Edição 532 na integra:
SUPERNOVAS - BOLETIM BRASILEIRO DE ASTRONOMIA -
http://www.boletimsupernovas.com.br/
Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009 - Edicao No. 532
Indice:
_ O AVANCO DA ASTRONOMIA NO BRASIL
_ AEB PARTICIPA DE MISSAO EMPRESARIAL 'A SUECIA
_ TUNEL HIPERSONICO SERA' USADO PARA REPRODUZIR CONDICOES ATMOSFERICAS
EM DESENVOLVIMENTO DE SATELITE
_ SEMANA DE ASTRONOMIA E ENCONTRO REGIONAL DE ENSINO DE ASTRONOMIA
(EREA) EM BAURU
_ "O BRASIL E O ESPACO"
_ 6º EPAST DA FAFIUV FOI UM SUCESSO
_ NOITES GALILEANAS
_ EXPOSICAO: "EM CASA NO UNIVERSO"
_ O CAMINHO DO SOL NA AMAZONIA
_ ASTRONOMIA NO SHOPPING CENTER
_ LABORATORIO NACIONAL DE ASTROFISICA (LNA) PROMOVE VISITACAO AO
OBSERVATORIO DO PICO DOS DIAS, EM MG
_ COLETANEA REUNE CARTAS DE GALILEU GALILEI
_ EQUIPE DE PRIMEIRA
_ EM BUSCA DA ORIGEM DA VIDA
_ ESTACAO ESPACIAL INTERNACIONAL PODE SE DESINTEGRAR ATE' 2016
_ BUSCA POR OUTRAS TERRAS
_ FORMACAO DE COMETAS PODE NAO ESTAR ASSOCIADA A ROCHAS (OU GELO)
_ ANULADOR DO INTERFEROMETRO KECK DESCOBRE NUVEM DE POEIRA DUPLA
_ GELO EM MARTE EXPOSTO POR IMPACTO METEORICO
_ DESCOBERTA AGUA NA LUA
_ DESENVOLVIDO PROTOTIPO PARA DETECTAR MATERIA ESCURA
_ ALMA ATINGE NOVAS ALTITUDES
_ A NAVE CASSINI REVELOU NOVAS RARIDADES NOS ANEIS DURANTE O EQUINOCIO
DE SATURNO
_ REVELADO O CENTRO DA VIA LACTEA EM NOVA VISTA NOS RAIOS X
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ATRAVES DA OCULAR
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O AVANCO DA ASTRONOMIA NO BRASIL
21/09/2009. A astronomia brasileira esta' conquistando um novo estagio
em sua historia. Isso fi cou claro na realizacao da Assembleia Geral da
IAU no Rio de Janeiro, entre 3 e 14 de agosto passado. Na avaliacao dos
aproximadamente 2.500 cientistas participantes, o encontro foi um dos
melhores dos ultimos tempos. A escolha das sedes das assembleias da IAU
e' definida especialmente pelo interesse da comunidade internacional
pela atividade astronomica no pais e pela competencia dos anfitrioes em
organizar um evento tao complexo como esse. Ao longo de duas semanas
foram realizados 31 congressos, sendo 19 deles com brasileiros em seus
comites cientificos. Essa participacao nao foi apenas por cortesia dos
estrangeiros, pois a reputacao de um congresso e' avaliada pela estatura
cientifica do comite'. A comunidade internacional ja' havia notado que
nossa astronomia cresce a uma taxa acima de 10% ao ano em termos de
publicacoes e formacao de doutores desde 1970. Esse crescimento e' impar
no mundo. Alem disso, o Brasil tem investido em projetos de grande
porte, como os telescopios Gemini de 8 metros (no Havai' e Andes
chilenos) e o Soar de 4 metros (nos Andes chilenos). Alguns de nossos
astronomos tem demonstrado competencia na gestao desses projetos, como
tambem em comissoes internacionais que publicam revistas cientificas e a
propria IAU, onde temos a vice-presidencia. Para os pesquisadores e
estudantes da area, o acesso a dados cientificos nunca foi tao
abundante. Alem dos telescopios Gemini e Soar, compramos acesso
temporario ao Telescopio Canada-Franca-Havai' (CFHT, na sigla em
ingles), de 3,6 metros, no Havai'; por troca de tempo com o telescopio
Gemini temos acesso aos telescopios Keck de 10 metros e ao Subaru de 8
metros (ambos no Havai). E, por troca de tempo com o Soar, temos acesso
ao Telescopio Blanco de 4 metros (no Chile). Os pesquisadores e
estudantes de pos-graduacao tem demonstrado habilidade no uso desses
recursos. No Gemini e Soar, nossa comunidade publica o dobro de artigos
cientificos (por unidade de tempo disponivel) que os parceiros de melhor
performance. Isso encorajou o ministro de Ciencia e Tecnologia a
