtencao de imagens, sejam,
inclusive, de outros satelites. Outros satelites, nao de imageamento,
mas sim com sensores para outras medidas, como monitoramento de
precipitacao e umidade tambem estao nesse tipo de aplicacao. Outra opcao
para imageamento e' para os oceanos, grande sorvedouros de CO2 e que vem
perdendo tal capacidade, o que podera' ser tema de discussoes pos
COP-15. Um programa com esse perfil permitira' tambem a insercao em
redes mundiais de coleta de dados por satelites, que ficam
disponibilizados aos participantes com o objetivo de monitorar os
recursos naturais do planeta, sua utilizacao e efeitos sobre o meio
ambiente e o futuro do clima. Ou seja, um programa espacial com esse
objetivo, com significativo desenvolvimento de hardware e tecnologia,
ja' seria um programa relevante. Mas e' pouco! Duas outras aplicacoes
tambem se impoem: telecomunicacoes e meteorologia. No primeiro caso,
para o fluxo de dados publicos, principalmente das Forcas Armadas. Neste
caso, a complexidade do desenvolvimento e' bem maior do que a dos
satelites para monitoramento do meio ambiente devido ao seu maior porte
e ponto de operacao em orbita (36 mil quilometros contra 700
quilometros). Atualmente esse fluxo e' feito limitadamente em termos de
canais no satelite e operacao em solo, devido ao uso de equipamento
pertencente a uma empresa do setor privado e de um grupo economico
multinacional. Obviamente o Pais nao podera' operar seus dados
estrategicos de Defesa e outros, publicos, nessas condicoes se quiser
fortalecer sua relevancia mundial. De porte equivalente em termos de
custos, complexidade e orbita sao os satelites meteorologicos
geoestacionarios. O Brasil ja' possui uma meteorologia de primeiro
mundo, com sua capacidade de processamento, rede de dados e pessoal
capacitado. Porem, ainda enfrenta a deficiencia de utilizar satelites da
serie GOES, da NOAA, Estados Unidos, como um de seus principais
fornecedores de dados. E isso e' feito por "cortesia" dos proprietarios
dos satelites mas, em consequencia, fica sujeito 'as decisoes
operacionais da NOAA como agora, quando o satelite que servia ao Pais
(GOES-10) esta' sendo realocado de sua posicao orbital para atender
exclusivamente ao continente norte americano e, outro satelite
(GOES-12), no local de interesse nacional, so' estara' em operacao
nominal em junho do presente ano. Isso tudo so' para um programa
espacial de aplicacoes, sem se falar em satelites cientificos ou
tecnologicos, tambem de muito interesse. E mais ainda, sem se falar de
um programa de lancadores! Estimo grosseiramente, baseado em elementos
parciais de hoje, que um programa espacial para o Brasil, como delineado
acima, custaria cerca de duas vezes mais, por ano e nos proximos dez
anos, do que o que e' gasto com o setor espacial brasileiro hoje (cerca
de 300 milhoes de dolares por ano incluindo salarios, o que e' um valor
bastante significativo). Caso se deseje desenvolver lancadores para
tambem ter autonomia nesse campo, esse valor, no minimo, seria o dobro.
Talvez o Pais nao possa arcar com todos esses montantes. Um programa
como este nao se desenvolve em um ambiente como o existente, de
restricoes de contratacao de pessoal, impedimentos burocraticos
excessivos e legislacao inadequada para algo considerado estrategico
para o Pais. Naturalmente, essas condicoes serao modificadas caso se
deseje realmente o desenvolvimento no setor espacial. Nao creio ser esta
a maior dificuldade. No meu entender, o grande problema esta' na falta
de uma autoridade competente para assumir essa postura. Ao contrario do
que aconteceu quando da decisao do desenvolvimento e compra de cacas e
de submarinos nucleares e da Estrategia Nacional de Defesa, feita pelo
Ministerio da Defesa e pela atual Secretaria de Assuntos Estrategicos, o
setor espacial no Brasil nao parece ser capaz de sensibilizar as
autoridades federais para uma posicao sobre um programa que tenha um
carater estrategico em termos de sua projecao geopolitica. O que esta'
acontecendo e' que setores isolados tomam suas decisoes baseadas em
interesses especificos. Nao me parece ser possivel, entretanto,
continuar com esse processo desintegrado de decisao para um programa de
maior porte. Otavio Durao e' Ph.D. e tecnologista senior do INPE. Este
artigo e' de carater pessoal e nao reflete necessariamente a posicao da
instituicao onde seu autor trabalha. ( Fonte: Tecnologia & Defesa,
edicao especial sobre Espaco - fevereiro de 2010 )
Ed: CE
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ASTRONOMIA NO BRASIL
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DEPOIS DE 85 ANOS, EINSTEIN VOLTA AO RIO
07/04/2010. Decadas atras, o fisico alemao Albert Einstein eternizou a
teoria da relatividade e a imagem do cientista de cabelos desgrenhados e
lingua de fora. A partir desta quarta-feira (7/4), se a chuva permitir,
os cariocas ganham uma bela oportunidade para descobrir o que ha' por
tras das formulas densas e da aparencia exotica. Criada pelo Museu
Americano de Historia Natural, de Nova York, a mostra "Einstein" aporta
no Museu Historico Nacional, no Centro, onde deve atrair 70 mil pessoas
ate' o dia 6 de junho. Apos percorrer mais de dez paises, a exposicao
ganhou tracos abrasileirados e atracoes interativas ineditas para
comemorar os 85 anos da visita de Einstein ao Rio. As duas passagens do
fisico pela cidade, em marco e maio de 1925, duraram pouco mais de uma
semana e foram macicamente comentadas pela imprensa da epoca, que
divulgava inclusive o seu cardapio - Einstein aventurou-se ate' com um
vatapa' com pimenta. Apesar da companhia de nomes como Oswaldo Cruz, o
fisico, que ganhara o Premio Nobel quatro anos antes, tambem se
entediava com a falta de colegas. - Nao havia muitas pessoas com quem
Einstein pudesse aprender ou dividir conhecimentos - destaca Alfredo
Tolmasquim, historiador da ciencia e diretor do Museu de Astronomia e
Ciencias Afins. - Apesar disso, sua visita foi um estimulo 'a comunidade
cientifica local, suscitando uma serie de discussoes e deixando-nos mais
antenados sobre a producao europeia. Sobretudo porque, seis anos antes,
a Teoria da Relatividade Geral, proposta por Einstein em 1915, foi
confirmada em solo nacional, mais precisamente na cidade de Sobral, no
Ceara', durante um eclipse. A expedicao de cientistas britanicos ao
remoto local tambem esta' em destaque na exposicao. A mostra contraria a
declaracao do fisico, segundo a qual sua vida "nao interessava a
ninguem". Dos manuscritos 'as fotos, passando por flashes de sua
atribulada vida amorosa, a devassa sobre a biografia do alemao e'
completa e revela uma existencia das mais interessantes. - E' dificil
acreditar que uma teoria hermetica, como a da relatividade, tenha
assumido um ar tao pop - admite Tolmasquim. - A verdade e' que ideias
como luzes fazendo curvas e o tempo relativo dao boas manchetes de
jornal. Alem disse, Einstein nao ficou restrito ao seu gabinete de
trabalho. Ele foi 'as ruas e expos suas opinioes, defendendo inclusive o
pacifismo. A oposicao 'a Primeira Guerra Mundial custou hostilidades ao
fisico em sua passagem pela Argentina, onde ficou por um mes. Imigrantes
alemaes recusaram-se a recebe-lo. Em seu proprio pais, nao faltou quem o
acusasse de traicao. Parceiro do museu americano no Brasil, o Instituto
Sangari enriqueceu a exposicao com interacoes criadas por artistas
convidados. O desafio e' explicar didaticamente as ideias do cientista.
