Notícia
BSN edição 554 (25/02/2010 a 04/03/2010)
sessão ASTRONOMIA NO MUNDO
LUZ, VENTO E FOGO: UMA BELA IMAGEM DE UMA ESCULTURA CÓSMICA
24/02/2010


A organização Observatório Europeu Austral, ESO, acaba de divulgar uma imagem da NGC 346, a região de formação estelar mais brilhante na nossa vizinha galáctica, a Pequena Nuvem de Magalhães, localizada a quase 210000 anos-luz na direção da constelação Tucana (o Tucano). A radiação, o vento e o calor emitidos por estrelas de grande massa dispersam o gás brilhante no interior e em redor deste aglomerado estelar, formando uma envolvente estrutura nebular em farrapos que se assemelha a uma teia de aranha. Tal como outros cenários astronômicos igualmente belos, a NGC 346 encontra-se em permanente mutação, modificando-se com o passar dos éons. Na medida em que mais e mais estrelas vão se formando a partir da matéria dispersa na região, essas novas estrelas começam a brilhar, afastando os restos de poeira e gás, escavando grandes ondulações e alterando assim a face deste objeto tão reluzente.
O NGC 346 tem quase 200 anos-luz de comprimento, ocupando uma região no espaço que é quase cinqüenta vezes a distância entre o Sol e as suas companheiras estelares mais próximas. Os astrônomos classificam NGC 346 como um aglomerado estelar aberto, o que indica que toda esta ninhada estelar teve origem na mesma nuvem de matéria em colapso. A nebulosa associada, que contém um grupo de estrelas brilhantes, é conhecida como uma nebulosa de emissão, o que quer dizer que o gás no seu interior foi aquecido pelas estrelas até o ponto de emitir a sua própria radiação, tal qual o gás néon utilizado nos sinais luminosos das lojas.
Muitas estrelas no NGC 346 são relativamente jovens em termos cósmicos, tendo nascido há apenas alguns milhões de anos. Ventos poderosos ejetados pelas estrelas de grande massa estão na origem desta recente onda de nascimentos estelares, ao comprimir grandes quantidades de matéria, o primeiro passo crítico para a ignição de novas estrelas. A nuvem de matéria é colapsa sob o seu próprio campo gravitacional, até que algumas regiões se tornam suficientemente densas e quentes para se tornarem numa fornalha extremamente brilhante, alimentada por fusão nuclear, isto é uma estrela, iluminando os restos de gás e poeira. Em regiões suficientemente congestionadas como a do NGC 346, onde existem níveis elevados de formação estelar recente, o resultado é uma gloriosa e brilhante visão para os nossos telescópios.
( Fonte: http://www.eso.org/public/news/eso1008/ )


Data de publicação no Boletim: 24/02/2010
Editor(a) responsável: Jaime Garcia (JG), Boletim Supernovas

Citação bibliográfica (ABNT):
LUZ, VENTO E FOGO: UMA BELA IMAGEM DE UMA ESCULTURA CÓSMICA. Fonte original: http://www.eso.org/public/news/eso1008/. Boletim Supernovas: Boletim Brasileiro de Astronomia, ed. 554, Fev. 2010. Disponível em: < http://www.boletimsupernovas.com.br/edicao/554/noticia/2874/BSN_luz-vento-e-fogo-uma-bela-imagem-de-uma-escultura-cosmica.htm >. Acesso em: 05 Fev. 2012.

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