anunciar, durante o encontro, que a cota de acesso ao Gemini sera'
duplicada em 2010 e que o governo esta' estudando a participacaodo
Brasil no telescopio de 42 metros (o Extremely Large Telescope) que a
Europa planeja construir nos Andes chilenos. O capital viria dos
trabalhos de construcao civil por companhias brasileiras que ja' operam
na regiao e pelo fornecimento de aco e aluminio. Uma area muito dinamica
e com potencial de melhoria de nossos processos industriais e' a
fabricacao de instrumentos de observacao. Construir telescopios da'
dinheiro, mas, como duram muito tempo, so' poucas empresas no mundo se
interessam por esse mercado. Os instrumentos, em contrapartida, podem
ser renovados a cada poucos anos, dependendo do aparecimento de
detectores de melhor performance, componentes opticos de melhor
transmissao de luz, computadores mais velozes ou de maior capacidade de
memoria e sistema de controle das oscilacoes atmosfericas como a optica
adaptativa. Ainda este ano o Brasil vai colocar dois espectrografos de
campo integral para funcionar no Soar (o SIFS e o BTFI). Um terceiro
espectrografo, mono-objeto, mas de alta resolucao espectral (Steles),
ira' para la' no proximo ano. Instrumentos desse porte sao chamados
de"classe mundial" e envolvem tecnologia de ponta em optica, mecanica e
controle. Alem de permitir o aumento de qualidade e quantidade de dados
em comparacao aos equipamentos de geracao anterior, eles sao um
excelente cartao de visita para os usuarios estrangeiros, certificando
nossa capacidade tecnica. Uma outra fonte importante de dados sao os
observatorios virtuais. Com o aumento da capacidade computacional e do
poder de comunicacao da Internet e' possivel oferecer as bases de dados
ja' coletados por telescopios em solo e no espaco. Essa organizacao
mundial se chama International Virtual Observatory Alliance (Ivoa), da
qual o Brasil passou a fazer parte desde maio passado, atraves do
Brazilian Virtual Observatory (Bravo). Qualquer internauta, ao acessar
um observatorio virtual, pode requisitar que o ponto do ceu em que esta'
interessado seja apresentado em diferentes janelas espectrais. Ou seja,
os observatorios virtuais permitem uma visao multiespectral do ceu,
varrendo a faixa de raios gama, raios X, ultravioleta, visivel,
infravermelho e radio. As oportunidades de descobertas sao enormes. A
Assembleia no Rio de Janeiro tomou diversas decisoes para implementar um
plano de expansao da astronomia no mundo. Esse plano decenal (2010-20)
preve', alem do progresso instrumental, um maior impacto no sistema
educacional e inclusao social. Foi lancado o Portal para o Universo
(http://www.portaltotheuniverse.org), que congrega todos os recursos em
astronomia. O programa aumentara' o numero de centros de pesquisa em
paises nao desenvolvidos, entre outros objetivos. ( Fonte: Augusto
Damineli, Scientific American Brasil )
Ed: CE
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ASTRONOMIA NO BRASIL
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AEB PARTICIPA DE MISSAO EMPRESARIAL 'A SUECIA
18/09/2009. Visando fomentar e qualificar a industria nacional, a
Agencia Espacial Brasileira (AEB), juntamente com a Agencia Brasileira
de Desenvolvimento Industrial (ABDI) – orgao ligado ao Ministerio do
Desenvolvimento, Industria e Comercio Exterior – participa, de 19 a 25
de setembro, de uma missao empresarial 'a Suecia. A visita tecnica
tambem tem por finalidade fortalecer a cooperacao industrial entre o
Brasil e a Uniao Europeia por meio da capacitacao e da formacao de
executivos em internacionalizacao de pequenas e medias empresas.