- O publico brasileiro e' mais ligado 'a interatividade - assinala
Juliana Estefano, gerente de relacionamento do Sangari. - Chamamos
artistas renomados para explicar, por exemplo, os buracos negros. Isso
e' feito por um jogo, em uma mesa multitoque, em que demonstramos como
se comportam estas estruturas. Outro destaque e' a maquina do tempo, que
exibe como seria a variacao da passagem temporal, dependendo da
velocidade do visitante, caso ele entrasse em uma nave ultrarrapida ao
nascer. O Museu Historico Nacional fica na Praca Marechal Ancora, no
Centro. De terca a sexta, das 9h 'as 18h; sabado, domingo e feriados:
14h 'as 18h. Precos: R$ 14 (aos domingos) e R$ 20. Mais informacoes pelo
telefone 2550-9220 ou pelo site www.einsteinbrasil.com.br. ( Fonte:
Renato Grandelle, O Globo )
Ed: CE
BRASIL QUER CONQUISTAR O SEU LUGAR NO ESPACO
09/04/2010. O governo brasileiro vai dar o primeiro passo para entrar
no mercado de lancamento comercial de satelites, com a construcao de um
segundo sitio para o lancamento de foguetes de medio porte no Centro de
Lancamento de Alcantara (CLA), no Maranhao, previsto para ser entregue
em 2011. Ate' agora, os lancamentos feitos a partir do CLA eram de
equipamentos de teste e pesquisa. O plano preve' que o foguete Cyclone
4, um veiculo lancador de satelite (VLS), construido pela empresa
binacional Alcantara Cyclone Space (ACS), que tem a Ucrania como
parceira, esteja pronto no ano que vem, quando inicia os testes
necessarios para os lancamentos comerciais. O governo mostrou que os
setores nuclear, espacial e de tecnologia da informacao estao sendo
tratados como estrategia nacional. Se continuar assim, em pouco tempo o
Brasil tera' dois sitios com condicoes favoraveis para lancar foguetes ,
diz o presidente da Agencia Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem. O
segundo sitio sera' erguido em uma area da base cedida pela Aeronautica
e a construcao vai consumir recursos de US$ 247 milhoes. Esperamos que
tudo esteja pronto em 2011 , preve'. O Brasil tambem esta' construindo o
Veiculo Lancador de Satelite (VLS)1 para substituir o VLS, que explodiu
em 2003 e matou 21 pessoas. O Cyclone 4 coloca em orbita satelites de
medio e grande porte, com cargas de ate' 5 mil quilos. A familia de
foguetes Cyclone tem uma historia de sucesso no lancamento de satelites.
Foram lancados 223 satelites sem falhas, diz Ganem. Varios cientistas
brasileiros e de outros paises trabalham na construcao do VLS 1. A
previsao da agencia e' de que ele fique pronto em 2011. O veiculo
comecara' a ser testado em 2012 e no ano seguinte esta' previsto um voo
com carga em carater experimental. Somente em 2014 e' que os lancamentos
poderao ser feitos. O foguete tera' capacidade para colocar em orbita
objetos de ate' 400kg. O mercado mundial de lancamento de satelites
movimentou US$ 280 bilhoes em 2008 [nota do blog: este valor nao condiz
com a realidade. Grosso modo, o mercado de lancamento de satelites
movimenta pouco mais de US$ 2 bilhoes por ano]. Se o Brasil trabalhar
pensando tambem no lado comercial, podera' conquistar ate' 10% desse
mercado, avalia Ganem. Apesar de ainda engatinhar no setor de tecnologia
espacial, o Pais pode ocupar posicao de destaque. Os centros de
lancamento daqui estao em posicao privilegiada e tem uma vantagem
geografica porque estao proximos da linha do Equador e ao lado do oceano
, explica. Essas vantagens se traduzem em qualidade de lancamento e uma
economia de ate' 30% no uso de combustivel. Cada lancamento feito com o
VLS 1 pode render ao Brasil US$ 10 milhoes, estima o presidente da AEB.
Os lancamentos feitos pelo Cyclone 4 podem chegar a US$ 50 milhoes ,
diz. No ultimo ano, o governo brasileiro intensificou os investimentos
no setor espacial. Em 2009 foram investidos R$ 85 milhoes no CLA e
reforma do Centro de Lancamento Barreira do Inferno. Este ano, os
investimentos serao de R$ 160 milhoes , diz Ganem. No ano passado, foi
construida uma moderna sala de controle para o lancamento, a pista de
aviacao da base foi recuperada e a estrada que leva ao centro foi
reformada. Ainda serao feitos investimentos em hotelaria para hospedar
as pessoas que vierem 'a cidade para o lancamento , comenta. Estrategia
e desenvolvimento Ganem destaca a importancia do investimento no
programa espacial para o desenvolvimento do Brasil. Quando uma crianca
e' operada num local distante do Acre via satelite, estamos falando do
espaco. O trafego aereo, as comunicacoes de uma forma geral e a previsao
do tempo, necessaria para evitar tragedias como a que ocorreu no Rio de
Janeiro, sao algumas das infinitas aplicacoes , comenta. Segundo o
presidente da AEB, o programa espacial brasileiro e' essencial para a
populacao brasileira. Ele e' importante para a saude, educacao, da'
suporte para varias pesquisas e para a rede de pesquisas nacional. E' a
unica maneira de olhar o Brasil por inteiro, o que e' vital para um pais
com as dimensoes do nosso , diz. Pnae investe na reforma do Centro
Barreira do Inferno Parte da verba destinada ao Programa Nacional de
Atividades Espaciais (Pnae) foi aplicada na reforma e modernizacao do
Centro de Lancamento da Barreira do Inferno (CLBI), localizado em
Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Este ano, serao investidos R$ 6
milhoes em projetos de modernizacao dos sistemas de preparacao,
lancamento e rastreio. As melhorias ja' realizadas incluem reformas de
equipamentos e novas instalacoes. Segundo a Agencia Espacial Brasileira
(AEB), estao previstas reformas no Lancador Universal, ampliacao da
casamata e construcao do predio de montagem de motores, de um
laboratorio para experimentos cientificos e de outro predio de apoio. O
Lancador Universal atende 'a grande maioria dos foguetes suborbitais
espalhados pelo mundo, com capacidade para lancamentos de ate' 12
toneladas. A sua reforma abre portas para que a comunidade internacional
utilize o sitio. As obras devem estar concluidas este ano, quando esta'
previsto o lancamento do VSB-30. SAIBA MAIS O Brasil tem tres satelites
em orbita. O SCD 1 e SCD captam informacoes ambientais de centenas de
estacoes espalhadas pelo Pais. O CBERS-2B, fabricado em parceria com a
China, ajuda a monitorar o desmatamento da Amazonia. Outros satelites
estao sendo desenvolvidos no programa espacial. O Amazonia-1, explica o
presidente da Agencia Espacial Brasileira (AEB), Carlos Ganem, tera' uma
camera com maior angulo de visao do que o CBERS. O outro equipamento,
denominado Lattes, ira' analisar particulas nocivas do espaco. O NUMERO:
440 FOGUETES Foram lancados a partir do Centro de Lancamento de
Alcantara desde a sua inauguracao, em 1989. Estudantes de universidades
desenvolvem projeto Itasat O Brasil deve lancar em 2012 o primeiro
satelite produzido com participacao de estudantes. Batizado de Itasat, o
equipamento ajudara' na transmissao de dados ambientais e esta' sendo
desenvolvido por estudantes da Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp) em parceria com a Universidade de Sao Paulo (USP) e Instituto
Tecnologico de Aeronautica (ITA). O projeto e' coordenado pela Agencia
Espacial Brasileira (AEB) e tem como objetivo formar profissionais
habilitados a desenvolver tecnologia aeroespacial. O equipamento
fornecera' informacoes para diversos fins, como meteorologia,
telecomunicacoes, meio ambiente e operacao de sistemas. Com um orcamento
de R$ 5 milhoes, o Itasat deve pesar cerca de 85 kg e sera' colocado em
orbita baixa (ate' 600km de altitude). Ele deve ficar em orbita por
cerca de um ano e a cada 90 minutos dara' uma volta completa no planeta.
