Edição 547 na integra:
SUPERNOVAS - BOLETIM BRASILEIRO DE ASTRONOMIA -
http://www.boletimsupernovas.com.br/
Quinta-feira, 07 de Janeiro de 2010 - Edicao No. 547
Indice:
_ BRASIL FINALIZA PROJETO PARA PESQUISA EM BAIXA GRAVIDADE
_ SATELITES DMC NO MONITORAMENTO DA AMAZONIA
_ TROCA DE SATELITE PODE PREJUDICAR PREVISOES DO TEMPO NO BRASIL
_ SOCIEDADE ASTRONOMICA BRASILEIRA CONFIRMA ENCONTRO ANUAL
_ EXPOSICAO "AS ESTACOES DO ANO: TERRA EM MOVIMENTO", NO RJ
_ SISTEMA SOLAR E' MINORIA
_ FOTOGRAFO REUNE AS MAIS BELAS FOTOS DO UNIVERSO EM LIVRO
_ EVENTOS
_ EFEMERIDES
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ASTRONOMIA NO BRASIL
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BRASIL FINALIZA PROJETO PARA PESQUISA EM BAIXA GRAVIDADE
05/01/2010. Os cientistas, tecnicos e empresarios brasileiros poderao,
em breve, utilizar uma plataforma de facil acesso e baixo custo para a
realizacao de experimentos cientificos e desenvolvimento de tecnologias
e produtos que demandem um ambiente de microgravidade, onde a influencia
gravitacional e' proxima de zero. O Instituto de Aeronautica e Espaco
(IAE), centro de pesquisa do Departamento de Ciencia e Tecnologia
Aeroespacial (DCTA), ja' iniciou a fase de testes do Satelite de
Reentrada Atmosferica (Sara), uma capsula espacial projetada para operar
em orbita baixa, a 300 km de altitude, por um periodo de 10 dias. A
influencia minima da acao gravitacional favorece a observacao e a
exploracao de fenomenos e processos fisicos, quimicos e biologicos que
seriam mascarados sob a influencia da gravidade terrestre. Tais
conhecimentos podem ser uteis no desenvolvimento de novos produtos em
areas como biologia, biotecnologia, medicina, materiais e farmacos. O
Sara, segundo o gerente do projeto, Luis Loures, surge como uma
alternativa barata e eficiente em relacao aos meios ja' disponiveis,
como as torres de queda-livre, voo parabolico, foguetes de sondagem,
onibus espacial e estacoes espaciais, como a MIR e a ISS. A primeira
versao do Sara, com lancamento previsto para o fim do ano, esta' sendo
configurada para executar uma missao suborbital, ou seja, sem insercao
em orbita e com um sistema de recuperacao da carga util ou dos
experimentos. "Nesse primeiro projeto os maiores desafios tecnologicos
estao relacionados ao desenvolvimento da eletronica de bordo, sistema de
recuperacao da carga util e o modulo de experimentacao", explica o
pesquisador. Para garantir a eficiencia da missao suborbital, serao
realizados dois voos de qualificacao, uma oportunidade para corrigir
eventuais problemas detectados no primeiro veiculo e tambem para fazer a
incorporacao de novos experimentos. A segunda versao do Sara, que sera'
lancada ao espaco, tera' capacidade para transportar ate' 55 quilos de
experimentos, que poderao desfrutar de um tempo total de microgravidade
de 10 dias, o mesmo periodo oferecido para a realizacao de pesquisas e
testes em missoes com os onibus espaciais. A desvantagem do onibus
espacial para o Brasil e' o custo alto para a realizacao de pesquisas e
a baixa qualidade do ambiente de microgravidade, que fica alterado pelo
movimento das pessoas no espaco. Outro problema e' que esse tipo de
plataforma de acesso ao espaco, da mesma forma que a Estacao Espacial
Internacional (ISS), possui orbitas entre 200 quilometros e 450
quilometros de altitude. A essas distancias, a aceleracao da gravidade
e' apenas 10% menor que a da superficie da Terra, o que mostra que o
espaco nao e' uma regiao totalmente livre de gravidade. A realizacao de
pesquisas em ambientes de microgravidade comecou nos primeiros anos dos
programas espaciais, nas decadas de 60 e 70, com experimentos 'a bordo
da Apolo, Skylab e Apolo-Soyus. Atualmente, os foguetes de sondagem,
como o VSB-30 (produzido pelo IAE e utilizado principalmente pelos
europeus) e a ISS sao os meios mais utilizados pelos cientistas para as
pesquisas em ambiente de microgravidade. O programa de desenvolvimento
do Sara, informa Loures, consumiu ate' o momento cerca de R$ 3 milhoes,
que foram repassados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e
pela Agencia Espacial Brasileira (AEB). A construcao do modelo de
qualificacao do Sara tem custo estimado de R$ 2,4 milhoes e a do modelo
de voo esta' avaliada em R$ 2,6 milhoes. Varias companhias brasileiras
participam do projeto do satelite. A Cenic Engenharia, de Sao Jose' dos
