Esqueça o equipamento. Se você estiver interessado em observar estrelas, a primeira coisa a fazer é um curso de leitura do céu e aprender a utilizar mapas celestes (veja ao lado).
O Grupo de Estudos em Astronomia (GEA), da Capital, formado por astrônomos amadores, oferece esses cursos há 25 anos. Também realiza palestras no anfiteatro do planetário da UFSC todas as sextas à noite e promove observação aberta ao público em locais como o Morro da Lagoa da Conceição e a Avenida Beira-Mar Norte.
– Para você comprar equipamentos mais caros, precisará, além de luz boa, saber o que fazer com ele, senão vai jogar dinheiro fora – explica Adolfo Stotz Neto, engenheiro mecânico aposentado e presidente do GEA.
Um telescópio importado mais potente pode passar fácil de US$ 3 mil. Adolfo, astrônomo amador com 40 anos de experiência, recomenda que os iniciantes comecem mesmo com a observação a olho nu. Binóculos razoáveis, o passo seguinte, podem ser encontrados na faixa de R$ 200 a R$ 300. Muitos caçadores de estrelas não costumam ir além disso.
Outros detalhes são importantes, como a época do ano. A melhor estação para observar o céu no Estado é o outono, quando o Hemisfério Sul está virado para o centro da Via Láctea.
Apesar de bela, lua cheia pode atrapalhar
Além disso, dias de lua cheia podem ser bastante decepcionantes. Embora belo, o brilho ofusca o resto, à exceção de Júpiter e uma ou outra estrela. Melhor é esperar pelo quarto minguante ou quarto crescente. E, finalmente, ficar atento à previsão do tempo.
– O Brasil tem uma nebulosidade absoluta. De 365 noites teóricas, se você tiver 80 noites possíveis de observação no ano, é extraordinário. Descontando a lua cheia e o céu nublado, normalmente sobram 40 ou 50 dias – acrescenta Neto.
Data de publicação no Boletim: 08/11/2009
Editor(a) responsável: Carlos Eduardo Contato (CE), Boletim Supernovas
Citação bibliográfica (ABNT):
NÃO BASTA SÓ OLHAR, É PRECISO TREINAR O OLHO. Fonte original: Diário Catarinense. Boletim Supernovas: Boletim Brasileiro de Astronomia, ed. 539, Nov. 2009. Disponível em: < http://www.boletimsupernovas.com.br/edicao/539/noticia/2737/BSN_nao-basta-so-olhar-e-preciso-treinar-o-olho.htm >. Acesso em: 10 Fev. 2012.
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