Uma equipe de cinco cientistas da Unicamp, coordenada pelo professor
Yuzo Iano, da Faculdade de Engenharia Eletrica e de Computacao (FEEC),
trabalha com processamento digital de sinais e definicao de codificacao
no projeto Itasat. Do satelite para os receptores brasileiros, as
imagens precisam ser protegidas dos ruidos gerados termicamente.
Otimizar o tempo de transmissao das imagens e' um dos desafios do grupo.
Os pesquisadores trabalham com a codificacao do canal, o percurso da
imagem a partir do satelite ate' alcancar a antena de recepcao, e da
fonte, o transmissor instalado no Itasat. A codificacao e' usada para
preservar o conteudo do sinal. (AAN) Pesquisa avalia uso de etanol como
combustivel Cientistas do IAE estudam e testam propulsores de foguetes
que utilizam propelentes liquidos Alem das pesquisas para a construcao
de satelites e de veiculos lancadores, cientistas do Instituto de
Aeronautica e Espaco (IAE) desenvolvem um programa de pesquisa em
propulsao liquida, que tem como base o etanol nacional. O objetivo e'
desenvolver combustivel para foguetes mais seguro que o combustivel 'a
base de hidrazina empregado atualmente. Liderado pelo engenheiro Jose'
Miraglia, professor da Faculdade de Tecnologia da Informacao (FIAP), o
grupo de cientistas se uniu para desenvolver propulsores de foguetes que
utilizem propelentes liquidos e testar tais combustiveis. Os propelentes
liquidos usados atualmente no Brasil estao restritos 'a aplicacao no
controle de altitude de satelites e 'a injecao orbital. Eles tem como
base a hidrazina e o tetroxido de nitrogenio, ambos importados, caros e
toxicos , disse Miraglia. Na primeira fase do projeto, o grupo testou
motores e foguetes de propulsao liquida com impulso de 10 newtons (N),
com o objetivo de avaliar propelentes liquidos pre-misturados 'a base de
peroxido de hidrogenio combinado com etanol ou querosene. Cada newton
equivale a um quilo acelerado a um metro por segundo ao quadrado. Os
testes mostraram que o projeto e' viavel tecnicamente. Os propulsores
movidos com uma mistura de peroxido de hidrogenio e etanol, ambos
produzidos em larga escala no Brasil e a baixo custo, apresentaram o
melhor rendimento , disse. Segundo Miraglia, a mistura apresenta algumas
vantagens em relacao 'a hidrazina e ao tetroxido de nitrogenio, usados
atualmente. O peroxido de hidrogenio misturado com etanol apresenta
densidade maior do que a maioria dos propelentes liquidos, necessitando
de menor volume de reservatorio e, consequentemente, de menor massa de
satelite ou do veiculo lancador, alem de ser compativel com materiais
como aluminio e aco inox , explicou. Na segunda fase do projeto, o grupo
pretende construir dois motores para foguetes de maior porte, com 100N e
1.000N. Nossa intencao e' construir um foguete suborbital de sondagem
que atinja os 100 quilometros de altitude e sirva para demonstrar a
tecnologia , disse. O grupo tambem pretende produzir motores para
foguetes de sondagem que tenham baixo custo. Eles seriam importantes
para as universidades, com aplicacoes em estudos em microgravidade e
pesquisas atmosfericas, por exemplo , disse Miraglia. ( Fonte: Correio
Popular )
Ed: CE
BRASIL E RUSSIA DEBATEM COOPERACAO NA AREA ESPACIAL
06/04/2010. Cinquenta e cinco pessoas participaram do Encontro
Empresarial sobre o Global Navigation Satellite System (Glonass), nesta
terca-feira (6), na sede do Instituto de Engenharia, em Sao Paulo (SP).
Na ocasiao, empresarios e representantes da Agencia Espacial Russa
(Roscosmos) apresentaram o sistema de geoposicionamento e possibilidades
de cooperacao na area espacial entre o Brasil e a Russia. O Glonass e' o
sistema russo de posicionamento global, equivalente ao americano GPS e
ao europeu, Galileo. O sistema conta com 24 satelites divididos em tres
orbitas. O evento, organizado pela Agencia Espacial Brasileira (AEB), em
parceria com a Roscomos, apresentou a empresarios brasileiros
possibilidades de cooperacao na producao e comercializacao de receptores
GNSS e em servicos de monitoramento e rastreamento de veiculos. "O
Glonass representa uma tecnologia adicional ao GPS americano. A
similaridade de necessidade de geoposicionamento e' grande entre o
Brasil e a Russia, o que torna as possibilidades de cooperacao ainda
maiores", disse Cilineu Nunes, representante da Zatix. A Zatix e' umas
das maiores empresas de servicos na area de rastreamento e monitoramento
na America Latina com cerca de 200 mil veiculos rastreados em todo o
Brasil. Apresentacoes - A primeira apresentacao foi feita pelo chefe de
Divisao do Glonass, Sergei Kalinin. Segundo ele, o sistema de
geoposicionamento russo possui uma constelacao quase completa de
satelites - com 21 operacionais e dois sobressalentes que podem entrar
em uso, caso algum falhe. Ha' cinco estacoes de recepcao de dados do
Glonass no territorio russo. A central de controle fica perto da
capital, Moscou. No entanto, sabe-se que ha' a necessidade de se
expandir esse segmento. Uma das estacoes que sera' construida devera'
ficar no Brasil. Kalinin acredita que ha' possibilidade de cooperacao
entre as agencias espaciais dos dois paises, entre as industrias e
tambem de pesquisas cientificas. O governo russo apoia o desenvolvimento
do sistema e, garante que ate' o final de 2010 ele deve ficar pronto. No
entanto, estara' em desenvolvimento ate' 2020. Parceria - "A parte mais
importante da apresentacao do Kalinin foi quando ele divulgou os planos
de oferecer sinal de alta qualidade aberto e gratuito. O GPS ja' oferece
esse tipo de servico, mas apenas a militares", disse o coordenador
tecnico-cientifico da AEB, Raimundo Mussi. Mussi acredita que os russos
apresentaram propostas concretas de parceria. As outras explanacoes
foram feitas pelo chefe executivo da Auto Tracker, Boris Satovsky; pelo
vice-diretor do Institute of Space Device Engineering, Mikhail Golovin e
pelo chefe do departamento internacional da Nis-Glonass, Alexey Tyrtov.