Campos, e' a responsavel pelo processo de industrializacao da
plataforma. A Mectron Engenharia desenvolve a eletronica da plataforma e
a Orbital Engenharia se responsabiliza pelo sistema de recuperacao da
carga util. A EQE esta' fazendo o sistema eletronico do modulo onde
serao acoplados os experimentos cientificos. O cronograma do Sara
suborbital, diz Loures, preve' para o fim de 2010 o lancamento do
primeiro satelite pelo foguete de sondagem VS-40, produzido tambem pelo
IAE. O veiculo sera' lancado a partir do Centro de Lancamento de
Alcantara (CLA) e tera' oito minutos de voo suborbital. A aterrissagem
esta' prevista para acontecer na agua, a 100 quilometros da cidade de
Parnaiba (PI), de onde sera' feita a operacao de resgate da carga util.
O sistema de recuperacao dos experimentos e' composto de um conjunto de
tres para-quedas: uma aba piloto, para a extracao dos demais
para-quedas; um para-quedas de arrasto, para a reducao da velocidade; e
um conjunto de para-quedas principais, para levar a plataforma ate' a
velocidade de descida especificada para o impacto com a agua. O satelite
Sara, segundo o pesquisador do IAE, Paulo Moraes Junior, que gerenciou o
projeto ate' 2005, e' inovador pelo fato de ser o unico hoje no mundo
que se destina a experimentacao cientifica e tecnologica de baixo custo
e tambem para um tempo medio de exposicao ao ambiente de microgravidade.
"Trata-se de um satelite pequeno. O russo Express pesa cerca de uma
tonelada, o que exige que seja lancado por um foguete de maior porte",
explica. O mesmo acontece com os satelites americanos e chineses, que
pesam entre 800 e 1,2 mil quilos. Os europeus, segundo Moraes, estao
desenvolvendo o satelite Expert. Com o Sara, segundo Moraes, o Brasil
podera' fazer pesquisa estrategica a um custo medio de US$ 1.000 por
quilo, por hora de experimento. No caso de aeronave em voo parabolico, o
tempo de gravidade chega a 20 segundos e o custo e' de US$ 50 mil. As
torres de queda livre conseguem produzir de 4 a 8 segundos de
microgravidade a um custo de aproximadamente US$ 5 mil. ITA prepara
teste de resistencia de modulos ao calor O projeto Sara tambem envolve o
Instituto Tecnologico de Aeronautica (ITA), que esta' desenvolvendo uma
camara de plasma, produzido por uma descarga eletrica, para testar os
materiais de protecao termica da estrutura do satelite. A camara vai
produzir jatos de plasma em alta temperatura, simulando as condicoes
severas do ambiente da reentrada atmosferica, onde o Sara sera'
submetido a temperaturas superiores a 2,6 mil graus centigrados. Os dois
primeiros veiculos do Sara deverao usar materiais ablativos, que se
decompoem sob a acao das altas temperaturas. Na versao orbital, o Sara
utilizara' matrizes ceramicas, que nao sofrem desgaste sob a acao das
altas temperaturas, podendo ser reaproveitadas. O Sara, diz o gerente do
projeto, Luis Loures, tem como objetivo principal viabilizar o
transporte de experimentos cientificos e tecnologicos em ambiente de
microgravidade, mas tambem tera' podera' testar projetos com um nivel de
exigencia semelhante aos que sao levados para a ISS. "O Sara podera' ser
usado como plataforma para experimentos que visam o desenvolvimento de
novos materiais, que resistem a altas temperaturas (superiores a mil
graus centigrado), utilizados na construcao de futuros avioes
supersonicos." O primeiro Sara orbital, informa Loures, atingira' uma
velocidade media de Mach 9, ou nove vezes a velocidade do som. Na
trajetoria de reentrada atmosferica, essa velocidade sobe para Mach 25,
ou 25 vezes a velocidade do som. O programa alemao Shefex (Sharp Edge
Experiment), que visa o desenvolvimento futuro de tecnologias para a
criacao de aeronaves e veiculos hipersonicos, levara' em seu segundo
voo, previsto para 2010, uma placa de carbeto de silicio que sera' usada
no Sara. "O Shefex 2 tambem sera' lancado pelo foguete brasileiro VS-40,
este ano. O primeiro foi lancado pelo foguete de sondagem VSB-30 ha'
cerca de tres anos", segundo Loures. ( Fonte: Virginia Silveira/Valor
Economico )
Ed: CE
SATELITES DMC NO MONITORAMENTO DA AMAZONIA
05/01/2010. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) nao faz
uso apenas de imagens dos satelites CBERS e da serie norte-americana
Landsat para o monitoramento do desmatamento na Floresta Amazonica.
