Em 1923, foi criado na Alemanha, um instrumento para "projetar" um céu artificial. O invento, conhecido como planetário, ganhou notoriedade inimaginável, resultado de uma projeção que simula, com certa precisão, a posição dos astros. O ambiente, completamente escuro, o jogo de luzes, a utilização de outros instrumentos auxiliares faz o participante mergulhar no espaço cósmico.
Antes de completar um século, desde sua invenção, mais de 1.500 planetários estão instalados em todas as partes do mundo. No Brasil, devido ao seu custo elevado, os planetários foram instalados somente em grandes centros urbanos, ficando os locais mais distantes, privados desse recurso.
Apostando numa solução mais criativa surgiram, desde 1950, outras indústrias com o propósito de fabricar pequenos planetários que tanto podem ser instalados em locais fixos ou servir para trabalhos itinerantes. Evidentemente que são planetários com muito menos recurso tecnológico e não substituem os planetários fixos em diversos quesitos.
No Brasil, os planetários itinerantes realizam um excelente trabalho de divulgação científica, proporcionando a centenas de milhares de pessoas, a possibilidade de conhecer um pouco das maravilhas do Universo.
Um dos planetários itinerantes que vem se destacando pela criatividade e engenhosidade é o planetário itinerante "Teatro das Estrelas". Diferente dos demais planetários móveis, que utilizam uma estrutura inflável, percorre os quatro cantos do país com uma estrutura rígida desmontável onde os participantes ficam sentados em cadeiras.
Utilizando como slogan "um novo conceito de planetário itinerante", é o planetário móvel que há mais tempo está atuando no Brasil. Transportado por um pequeno caminhão, já atendeu mais de 400.000 participantes em mais de 300 municípios em diversos estados.
O sucesso é alcançado por dois investimentos permanentes: a riqueza das sessões e a aplicação de técnicas de gestão. As sessões de cúpula precisam ser realizadas com objetividade. Não bastam apenas os conceitos da astronomia, é necessário que num curtíssimo espaço de tempo, se transmita os pontos de ligação entre a Astronomia e as diversas outras ciências. Por outro lado, é preciso dar certa ênfase a aplicação de técnicas modernas de gestão, são elas que vão dar visibilidade ao projeto. O planetarista precisa ser possuidor de um conhecimento eclético e ter segurança na apresentação dos trabalhos. Os agendamentos precisam ser rigorosamente respeitados e as técnicas de atendimento ao público, carisma e disposição, são fatores indispensáveis.
Os planetários de pequeno porte precisam ser conduzidos como se fossem os planetários mais modernos e os mais importantes do mundo. Precisam se superar! Uma sessão de planetário é uma espécie de obra de arte tranformada em espetáculo. Envolve criatividade e seriedade. Uma sessão precisa, além dos conhecimentos técnicos-científicos, impressionar. A preocupação na elaboração das sessões não podem estar relacionadas apenas com as ciências, especificamente, mas à arte, envolve manejos cinematrográficos, exige do coordenador uma grande dedicação, fazendo de cada sessão uma ponte, levando os participantes do conhencimento profano ao conhecimento científico, com classe, seriedade e sobretudo, competência.
Site oficial: http://www.teatrodasestrelas.com.br/
( Fonte: Prof. Maia )