O encontro faz parte do "Programa de Cooperacao no Campo da Utilizacao e
Desenvolvimento do Sistema Russo de Navegacao Global por Satelite entre
a AEB e a Roscosmos", assinado em 26 de novembro de 2008. Esse Programa
tem, entre outras, as seguintes linhas de atuacao: operacional,
compreendendo, inclusive, a possibilidade de instalacao de uma estacao
de monitoramento do Glonass no territorio nacional, cooperacao
cientifica, com a realizacao de projetos conjuntos de pesquisa e
empresarial, por meio da producao e comercializacao de receptores GNSS e
na utilizacao desses sistemas no monitoramento e rastreio de veiculos. (
Fonte: Coordenacao de Comunicacao da AEB )
Ed: CE
BRASIL TERA' SEU PROPRIO FOGUETE ESPACIAL EM 2014
05/04/2010. Daqui a quatro anos o Brasil sera' capaz de lancar seu
proprio foguete para colocar um satelite em orbita, informou ao G1 a
Agencia Espacial Brasileira (AEB). O propulsor sera' uma versao
repaginada do VLS (Veiculo Lancador de Satelite), da mesma familia do
foguete que explodiu em Alcantara (MA) em 2003, matando 21 pessoas. "De
2003 para ca' houve uma grande revisao do projeto do VLS", conta o
diretor de politica espacial e investimentos estrategicos da AEB,
Himilcon Carvalho. O primeiro teste com o VLS-1, como e' chamado o
foguete, esta' previsto para 2012, informa Carvalho. Nessa fase, serao
acionados apenas os dois primeiros estagios do propulsor, que ficam na
parte inferior. Em 2013 se preve' um voo com a carga total, mas ainda
experimental. "Em 2014 vamos poder colocar um satelite em orbita",
afirma. O cronograma esta' atrasado. No Programa Nacional de Atividades
Espaciais, formulado em 2005, o lancamento oficial do VLS-1 estava
previsto para 2007. "Muitas vezes a gente se depara com dificuldades
tecnicas", conta Carvalho. Uma delas, segundo ele, e' a dificuldade de
comprar componentes eletronicos do exterior, ja' que essas pecas tambem
podem ser usadas com fins militares, e seu mercado e' restrito. Enquanto
o VLS nao fica pronto, o Brasil contrata servicos no exterior para
lancar seus satelites. Hoje ha' tres equipamentos brasileiros em orbita.
Dois deles – os SCD 1 e 2 – captam informacoes sobre dados ambientais
(nivel de rios, quantidade de chuvas) de centenas de estacoes espalhadas
pelo Brasil. Um satelite mais avancado, chamado Cbers-2B, tira fotos do
planeta e ajuda o Brasil a monitorar o desmatamento da Amazonia. O
equipamento, fabricado em parceria com a China, ja' e' o terceiro de uma
familia de cinco membros – mais dois devem ser lancados ate' 2014. Na
fila de desenvolvimento tambem estao outros satelites brasileiros: o
Amazonia-1, que tera' uma camera com maior angulo de visao do que o
Cbers, e o Lattes, que ira' analisar particulas nocivas que vem do
espaco e atingem a terra, alem de descobrir fontes de raio-x no centro
da via lactea. "Tendo o Amazonia-1 e o Cbers conseguiremos fotografar o
mundo todo em tres dias", informa o coordenador de Gestao Tecnologica do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Marco Antonio Chamon.
Nenhum dos satelites previstos, contudo, podera' ser carregado pela
versao do VLS que ficara' pronta em 2014. Eles sao muito pesados para a
capacidade do foguete, que provavelmente fara' seu voo de estreia com um
equipamento menor, como o satelite universitario Itasat, que esta' sendo
planejado no Instituto Tecnologico de Aeronautica (ITA). Com os pes no
chao "O grande objetivo da politica espacial [brasileira] e' dominar a
tecnologia espacial para a solucao dos grandes problemas nacionais e em
beneficio da sociedade brasileira", explica. "Quando olhamos aquecimento
global, poluicao, desmatamento, vemos que ha' uma serie de questoes
importantes que tem impacto direto sobre a sociedade brasileira." Por
isso, todos os satelites que planejados ou em orbita olham para a terra,
e nao para as estrelas. A unica excecao seria o Lattes, que analisara'
raios-x do espaco. Da mesma forma, o Brasil tambem nao planeja ter
astronautas. Segundo Carvalho, os experimentos cientificos nacionais que
precisam ser feitos no espaco serao enviados por meio de missoes de
outros paises. ( Fonte: Ibere' Thenorio, G1 )
Ed: CE
IAE REALIZA ENSAIO DINAMICO DA ESTRUTURA DO SARA SUBORBITAL
07/04/2010. O IAE realizou o ensaio dinamico do Modulo de
Experimentacao (MEXP) e da Estrutura Interna do Sara Suborbital, um
satelite de reentrada atmosferica destinado a operar em orbita baixa
para a realizacao de experimentos em microgravidade. No ensaio foram
utilizados modelos de engenharia do MEXP, fabricado em parceria com a
empresa Cenic Engenharia, e massas Dummies, pecas que emulam fisicamente
os componentes reais do satelite. Esses equipamentos permitem
salvaguardar a estrutura real do satelite dos impactos submetidos
durante os experimentos. O MEXP e' composto por estruturas honeycomb
constituidas de aluminio e fibras de carbono, de elevada relacao de
resistencia mecanica em relacao ao peso. Uma especie de estrutura
sanduiche cuja superficie comporta os experimentos e cujo interior aloca
os componentes eletricos. No ensaio dinamico, realizado no Laboratorio
de Vibracoes da Divisao de Integracao e Ensaios (AIE), o MEXP foi
instalado em um shaker ou vibrador eletrodinamico responsavel por
simular niveis de excitacao provocados por forcas aerodinamicas e
vibracoes resultantes do voo, alem de operacoes dos motores foguetes.
Nos esforcos dinamicos aplicados 'a estrutura do Sara, niveis de
amplitude e de frequencia pre-estabelecidos permitiram a verificacao do
comportamento estrutural de modo a evitar o abalo em suas partes
eletronicas e nos experimentos durante o voo. Durante os ensaios de
vibracao, a rigidez da espessura foi testada atraves de uma varredura de
varias frequencias, amplificada ate' o limite maximo suportado e a
descoberta da frequencia natural de operacao. Os esforcos de aceleracao
foram aplicados 'a parte eletronica, destinada ao controle do satelite
em orbita e 'a aquisicao de dados durante os experimentos. Dependendo
das condicoes de ensaio e das posicoes de voo, a aceleracao pode
ultrapassar o limite estabelecido de 15 m/s ou 15 g´s, causando
desgastes tambem nos componentes eletronicos. As aceleracoes resultantes
do ensaio foram obtidas de sensores (acelerometros) instalados nas
massas Dummies. Segundo o coordenador do ensaio de vibracao do Sara,
Leandro Ribeiro de Camargo, os sinais foram processados via software
para cada ponto de frequencia e aceleracao correspondentes, resultando
em uma analise numerica das simulacoes virtuais. Os esforcos aplicados
aos subsistemas do Sara demonstraram a elevada capacidade de resistencia
estrutural e, mesmo a niveis de excitacao elevados, nao provocaram
falhas ou danos estruturais no modelo. Apos a analise dos resultados, os
engenheiros do IAE poderao verificar a necessidade de alteracoes no
projeto e a construcao de um prototipo para que o ensaio em sua
estrutura real seja realizado. Os testes serao os mesmos, mas em uma
estrutura mais adequada para o lancamento. ( Fonte: IAE )
Ed: CE
COMECA A TEMPORADA DE OBSERVACOES ASTRONOMICAS DO INPE
13/04/2010. O Miniobservatorio Astronomico da Divisao de Astrofisica do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) inicia em maio a
temporada de observacoes presenciais e remotas de 2010 O agendamento
para as visitas presenciais pode ser feito pelo telefone (12)3945-7200.