Frequentemente, sao tambem compradas imagens no exterior, da rede DMC
(Disaster Monitoring Constellation), fornecidos pela empresa inglesa DMC
International Imaging. A DMC International Imaging e' controlada pela
Surrey Satellite Technology Ltd. (SSTL), industria tambem inglesa
especializada no desenvolvimento e construcao de pequenos satelites,
adquirida pela EADS Astrium em abril de 2008. Desde 2005, a DMC
International Imaging fornece imagens para o Instituto Nacional de
Pesquisas Espaciais (INPE). As imagens sao usadas para aprimorar os
dados com estimativas anuais de desmatamento da regiao, atividade que o
INPE executa por meio dos sistemas DETER (Sistema de Deteccao de
Desmatamentos em Tempo Real) e PRODES (Monitoramento da Floresta
Amazonia Brasileira por Satelite). A constelacao de microssatelites da
DMC conta com sensores multiespectrais (32 m) e pancromaticos de
alta-resolucao (4 m). Todos os microssatelites da rede foram
desenvolvidos e construidos pela SSTL, e sao comparaveis em resolucao
aos da serie Landsat. O grande diferencial da rede DMC para aplicacoes
na regiao amazonica e' o seu maior numero de satelites, que possibilitam
um maior numero de visitas a uma mesma regiao, o que reduz
consideravelmente o impacto da coberturas de nuvens comuns em regioes de
florestas tropicais. No final de 2009, o INPE contratou o fornecimento
de mais imagens digitais para atender o monitoramento da Amazonia,
negocio no valor de pouco mais de R$ 462 mil. ( Fonte: Andre Mileski,
Panorama Espacial )
Ed: CE
TROCA DE SATELITE PODE PREJUDICAR PREVISOES DO TEMPO NO BRASIL
05/01/2010. Meteorologistas brasileiros terao de se preocupar tambem
com o clima do Hemisferio Norte em 2010. Caso haja eventos extremos por
la', a previsao do tempo no Brasil podera' ser prejudicada, com impactos
sobre a aviacao civil, agricultura e o monitoramento de tempestades. O
satelite americano do qual o pais dependia para esse servico, o Goes 10,
foi desativado no inicio de dezembro. Ele produzia imagens da America do
Sul a cada 15 minutos. Seu substituto imediato, o Goes 12, continua a
fornecer imagens do continente, mas com uma frequencia menor - a cada 30
minutos. Ate' ai' tudo bem. Os 15 minutos a mais nao alteram a
confiabilidade da previsao do tempo no pais, segundo o chefe da Divisao
de Satelites do Centro de Previsao do Tempo e Estudos Climaticos (CPTEC)
do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Frederico de
Angelis. O problema e' quando houver condicoes meteorologicas extremas
no Hemisferio Norte - situacao frequente no verao e na primavera, quando
ocorrem as temporadas de furacoes e tornados nos Estados Unidos. Nesse
caso, os "olhos" do Goes 12 poderao ser direcionados para la', deixando
o Brasil " 'as cegas" por periodos de ate' tres horas. "Ai' comecamos a
ter problemas, pois, com essa periodicidade, nao conseguimos fazer
previsoes de curto prazo (para periodos menores do que tres horas)",
explica de Angelis. Isso pode ser um problema para a previsao e o
monitoramento de tempestades que se formam e se deslocam rapidamente,
como as pancadas de chuva que vem causando desastres no Rio e em Sao
Paulo nas ultimas semanas. "E' um pouco complicado, pois ha' nuvens que
se formam e desaparecem em questao de uma hora, e nao teremos registro
delas", diz o coordenador geral de Agrometeorologia do Instituto
Nacional de Meteorologia (Inmet), Alaor Moacyr Dall'Antonia Junior. A
seguranca na aviacao tambem poderia ser comprometida, com uma diminuicao
na precisao das previsoes meteorologicas para planejamento de voos. Na