Conforme o diretor de Politica Espacial e Investimentos da AEB e um dos
integrantes da missao, Himilcon Carvalho, a atividade vem ao encontro
das estrategias da Agencia no sentido de aumentar a competitividade do
setor industrial brasileiro. "Queremos estreitar a cooperacao industrial
aeroespacial com a Uniao Europeia, ao mesmo tempo em que vamos analisar
as praticas e legislacoes governamentais europeias que possam ser
adotadas no Brasil para incrementar a nossa cadeia produtiva espacial",
diz. A Suecia e' amplamente conhecida pela alta tecnologia aplicada no
setor aeroespacial. Mercado - Desde 2006, a area aeroespacial vem
obtendo destaque na balanca comercial brasileira, quando se classificou
em quinto lugar no ranking de maiores exportadores, ficando atras apenas
dos Estados Unidos, Alemanha, Franca e Canada'. Participam ainda da
comitiva representantes do Centro de Competitividade e Inovacao do Cone
Leste Paulista (CECOMPI), Consorcio High Technology Aeronautics (HTA),
Agencia Brasileira de Promocao de Exportacoes e Investimentos
(APEX-Brasil) e Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), que
farao visitas tecnicas a empresas e centros tecnologicos. ( Fonte: AEB
)
Ed: CE
TUNEL HIPERSONICO SERA' USADO PARA REPRODUZIR CONDICOES ATMOSFERICAS EM
DESENVOLVIMENTO DE SATELITE
21/09/2009. O Instituto de Estudos Avancados (IEAv), um dos centros de
pesquisa do DCTA (Departamento de Ciencia e Tecnologia Aeroespacial),
concluiu no inicio deste semestre (julho) o projeto "Determinacao de
novas condicoes de ensaio do tunel hipersonico T2 para o veiculo SARA".
Financiado pela Agencia Espacial Brasileira (AEB), o principal objetivo
do trabalho foi investigar em que medida o tunel T2, em operacao no
Laboratorio "Prof. Henry T. Nagamatsu", poderia ser utilizado para a
reproducao de condicoes enfrentadas pelo Satelite de Reentrada
Atmosferica (SARA) durante a sua trajetoria de reentrada na atmosfera
terrestre. O veiculo espacial SARA esta' sendo desenvolvido no Instituto
de Aeronautica e Espaco (IAE), outro centro de pesquisa do DCTA, para
servir como uma plataforma reutilizavel para a realizacao de
experimentos em ambiente de microgravidade, em orbita circular baixa (da
ordem de 300 km) e por um periodo maximo de 10 dias. A versao atualmente
em desenvolvimento preve' emprego em voos suborbitais. Os resultados do
projeto mostram que por meio da utilizacao de combinacoes adequadamente
escolhidas, de gas do "driver" (regiao de alta pressao do tunel de
choque), de pressao inicial do "driven" (regiao de baixa pressao) e de
diametros de garganta e tubeira, e' possivel atingir, na secao de testes
do tunel T2, escoamentos com numeros de Mach superiores a Mach 12 (ou
seja, doze vezes a velocidade do som) e, por exemplo, pressoes
equivalentes 'a altitudes da ordem de 50 km. Estes e outros resultados
indicam que o tunel hipersonico T2 e' util nao apenas para ensaios que
deem suporte ao projeto do veiculo SARA, mas tambem a projetos de outros
veiculos espaciais, tais como o da aeronave hipersonica 14-X, em
desenvolvimento no IEAv. ( Fonte: AEB )
Ed: CE
SEMANA DE ASTRONOMIA E ENCONTRO REGIONAL DE ENSINO DE ASTRONOMIA (EREA)
EM BAURU
24/09/2009. A UNESP/Bauru sediara' o EREA nos dias 26 a 30 de outubro
de 2009, atraves de seu Observatorio Didatico Astronomico Lionel Jose'
Andriatto. Serao desenvolvidas as seguintes atividades: apresentacoes de
videos e documentarios, oficinas de construcao de telescopios