Para as observacoes remotas, o agendamento e' feito pelo formulario
eletronico disponivel em www.das.inpe.br/miniobservatorio Para as
sessoes remotas, a programacao preve' atividades no periodo de maio a
setembro (exceto julho), sempre 'as quintas-feiras, das 19h30 'as 21h30,
sendo acompanhadas por um pesquisador ou pos-graduando do Inpe, na area
de astrofisica. As sessoes remotas tem carater de educacao cientifica
informal a distancia e sao dirigidas a estudantes brasileiros de todos
os niveis. Numa sessao remota, os participantes podem visualizar o ceu
noturno a partir de suas proprias escolas, pela internet, como se
estivessem diante do telescopio localizado no observatorio do instituto,
que fica em Sao Jose' dos Campos (SP). Um sistema computacional
possibilita o direcionamento do telescopio e a aquisicao de imagens
digitais dos astros, entre outras tarefas. Nao e' necessario
conhecimento avancado de informatica ou astronomia para participar, uma
vez que o equipamento e' bastante didatico e simples de ser manipulado.
Ele dispoe, por exemplo, de um ceu virtual para a escolha do astro a ser
apontado pelo telescopio e imageado pela camera CCD do observatorio. As
observacoes astronomicas remotas promovidas pelo Inpe integram o projeto
multi-institucional Telescopios na Escola (TnE), coordenado pelo
Instituto de Astronomia, Geofisica e Ciencias Atmosfericas (IAG) da
Universidade de Sao Paulo (USP). As imagens celestes capturadas numa
observacao remota podem ser utilizadas a posteriori em sala de aula com
o intuito de fixar conceitos em matematica, fisica e astronomia de um
modo participativo e bastante ludico. Estudantes e professores sao
incentivados a executar projetos observacionais simples, como fazer um
passeio pelo ceu, capturando, por exemplo, imagens de planetas e
aglomerados de estrelas a fim de medir suas dimensoes fisicas. As
visitas presenciais serao realizadas de maio a outubro (exceto julho),
sempre 'as quartas-feiras, das 19h 'as 21h, no Miniobservatorio
Astronomico do Inpe. Os grupos escolares devem ter no maximo 20 pessoas.
Dirigidas ao publico estudantil, as atividades apresentam-se como
atividades de difusao da ciencia astronomica e pesquisas desenvolvidas
na Divisao de Astrofisica do Inpe. Tambem estao programadas visitas
diurnas, para visualizacao do Sol, nas quartas-feiras de outubro, das
14h 'as 15h. O telescopio do Miniobservatorio Astronomico do Inpe possui
28 cm de diametro, possibilitando boa visualizacao da Lua, planetas,
estrelas duplas, aglomerados de estrelas e nebulosas. Mais informacoes
em http://www.das.inpe.br/miniobservatorio/ ( Fonte: Assessoria de
Comunicacao do Inpe )
Ed: CE
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ASTRONOMIA NO MUNDO
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NASA APRESENTA PLANOS PARA REFORMULAR PROGRAMA ESPACIAL DOS EUA
09/04/2010. A Nasa (agencia espacial americana) apresentou nesta
quinta-feira (8) seus planos para reformular o programa espacial dos
Estados Unidos, focando inicialmente no desenvolvimento da tecnologia
necessaria para enviar astronautas a Marte. Outras metas sao as de
promover o desenvolvimento de um "taxi espacial" comercial e de cercar o
planeta com satelites para monitorar a mudanca climatica. A Nasa ira'
desativar neste ano os seus onibus espaciais, o que deve significar o
fechamento de milhares de postos de trabalho ligados ao programa
espacial. Funcionarios da agencia disseram que as atividades do novo
programa vao se espalhar pelas dez unidades da Nasa, sendo que o Centro
Espacial Johnson, em Houston, sera' responsavel por um programa de cinco
anos, ao custo de 6 bilhoes de dolares, para supervisionar demonstracoes
tecnologicas. Ja' o Centro Espacial Kennedy, da Florida, ficara'
encarregado de outro programa de cinco anos, este no valor de 5,8
bilhoes de dolares, para ajudar empresas privadas a desenvolverem
servicos de transporte orbital. As unidades de Maryland, California e
Ohio vao gerir uma campanha ampliada de observacao da Terra para
monitorar a mudanca climatica. "Este e' o primeiro passo, identificar
programas que serao financiados por este orcamento", disse o
administrador da Nasa, Charlie Bolden, durante teleconferencia com
jornalistas. Empregos O presidente Barack Obama propoe acrescentar 2
bilhoes de dolares ao orcamento anual de 18 bilhoes de dolares da Nasa
para o ano fiscal que comeca em 1º de outubro, um aumento que Bolden
disse que resultara' em mais empregos. "Estamos ampliando a quantidade
de programas que temos, para que possamos tentar colocar para trabalhar
mais pessoas que estejam interessadas em fazer parte do programa
espacial", disse Bolden. "Seremos capazes de empregar todo mundo que
trabalhava nos onibus? Nao, nao seremos, mas essa nunca foi uma visao.