agricultura, o Inpe ficaria impossibilitado, por exemplo, de calcular o
acumulado de chuva para um determinado dia com base em imagens de
satelite - uma informacao crucial para o manejo das lavouras. "Com
imagens a cada tres horas, o erro torna-se muito grande. O calculo deixa
de ser confiavel", explica de Angelis. Dependencia Os satelites Goes
(Geostationary Operational Environmental Satellite) pertencem 'a NOAA, a
agencia federal americana que monitora os oceanos e a atmosfera. Sao
aparelhos geoestacionarios, o que significa que ficam posicionados
sempre sobre um mesmo ponto do Equador, enquanto suas cameras escaneiam
a superficie. O Goes 10 olhava so' para o Sul e levava 15 minutos para
escanear todo o hemisferio. O Goes 12 olha para o Sul e para o Norte,
por isso leva o dobro do tempo para produzir as imagens de cada
continente. Os dados sao fornecidos gratuitamente aos paises da America
do Sul por um acordo com a Organizacao Mundial de Meteorologia. O
problema e' que, pelo acordo, a NOAA tem obrigacao de prover imagens a
cada 3 horas, mas nao menos do que isso. O Goes 10 foi desativado em 1º
de dezembro, apos 12 anos de servico, e imediatamente substituido pelo
Goes 12. A agencia americana mantem sempre tres satelites em orbita: um
para o leste dos Estados Unidos, outro para o oeste e um terceiro, de
reserva, caso haja problemas com os outros dois. O satelite mais novo da
serie, o Goes 14, foi lancado em junho do ano passado e esta' passando
por um periodo de comissionamento. Segundo Dall"Antonia, do Inmet, uma
vez que esse processo seja concluido, o Goes 14 devera' assumir a funcao
do Goes 12 para o Hemisferio Norte, e o Goes 12 passara' a se dedicar
exclusivamente 'a America do Sul, como fazia o Goes 10. A expectativa e'
que isso ocorra em junho deste ano. Ate' la', Dall'Antonia garante que
"o Brasil nao ficara' descoberto", pois pode ainda recorrer ao satelite
europeu Meteosat, que fornece imagens a cada 15 minutos. De Angelis, do
Inpe, porem, faz a ressalva de que "a unica regiao de boa confianca para
o Meteosat e' o Nordeste", por causa da posicao do satelite (que fica na
intersecao de Greenwich com o Equador, sobre a costa da Africa). (
Fonte: Hector Escobar, O Estado de SP )
Ed: CE
SOCIEDADE ASTRONOMICA BRASILEIRA CONFIRMA ENCONTRO ANUAL
06/01/2010. 35ª Reuniao Anual da SAB sera' no Hotel Recanto das
Hortensias, em Passa Quatro (MG), de 7 a 12 de setembro. A data limite
para inscricao e submissao de trabalhos sera' 10 de abril. Mais
informacoes sobre a reuniao estarao disponiveis a partir de 1º de marco,
data a partir da qual as inscricoes poderao ser feitas, no site:
http://www.sab-astro.org.br/sab35/index.htm A Reuniao Anual da SAB e'
considerada uma oportunidade unica para os membros da sociedade
divulgarem e discutirem seus trabalhos diante de uma audiencia
multidisciplinar, que cobre todas as areas de pesquisa em astronomia no
Brasil. Segundo informe do Boletim da SAB, a cidade de Passa Quatro ja'
recebeu o evento em duas outras oportunidades. A cidade fica situada no
sudeste de Minas Gerais, a 248 km de Sao Paulo e 260 km do Rio de
Janeiro, a 50 km da Via Dutra, na altura de Cachoeira Paulista. ( Fonte:
JC )
Ed: CE
EXPOSICAO "AS ESTACOES DO ANO: TERRA EM MOVIMENTO", NO RJ
07/01/2010. No Museu de Astronomia e Ciencias Afins (Mast), os
visitantes podem desvendar algumas curiosidades sobre os ciclos dos dias
e das noites, as fases da Lua e as estacoes do ano em diferentes regioes
do Brasil, da Terra e em outros planetas do Sistema Solar, interagindo
com aparatos 3D, multimidias, videos, paineis e uma cenografia do ceu.