refratores, minicursos, sessoes de planetario itinerante, observacoes do
ceu atraves de telescopios, exposicoes de astronautica, filatelia na
astronomia, maquetes, paineis, astrofotografias, e o acervo Paisagens
Cosmicas do Ano Internacional da Astronomia. Os professores do Ensino
Medio e Fundamental farao apresentacoes orais e em poster sobre suas
experiencias em sala de aula com o ensino da Astronomia. Teremos duas
pecas teatrais: Radio Galaxia (Teatro Municipal de Bauru) e Galileu
(Prof. Dr. Paulo Noronha e Prof. Dr. Francisco Lavarda, do Depto. de
Fisica da UNESP/Bauru). Os temas das palestras serao: O que a humanidade
aprendeu observando o ceu? (Prof. Dr. Augusto Damineli - IAG/USP);
AstroBobagens (Prof. Dr. Roberto Boczko - IAG/USP); Programa Espacial
Brasileiro (Prof. Dr. Jose' Leonardo Ferreira - Diretor do Programa AEB
Escola, da Agencia Espacial Brasileira); Galileu X Geocentismo (Prof.
Emerson Perez - Planetario Sedna). Todos estao convidados. As inscricoes
sao gratuitas. Consulte a homepage: http://unesp.br/astronomia Contatos:
Profa. Dra. Rosa Scalvi: (14) 3103 6084 r.29 (Depto. Fisica) Prof.
Rodolfo Langhi: (14) 3103 6030 r. 151 (Observatorio) ( Fonte: Rodolfo
Langhi )
Ed: CE
"O BRASIL E O ESPACO"
24/09/2009. 1. Porque um programa espacial brasileiro A razao
primordial para um programa espacial e' o acesso aos recursos impares da
visada global proporcionada pela grande altitude. A visada global abre
amplo leque de missoes de comunicacao e observacao com cobertura de
grandes extensoes da superficie terrestre. A exploracao destes recursos,
inicialmente para fins estrategicos militares e de defesa, e
posteriormente para fins comerciais e cientificos, deu origem aos
abrangentes programas espaciais americanos e sovietico das decadas de 50
a 70 do seculo passado, refletindo a atuacao e interesse globais dos
mesmos neste periodo critico da Guerra Fria. A partir da decada de 70 a
Europa (ESA), China, India Japao e Brasil deram tambem grande impulso
aos seus respectivos programas espaciais. Estas iniciativas foram tambem
impulsionadas em grande parte por interesses estrategicos destes paises;
interesses estes relativos aos seus proprios (e vastos) territorios e
crescente ampliacao de atividades e interacoes comerciais com outros
paises e exploracao de recursos maritimos. O Brasil, por sua extensao
territorial e distribuicao populacional, vastas regioes de fronteira e
costa maritima e crescente projecao no cenario internacional e'
claramente grande beneficiario potencial de exploracao intensiva de
recursos espaciais. 2. Diagnostico: Situacao atual Uma analise, mesmo
superficial, das atividades e projetos em andamento dos programas
mencionados acima, torna evidente o descolamento do programa espacial
brasileiro em relacao aos outros programas, especialmente a partir do
inicio da decada de 90. Enquanto esses programas avancaram, tanto na
parte de acesso ao espaco com o desenvolvimento de veiculos lancadores
capazes, com cobertura de largo espectro de missoes espaciais, quanto na
producao de satelites de comunicacoes, observacao da Terra e exploracao
cientifica, o escopo e objetivos do programa brasileiro foram
progressivamente encolhidos e postergados. O programa de veiculos
lancadores, apos tres tentativas mal-sucedidas de lancamento,
encontra-se em estado vegetativo, com perspectivas praticamente nulas de
reativacao. O VLS, em sua configuracao atual e', para todos os fins
praticos, um veiculo desacreditado e nao ha' como reapruma-lo.