Uma preocupacao muito seria e real para todo mundo sao os empregos, mas
isso e' o que chamamos progresso. Infelizmente, se voce' olhar para cada
area da tecnologia neste pais, sempre que se avanca ha' cada vez menos
trabalhos do tipo manual." A Nasa ira' aposentar neste ano seus tres
onibus espaciais devido a razoes de custo e seguranca. Antes disso,
havera' mais tres missoes para concluir a construcao da Estacao Espacial
Internacional, um projeto de 100 bilhoes de dolares e 16 nacoes, em
obras desde 1998. O novo programa espacial dos EUA prorroga a vida da
estacao espacial pelo menos ate' 2020. O orcamento de Obama tambem
cancela uma iniciativa de exploracao espacial da era Bush, chamada
Constellation, cujo objetivo era levar astronautas de volta 'a Lua ate'
2020. Uma revisao independente concluiu que esse programa de 108 bilhoes
de dolares sofria de uma grave carencia orcamentaria, sem chances de
alcancar suas metas. Elementos do Constellation devem ser incorporados
nos novos programas, inclusive o desenvolvimento de foguetes capazes de
levar pessoas, robos e cargas para asteroides, para Marte e para outros
destinos do Sistema Solar, disse Bolden. ( Fonte: G1 )
Ed: CE
ARIANESPACE – 30 ANOS DE SUCESSO
12/04/2010. Primeira empresa comercial de transporte espacial do mundo
completa 30 anos Desde o inicio da exploracao espacial, na decada de
1950, poucos nomes foram capazes de acumular um legado e se tornarem
referencia mundial no setor como o "Ariane". Foi a partir desse nome,
bastante tradicional na area espacial, que surgiu a Arianespace, empresa
lider em lancamentos espaciais, e que esta' comemorando 30 anos. A
companhia foi criada em 26 de marco de 1980, como a primeira empresa
comercial de transporte espacial do mundo, alguns meses apos o voo de
estreia do lancador europeu Ariane 1, executado a partir de Kourou, na
Guiana Francesa, na vespera do Natal de 1979. Um pouco de historia O
Ariane 1 deu inicio ao legado do Ariane como referencia em materia de
lancadores para a industria espacial. Seu primeiro voo ocorreu em
dezembro de 1979 e, ao longo de sua carreira, 11 missoes foram
realizadas, colocando em orbita 14 satelites. A sua capacidade de
insercao em orbita de transferencia geoestacionaria (GTO, sigla em
ingles) era de 1.800 kg. Em agosto de 1984, o Ariane 3, versao mais
capaz da familia, com capacidade para orbita GTO de 2.700 kg, foi
lancado. A exemplo de seu irmao mais velho, o Ariane 3 tambem executou
11 missoes, transportando 19 cargas uteis ao espaco. Em maio de 1986,
estreou o Ariane 2, de configuracao similar a do Ariane 3, com a
diferenca de que nao contava com dois propulsores adicionais junto ao
corpo principal do foguete. Nao contando com os dois boosters, o Ariane
2 tinha capacidade de insercao em orbita GTO um pouco inferior, de cerca
de 2.200 kg. Foram realizados seis voos, lancando-se ao espaco cinco
satelites. Entre 1988 e 2003, o "carro-chefe" da Arianespace foi o
Ariane 4, que em suas seis diferentes versoes, era capaz de lancar
cargas de 2.000 a 4.900 kg. Foram ao todo 116 voos que, somados,
lancaram 182 satelites e sondas, totalizando mais de 400 toneladas. Foi
com esse modelo que a companhia passou a executar lancamentos de dois
satelites geoestacionarios por um unico foguete, diferencial tecnico
bastante apreciado pelo mercado. Mesmo antes do inicio da operacao do
Ariane 4, a comunidade espacial europeia ja' aprovava, no final de 1987,
o desenvolvimento de um novo foguete, mais moderno e capaz, o Ariane 5.
Apesar da falha em seu teste inicial, o lancador tem comprovado sua alta
confiabilidade, acumulando desde dezembro 2002, 35 missoes consecutivas
bem-sucedidas. Dentre as grandes inovacoes da serie 5 frente aos seus
antecessores, destaca-se a propulsao, chamada criogenica, que tem como
combustiveis oxigenio e hidrogenio liquidos. Em suas duas versoes (ECA,
geralmente para missoes geoestacionarias, e ES, para lancamentos de
orbita baixa),o Ariane 5 possui capacidades de satelitizacao de ate' 20
toneladas para orbitas baixas e 10 toneladas em perfil GTO. Ao longo de
sua historia, a Arianespace assinou mais de 300 contratos para o
lancamento de cargas ao espaco, tendo ate' a presente data colocado em
orbita quase 280 satelites para mais de 70 clientes governamentais,
militares e comerciais. Mais da metade dos satelites comerciais
atualmente em orbita foram lancados por foguetes da Arianespace. Pode-se
dizer que a Arianespace e' um dos maiores simbolos da integracao entre
os paises europeus, iniciada apos o termino da Segunda Guerra Mundial.
Sao 24 acionistas que representam entidades governamentais e empresas
integrantes do time industrial da Ariane, de dez diferentes paises:
Alemanha, Belgica, Dinamarca, Espanha, Franca, Italia, Noruega, Holanda,
Suecia e Suica. A Agencia Espacial Francesa (CNES) e a EADS Astrium
(Franca, Alemanha e Espanha) sao as atuais controladoras da companhia,
detendo, respectivamente, participacoes de 34% e 30%, no capital.
[Comparativo entre os Arianespace 1, 2 e 3. (Imagem: Arianespace)] [Bela
imagem do lancamento de um Ariane 4, na versao 40 - Voo 75. (Foto:
Arianespace)] [Plataforma ELA-1, de onde foram realizados os lancamentos
dos Ariane 1, 2 e 3. (Foto: Arianespace)] [Lancador Ariane 5. (Foto:
Arianespace)] Momento atual Em 2010, a Arianespace espera realizar as
estreias, a partir de Kourou, de seus dois novos lancadores, o Soyuz ST
e o Vega, complementares ao Ariane 5, previstas para o segundo semestre.
Quando plenamente operacional, a familia de lancadores da Arianespace
tera' integrantes focados em diferentes nichos do mercado: o ja'
consolidado Ariane 5, para lancamento de cargas uteis de grande porte
tanto em missoes de orbita baixa como de transferencia geoestacionaria,
o de medio-porte Soyuz ST e o de pequeno-porte Vega, fazendo jus ao mote
adotado pela companhia, de lancar cargas uteis de "qualquer massa, para
qualquer orbita... e a qualquer momento." Assim como Ariane, Soyuz
tambem e' nome tradicional no setor espacial. Trata-se do foguete mais
testado do mundo, ja' tendo sido realizados cerca de 1.700 lancamentos
da familia, inclusive centenas de missoes tripuladas. Sua operacao a
partir de Kourou, numa versao mais moderna, a ST, foi objeto de um
acordo intergovernamental celebrado entre a Franca e a Russia em
novembro de 2003. A parceria entre a Europa Ocidental e a Russia
relacionada ao lancador Soyuz e', no entanto, bem anterior a 2003. Em
1996, a Arianespace, a EADS Astrium, a Agencia Espacial Russa e o Centro
Espacial Samara criaram a Starsem, empresa responsavel pela realizacao
de missoes espaciais do Soyuz, a partir de Baikonur, no Cazaquistao. O
foguete Vega, por sua vez, sigla de Vettore Europeo di Generazione
Avanzata (Vetor Europeu de Geracao Avancada), representa o mais
importante passo dado pela Italia na area de lancadores, responsavel por
cerca de 65% de todo o projeto, iniciado em 1998 pelas agencias
espaciais da Italia (ASI) e Europa. O Vega e' um lancador de quatro
estagios (os tres primeiros de combustivel solido e o ultimo liquido),
com capacidade de inserir cargas uteis de ate' 1.500 kg em orbitas