Inaugurada em julho de 2009, a exposicao objetiva oferecer elementos
para que os diferentes tipos de publico, especialmente grupos escolares
e familias, possam enriquecer suas concepcoes e gerar questionamentos
mais profundos sobre os temas. O que se espera e' popularizar o
conhecimento sobre fenomenos basicos relativos ao Sistema Terra-Lua-Sol.
"O conhecimento da astronomia basica, apos quatro seculos das primeiras
observacoes de Galileu Galilei dos corpos celestes, poderia estar em um
patamar melhor, ja' que a astronomia, diferentemente de outras areas do
conhecimento, conta com uma percepcao positiva do publico. Dai', a
divulgacao da astronomia basica continuar a ter lugar de destaque",
explica o responsavel pela exposicao Douglas Falcao, da Coordenacao de
Educacao em Ciencias do Mast. A exposicao e' o aprimoramento de uma
versao anterior, que funcionou no Mast no periodo de 1995 a 2005. Na
ocasiao, foram desenvolvidas pesquisas de publico tendo como foco o tema
da aprendizagem em museus de ciencia e tecnologia. O aperfeicoamento que
esta' sendo implementado contou com o apoio do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Cientifico e Tecnologico (CNPq), no edital de
Popularizacao e Divulgacao Cientifica de 2006, e com recursos
orcamentarios do Mast. O evento conta com o apoio da Associacao Cultural
de Amigos do Museu de Astronomia e Ciencias Afins (Samast). Os
interessados em conferir a exposicao As Estacoes do Ano: Terra em
Movimento podem ir 'a Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de Sao
Cristovao. A entrada e' gratuita. ( Fonte: Assessoria de Imprensa do
Mast )
Ed: CE
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ASTRONOMIA NO MUNDO
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SISTEMA SOLAR E' MINORIA
06/01/2010. Na busca por encontrar sistemas parecidos com o Sistema
Solar, astronomos conseguiram determinar o quanto esse ultimo e' comum.
Ou melhor, o quanto nao e' comum. Segundo a analise, apresentada nesta
terca-feira (5/1) em reuniao da Sociedade Astronomica dos Estados
Unidos, em Washington, apenas 10% de todas as estrelas no Universo
compoem sistemas como o integrado pela Terra, que conta com diversos
planetas gigantes gasosos em sua parte mais externa. "Agora conhecemos
nosso lugar no Universo. Sistemas como o nosso nao sao raros, mas estao
longe de ser a maioria", disse Scott Gaudi, da Universidade do Estado de
Ohio, que apresentou os dados ao receber o premio Helen B. Warner da
sociedade norte-americana. Os resultados do estudo derivam de uma
colaboracao internacional coordenada pelo pesquisador e chamada de
Microlensing Follow-Up Network (MicroFUN), que tem como objetivo
vasculhar o ceu em busca de planetas extrassolares. Os pesquisadores
usam um efeito conhecido como microlente gravitacional, que ocorre
quando uma estrela passa na frente de outra, conforme vistas da Terra. A
estrela mais proxima magnifica a luz da mais distante, como se fosse uma
lente. Se planetas estiverem em orbita da estrela mais proxima, eles
aumentam a ampliacao brevemente, 'a medida que passam pelo campo de
observacao. Esse metodo e' especialmente adequado para detectar planetas
gigantes nos extremos de sistemas estelares – planetas parecidos com
Jupiter. A pesquisa e' resultado de uma decada de estudos e de uma
epifania, como contou Gaudi. Ha' dez anos, o astronomo escreveu sua tese
de doutorado a respeito de um metodo para calcular a probabilidade da
existencia de planetas extrassolares. Na epoca, ele concluiu que menos
de 45% das estrelas poderiam conter configuracoes semelhantes 'a do
Sistema Solar. Em dezembro de 2009, Gaudi estava analisando o espectro
de propriedades dos planetas extrassolares encontrados ate' entao junto
com Andrew Gould, professor de Astronomia da Universidade do Estado de
Ohio, quando descobriram inesperadamente um padrao. "Basicamente,
verificamos que a resposta ja' estava na tese de Scott. Ao inserir os
ultimos quatro anos de dados do MicroFUN nos calculos feitos ha' dez
anos, conseguimos estimar as frequencias dos sistemas planetarios",
disse Gould. A analise foi reforcada por uma estatistica importante: nos
ultimos quatro anos os pesquisadores do MicroFUN descobriram um unico
sistema parecido com o Solar – a descoberta foi publicada na Science em
2008. "Apesar dessa determinacao inicial de 10% ser baseada em apenas um
unico sistema como o Solar, e de o numero final poder mudar
consideravalmente, nosso estudo indica que podemos comecar a fazer tais
medidas com os instrumentos de que dispomos hoje", disse Gaudi. ( Fonte:
Agencia Fapesp )
Ed: CE
FOTOGRAFO REUNE AS MAIS BELAS FOTOS DO UNIVERSO EM LIVRO
06/01/2010. No universo, sempre existe espaco para outra surpresa. Ou
mais duas. Ou mais um trilhao. Um exemplo e' a nebulosa da Cabeca de
Bruxa, uma trilha alongada de gases com cor proxima ao purpura, na
constelacao Eridanus. Se observamos uma imagem da nebulosa vista de
lado, ela se parece realmente com uma bruxa - um queixo pontudo, um
chapeu conico, como que pronta a subir na vassoura e a oferecer uma
maca' para a Branca de Neve. Nos meus 30 anos de cobertura do ramo da
astronomia, eu jamais tinha ouvido falar da nebulosa da Cabeca de Bruxa
ate' que encontrei uma linda foto de pagina dupla que a mostra
serpenteando em meio a um firmamento escuro mas pontuado por estrelas
brilhantes, no livro "Far Out: A Space-Time Chronicle", um belissimo
guia ilustrado sobre o universo escrito pelo fotografo, jornalista e
cineasta Michael Benson, evidentemente um veterano da observacao
espacial. Na verdade "belissimo" nao faz a menor justica aos meritos
esteticos e literarios do livro, publicado no final do ano passado. Vivo
em Nova York, e por isso a maior parte do cosmos me e' invisivel, mas
mesmo na epoca em que morei sob os ceus escuros e cristalinamente
limpidos dos montes Catskills - que costumam ser extremamente gelidos
nessa epoca do ano - minha visao encontrava limites. Se voce' nao
dispuser de um Telescopio Espacial Hubble pessoal, esse livro e' o
melhor substituto. Benson pesquisou e obteve imagens dos melhores
observatorios mundiais, entre os quais o Hubble, para criar um guia
passo a passo sobre o cosmos, comecando de nossa galaxia e se expandindo
para as regioes mais distantes, inicialmente pelos fantasticos
aglomerados galacticos e nebulosas localizados a apenas algumas centenas
de anos-luz de distancia mas se estendendo tambem 'as galaxias
primordiais que se apresentam como pontos vermelhos de luz pouco
brilhante em meio 'a muralha do firmamento, a bilhoes de anos-luz de
distancia das estrelas visiveis, e remontando praticamente ao Big Bang.