circulares a 700 quilometros de altitude. [Concepcao artistica do Soyus
ST sendo operado de Kourou. (Imagem: ESA)] [Concepcao artistica do
foguete Vega. (Imagem: Arianespace)] Brasil O Brasil tambem faz parte da
historia da Arianespace ao longo desses 30 anos, e em diferentes
aspectos. Pelo lado comercial, a companhia europeia foi responsavel pelo
lancamento, com sucesso, de todos os satelites de comunicacoes da
Embratel, desde o seu periodo como estatal ate' o momento atual,
privatizada e com novo nome, Star One. Foram ao todo oito satelites,
sendo os dois Brasilsat da primeira geracao (A1 e A2), quatro da segunda
(B1, B2, B3 e B4), e os dois mais recentes, Star One C1 e C2. Embora nao
divulgado oficialmente, em dezembro de 2009, a companhia foi contratada
pela telecom brasileira para lancar o terceiro satelite da serie Star
One, o C3, o que deve ocorrer em 2012. A relacao brasileira com a
Arianespace nao se restringe apenas ao lado comercial. Dada a
proximidade com a base de lancamento de Kourou, o Centro de Lancamento
da Barreira do Inferno (CLBI), localizado proximo a Natal (RN),
participa desde o final da decada de 1970 de missoes de rastreio de
lancamentos dos foguetes Ariane e, futuramente, pode tambem participar
dos lancamentos dos foguetes Soyuz ST e Vega. Para as missoes de
rastreio, o CLBI utiliza o radar Bearn, de origem francesa. A parceria
foi iniciada em 1977, com a assinatura de um acordo com a Agencia
Espacial Europeia (ESA), tendo sido renovado em outubro de 2004. O
acordo expirara' em outubro de 2012, mas e' bastante provavel que seja
mais uma vez renovado. O sucessor Para dar continuidade ao seu legado no
setor espacial, a comunidade espacial europeia, capitaneada pela ESA,
ja' discute o desenvolvimento de um novo lancador, sucessor do Ariane 5,
e comumente chamado de Ariane 6. A ESA, em parceria com a CNES, ja'
iniciou estudos de conceitos para o novo lancador, dentro do chamado
Programa Preparatorio do Futuro Lancador (Future Launcher Preparatory
Program - FLPP). Segundo declaracoes de autoridades da ESA no inicio de
2010, a ideia e' apresentar em 2011 uma proposta firme nesse sentido
numa reuniao ministerial dos membros da ESA. Acredita-se que o Ariane 6
teria um conceito modular, que lhe possibilitaria o lancamento em perfil
GTO de cargas uteis de 3 a 7 toneladas. Se este caminho for de fato
seguido, haveria uma mudanca no conceito adotado nas ultimas versoes do
Ariane, de lancamentos de duas cargas uteis, para lancamentos
individuais, a exemplo de seus competidores (Zenit 3SL e Proton, apenas
para citar dois exemplos). O desenvolvimento do novo lancador tem custo
estimado de 3,5 a 8 bilhoes de euros. ( Fonte: Andre' M. Mileski,
Tecnologia & Defesa )
Ed: CE
A MAE ASTRONAUTA
13/04/2010. A astronauta Naoko Yamazaki, que esta' na Estacao Espacial
Internacional desde a semana passada, e' apenas a segunda japonesa a ir
para o espaco, mas e' seu marido quem esta' mobilizando a midia
nacional. O engenheiro Taichi continua na Terra e nao tem feito nada
demais nos ultimos dias, a nao ser cozinhar arroz e levar a filha de 7
anos para a escola, mas e' exatamente isso - o fato de o homem ter
ficado em casa cuidando dos afazeres domesticos, enquanto a mulher entra
numa nave espacial - que esta' chamando a atencao do Japao, tao avancado
em varios setores, mas atrasado no que diz respeito 'a igualdade entre
os sexos. No pais, e' comum as mulheres desistirem de sua vida
profissional depois de um filho. A media salarial feminina corresponde
'a metade da masculina e, para muitas familias, e' mais vantajoso
receber a ajuda do governo para as donas de casa do que ter uma esposa e
mae trabalhando em tempo integral. Nas grandes empresas, ainda sao raros
os casos de mulheres ocupando cargos-chave. O casal Yamazaki e' uma
excecao. Taichi deixou seu emprego numa empresa de software para que
Naoko pudesse seguir sua carreira no programa espacial japones, o que
exige longos periodos de treinamento nos EUA e na Russia Marido cuida da
filha e lava a roupa As TVs japonesas adoraram a historia e nao se
cansam de mostrar imagens de Taichi cozinhando e lavando roupa - cenas
raras para uma sociedade conservadora. O jeito relaxado do marido, com
seus cabelos compridos, estendendo faixas em homenagem 'a mulher ao lado
da filha no dia em que Naoko seguiu para o espaco, pode dar a impressao
de que ele nao se importa com o assedio, mas nao e' bem assim. - Em
alguns momentos foi tudo muito dificil. Nossa familia esteve 'a beira da
separacao - contou ele, numa entrevista 'a TV Asahi. Os dois se casaram
em 2000, quando a engenheira Naoko, hoje com 39 anos, ja' havia sido
aprovada no programa espacial. No inicio, tentaram criar a filha juntos
no Japao, mas depois da explosao do onibus espacial Columbia, em 2003, o
treinamento ficou mais rigoroso e ela teve que morar fora de seu pais.
Em 2004, Taichi deixou o emprego para acompanha-la aos EUA, cuidar da
filha, Yuki, e dar assistencia a seus pais. Foram 11 anos ate' a
primeira viagem espacial. A imprensa japonesa so' se refere a Naoko como
"mamae astronauta" e ela ja' deixou claro que o apelido a irrita, pois
nao leva em conta a ajuda do marido para educar Yuki. - Nao atravessei
esses 11 anos sozinha - disse, na entrevista coletiva antes da
decolagem. Segundo o jornal "Asahi Shimbun", Taichi teve problemas
fisicos e mentais por causa da pressao psicologica. Em seu livro, Naoko
escreveu que as palavras do teologo Reinhold Niebuhr a ajudaram a manter
seu casamento: "Senhor, nos de' serenidade para aceitar o que nao pode
ser mudado e coragem para mudar o que precisa mudar." Para o periodo na
estacao, ela nao deixou de lado a vaidade: encomendou seus modelitos de
trabalho 'a estilista Tae Ashida, uma das mais importantes do Japao. A
missao da bela japonesa - que encontrou na Estacao Espacial
Internacional seu colega Soichi Noguchi, para quem serviu macarrao e
curry - foi levar novos equipamentos para a ISS. Pouco antes de sua
partida, Taichi organizou um almoco para amigos e familiares, mas a
astronauta, muito ocupada, nao pode ir. Marido e filha posaram ao lado
de um poster de Naoko, de cartolina e em tamanho natural. As TVs
japonesas quase enlouqueceram diante da imagem. - A decolagem pareceu um
sonho. Foi algo mistico. Estou muito feliz por termos conseguido chegar
nesse ponto - disse Taichi na semana passada. ( Fonte: Claudia Sarmento,
O Globo )
Ed: CE
PLANETAS NA CONTRAMAO
14/04/2010. A descoberta de nove novos planetas alem do Sistema Solar
(exoplanetas) foi anunciada nesta terca-feira (13/4) no Royal
Astronomical Society National Astronomy Meeting 2010, realizado esta
semana na Universidade de Glasgow, na Escocia. Mas o mais notavel nao
foi o numero de planetas e sim que dois deles, ao serem comparados com
outros descobertos anteriormente, apresentaram orbitas em sentido oposto
'a rotacao das estrelas de seus sistemas. Exatamente o contrario do que
ocorre no Sistema Solar. "Isso cai como uma verdadeira bomba no estudo
de exoplanetas", disse Amaury Triaud, do Observatorio de Genebra, na
Suica, um dos responsaveis pela descoberta. Estima-se que os planetas
sao formados em discos de gas e poeira que circundam uma jovem estrela.