O resultado e' um livro de arte digno da editora Abrams, a responsavel
por sua publicacao. Vemos estrelas aglomeradas como se fossem graos de
areia dourados, o gas expandido em forma de delicados tentaculos azuis,
ou aglutinado como nuvens densa de cor vinho, assumindo formas
intricadas em meio a galaxias que exibem diversos aglomerados estelares
dancando como aranhas pendentes do teto. Benson reprocessou muitas das
imagens, de maneira a que suas cores refletissem de mais perto a
realidade fisica. Por exemplo, na versao da agencia espacial
americana(Nasa) para o projeto "Pilares da Criacao", do Hubble, que
mostra faixas de gas e poeira cosmica fervilhando ate' que se dissipam e
revelam novas estrelas na nebulosa da Aguia, os "pilares" sao marrons e
a radiacao que os dissipa e' verde. Benson transformou a imagem em uma
composicao em tons de vermelho, que chegam ate' o vinho, a cor real do
hidrogenio ionizado que forma a nebulosa. O leitor pode passar horas
sentado folheando o livro sem jamais se entediar com as cortes, formas e
texturas nas quais a criacao cosmica se ordena, ou pode ler os eruditos
ensaios que acompanham as imagens, ja' que a prosa de Benson tem
qualidade semelhante 'a das imagens que a cercam, e isso e' uma
realizacao impressionante. "Os espelhos de ampliacao de nossos
telescopios", ele escreve, "sao feitos de materiais formados nos centros
do mesmo processo de geracao estelar que eles agora registram". Um
conjunto de ensaios relaciona aquilo que estava acontecendo no ceu aos
acontecimentos na historia da Terra. A nebulosa da Cabeca de Bruxa, por
exemplo, fica a cerca de 700 anos-luz de distancia, o que significa que
sua luz fraca, imprecisa, esta' viajando desde o comeco do seculo 14
para chegar a nos. Entre outras coisas, esse periodo da historia humana
e' caracterizado pela peste negra, os primeiros indicios do Renascimento
na Italia e a criacao da dinastia Ming na China. A nebulosa do Coracao,
outra nova descoberta, fica em Cassiopeia, bem ao lado da nebulosa da
Alma, e a 78,5 mil anos-luz de distancia de nosso planeta. As imagens
que dela recebemos datam da epoca em que os primeiros tracos de um
sistema precedente 'a escrita surgiram na China e os primeiros vinhos
foram criados na Persia, e do momento em que o Mar Mediterraneo rasgou
seus limites, em modo biblico, e causou uma inundacao que formou o Mar
Negro. A jornada em direcao ao espaco mais distante se encerra com as
imagens imprecisas de galaxias quase invisiveis, que vemos mais ou menos
na epoca do Big Bang. Ou sera' que esse e' o comeco? Em sua epigrafe
para o livro, Benson cita o poeta William Blake: "A eternidade ama as
producoes do tempo". Bem, o mesmo nao pode ser dito sobre todos nos? (
Fonte: New York Times/Terra )
Ed: CE
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EVENTOS
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13/10/2009 a 30/03/2010 - Astronomia na Biblioteca da Floresta: Como
parte das atividades do Ano Internacional da Astronomia 2009, e
celebrando os 40 anos da conquista da Lua, a Biblioteca da Floresta
realiza a exposicao "Paisagens Cosmicas", em parceria com o Grupo de
Astronomos do Acre, GAMA HIDRA, e com o apoio da Secretaria de Estado de
Educacao do Acre (SEE). A exposicao, conta com as seguintes atracoes: *
vinte paineis fotograficos de objetos celestiais, captados por lentes de
potentes telescopios e sondas espaciais que exploram o espaco, a mostra
convida o publico a um passeio pelo universo de beleza impar; * um
painel representativo do projeto arquitetonico do Centro Didatico de
Astronomia e Ciencias Afins do Acre, que contempla 'a implantacao de um
planetario e um observatorio astronomico; * maquete em comemoracao aos
40 anos do primeiro pouso lunar tripulado; * exposicao de telescopios; *
mobile do sistema solar; * esquemas no teto do salao principal com as 12
antigas constelacoes zodiacais. A exposicao se estendera' ate' marco de
2010 e esta' aberta ao publico todos os dias nos seguintes horarios:
Segunda a sexta-feira: das 8 'as 21 horas; Sabado: das 14 'as 20 horas;
Domingo e feriados: das 16 'as 20 horas. Mais informacoes no site:
http://www.bibliotecadafloresta.ac.gov.br/ ( Fonte: Francisco Carlos da
Rocha Gomes )
Ed: CE
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semanal em forma de boletim eletronico, via e-mail, estruturado em
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de informacoes sobre a Astronomia no Brasil e no mundo. Semanalmente,
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