Esse disco protoplanetario se movimenta na mesma direcao da propria
estrela e se esperava que os planetas que se formassem a partir do disco
sempre orbitassem em um plano semelhante e se movessem em suas orbitas
na mesma direcao da rotacao da estrela. E' assim no Sistema Solar. Apos
a deteccao inicial dos nove exoplanetas por meio do projeto
internacional Wide Angle Search for Planets, os autores da pesquisa
usaram um espectrografo do telescopio de La Silla, no Chile, da Agencia
Espacial Europeia, e dados de um telescopio suico instalado na mesma
regiao chilena para confirmar as descobertas. Surpreendentemente, quando
as informacoes obtidas foram combinadas com dados anteriores, os
pesquisadores verificaram tambem que dois dos planetas descobertos
tinham movimentos retrogrados, isto e', eles orbitam suas estrelas na
direcao "errada", desafiando a teoria planetaria tradicional. De acordo
com o estudo, o mesmo deve ocorrer com muitos outros exoplanetas. "Esses
novos resultados desafiam a visao tradicional de que os planetas
deveriam sempre orbitar no mesmo sentido do movimento de suas estrelas",
disse Andrew Cameron, da Universidade de Saint Andrews, na Escocia, que
apresentou o estudo na reuniao em Glasgow. Para os pesquisadores, uma
possivel explicacao para o movimento contrario seria que a proximidade
desses exoplanetas de suas estrelas nao se deve a interacoes com o disco
de gas e poeira, mas resulta de um cabo de guerra gravitacional entre o
planeta e outros sistemas planetarios e estelares durante milhoes de
anos. Com os nove novos planetas descobertos, o numero de exoplanetas
conhecidos subiu para 452. ( Fonte: Agencia FAPESP )
Ed: GMM
ALTERACAO DA DURACAO DO DIA E DO EIXO DA TERRA PELO SISMO DO CHILE
15/04/2010. O sismo de magnitude 8,8 que teve lugar no Chile no passado
dia 27 de Fevereiro de 2010, pode ter encurtado a duracao do dia na
Terra. Para quantificar esta alteracao, uma equipa de cientistas do Jet
Propulsion Laboratory (NASA) liderada por Richard Gross, usou simulacoes
de computador e concluiu que o sismo deve ter encurtado a duracao do dia
Terrestre em cerca de 1,26 micro-segundos (um micro-segundo e' o
milionesimo de um segundo, 1/1.000.000 s). Talvez o mais impressionante
seja o quao o sismo alterou o eixo de simetria definido pela forma da
Terra (eixo em torno do qual a massa da Terra se encontra distribuida).
Calcula Gross que o eixo foi desviado em 2,7 milisegundos de arco (cerca
de 8 cm). Entretanto, estas conclusoes sao contestadas. Nesta posicao
encontra-se a autoridade mundial que mede a rotacao da Terra, o Earth
Orientation Center (EOC) que reportou (recentemente) que o sismo de
Fevereiro passado, no Chile, nao causou nenhum efeito detectavel nem no
polo do eixo nem no periodo de rotacao. Para se ter uma ideia concreta
do que ocorreu neste sismo, o Prof. Virgilio Mendes do Departamento de
Engenharia Geografica, Geofisica e Energia (DEGGE) da Faculdade de
Ciencias da Universidade de Lisboa, calculou recentemente as posicoes de
algumas estacoes geodesicas situadas na zona Chilena, recorrendo ao
cluster de computacao "Nonius" do Centro de Astronomia e Astrofisica da
Universidade de Lisboa, no OAL. Concepcion foi a cidade mais afectada
afundando-se 4 cm e deslocou-se 3 metros (SW). ( Fonte: Centro de
Astronomia e Astrofisica da Universidade de Lisboa )
Ed: GMM
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EVENTOS
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02/03/2010 a 19/05/2010 - Novos cursos do Observatorio Ceu Austral:
Encontram-se abertas as inscricoes para dois novos cursos que serao
ministrados pelo Observatorio Ceu Austral, com inicio em marco: a)
METEOROLOGIA PRATICA: em parceria com a E.T.E. Prof. Camargo Aranha, com
inicio em 10 de marco (quarta-feira). Neste curso, fornecemos as nocoes
fundamentais da Meteorologia, visando a compreensao dos principais
fenomenos atmosfericos e suas consequencias em nossa vida diaria, os
instrumentos utilizados para o seu estudo, bem como estimular a
observacao da natureza com a finalidade de avaliarmos as situacoes
meteorologicas potencialmente perigosas em roteiros no campo b) UMA
BREVE HISTORIA DO UNIVERSO: em parceria com a Associacao Filosofica
Palas Athena de Sao Paulo, com inicio em 02 de marco (terca-feira).
Neste curso, em uma ampla visao do Cosmos, apresentamos um provavel
processo de origem e a evolucao de nosso Universo ate' a atualidade e os
instrumentos astronomicos modernos que nos ajudam a compor esta
interessante visao. Se voce' quer participar dos cursos, visite nosso
site: www.ceuaustral.pro.br ou www.ceuaustral.astrodatabase.net e veja
todas as informacoes. Na pagina inicial do site, clique no nome do curso
em "o que vem por ai' no Ceu Austral". Qualquer duvida entre em contato
conosco: ceuaustral@yahoo.com.br ou ceuaustral@gmail.com ( Fonte: Paulo
Varella, Observatorio Ceu Austral )
Ed: CE
07/09/2010 a 12/09/2010 - 35ª Reuniao Anual da SAB: a reuniao sera' no
Hotel Recanto das Hortensias, em Passa Quatro (MG), de 7 a 12 de
setembro. A data limite para inscricao e submissao de trabalhos sera' 10
de abril. Mais informacoes sobre a reuniao estarao disponiveis a partir
de 1º de marco, data a partir da qual as inscricoes poderao ser feitas,
no site: http://www.sab-astro.org.br/sab35/index.htm A Reuniao Anual da
SAB e' considerada uma oportunidade unica para os membros da sociedade
divulgarem e discutirem seus trabalhos diante de uma audiencia
multidisciplinar, que cobre todas as areas de pesquisa em astronomia no
Brasil. Segundo informe do Boletim da SAB, a cidade de Passa Quatro ja'
recebeu o evento em duas outras oportunidades. A cidade fica situada no
sudeste de Minas Gerais, a 248 km de Sao Paulo e 260 km do Rio de
Janeiro, a 50 km da Via Dutra, na altura de Cachoeira Paulista. ( Fonte:
JC )
Ed: CE
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Supernovas - Boletim Brasileiro de Astronomia, e' uma publicacao
semanal em forma de boletim eletronico, via e-mail, estruturado em
diferentes Editorias e elaborado pela comunidade astronomica
profissional e amadora brasileira com o objetivo de ampliar a divulgacao
de informacoes sobre a Astronomia no Brasil e no mundo. Semanalmente,
ele e' enviado a aproximadamente 10000 interessados.
Informacoes gerais sobre Astronomia e Ciencias afins podem ser
encontradas no site do Boletim na Internet, no endereco:
http://www.boletimsupernovas.com.br/
Para receber semanalmente o Boletim, envie um e-mail para
<boletimsupernovas-subscribe@yahoogroups.com> e para deixar de
assina-lo envie um e-mail para
<boletimsupernovas-unsubscribe@yahoogroups.com>. Nao e' necessaria
nenhuma informacao no corpo desses e-mails.
Devido a limitacoes de diversos provedores de e-mails, a acentuacao
grafica das edicoes sao omitidas.
Informacoes, sugestoes e criticas podem ser encaminhadas aos
editores, abaixo relacionados:
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