Efetivamente, os responsaveis pelo programa estao perdidos quanto ao
rumo a dar a este VLS, ou o que colocar em seu lugar. Entra em cena a
ACS (Alcantara Cyclone Space). Ao ser desmembrada da Uniao Sovietica, a
Ucrania herdou um espolio espacial, com capacidade de produzir foguetes,
porem sem ter de onde lanca-los. O que pareceu inicialmente uma barganha
para o lado brasileiro e uma redencao para o lado ucraniano, revela-se,
entretanto, pesadelo. O foguete Cyclone 4 utiliza os propelentes
NTO/UDMH (Tetroxido de di-nitrogenio / Dimetil Hidrazina Assimetrica). A
origem de utilizacao destes propelentes remonta 'a corrida por producao
de misseis de longo alcance da segunda metade do seculo passado. Estes
propelentes sao estocaveis e podem ficar carregados nos tanques dos
foguetes por anos, prontos para o lancamento. E tem tambem boas
caracteristicas energeticas e propriedades termofisicas que facilitam o
projeto e producao dos propulsores destes misseis. Entretanto, sao
altamente toxicos e os riscos de catastrofe de grandes proporcoes
associada a uma falha nos instantes iniciais do lancamento se revelam
dificeis de serem justificados num programa de veiculos lancadores. De
fato, grande parte dos veiculos lancadores que utilizam ou utilizavam
estes propelentes; derivados em sua maioria de misseis balisticos, foi,
ou esta' em vias de desativacao. E' dificil entender porque o Brasil vai
ingressar nesta area seguindo uma trilha que esta' sendo abandonada por
todos os outros competidores. Politicamente, o programa envolve tambem
um risco consideravel, visto que o foguete produzido pela Ucrania
depende, em subsistemas essenciais, de licencas ou itens produzidos na
Russia, que talvez preferisse tratar diretamente com o Brasil.
Logisticamente, a situacao nao e' menos complicada. O foguete e'
produzido no leste europeu, devendo seguir um longo trajeto para chegar
a Alcantara. O deslocamento de pessoal envolvido no lancamento,
alojamento e entretenimento acarretam custos elevados. E ha'
adicionalmente o problema de transporte e armazenamento de centenas de
toneladas de propelentes altamente toxicos, que devem ser adquiridos do
outro lado do mundo, visto que economica e ecologicamente a producao
local destes nao e' justificavel. A insistencia dos dirigentes da ACS em
prever a entrada em operacao comercial num prazo inferior a dois anos
revela o seu despreparo tecnico e gerencial e desconexao com a
realidade. A implementacao de um programa deste porte, contando com um
gerenciamento agil e proficiente, uma equipe tecnica experimente e fluxo
de recursos adequado requer pelo menos cinco anos. E' dificil assegurar
que a ACS conte com este suporte. Em contraposicao, o acordo entre a
Arianespace e a Russia para o estabelecimento e operacao de uma
plataforma de lancamento do veiculo Soyuz a partir da base de lancamento
de Kourou, demorou quase uma decada e consumiu recursos da ordem de meio
bilhao de euros. Ha' que se perguntar, o que os dirigentes da ACS sabem
e que os dirigentes da ESA nao sabem, que lhes permita realizar uma
tarefa de mesma complexidade, num prazo muito mais curto e com recursos
muito mais limitados? O programa de satelites demonstrou vitalidade
inicial com a construcao e lancamento dos satelites de coleta e dados.
Os satelites de observacao, a serem desenvolvidos internamente a partir
da decada de 80, sofreram sucessivas metamorfoses e adiamentos, sem
nenhum lancamento com sucesso ate' o presente, e com perspectivas pouco
promissoras no horizonte previsivel. O programa de desenvolvimento de
satelites de sensoriamente remoto em cooperacao com a China foi iniciado
como uma parceria razoavelmente equilibrada quanto a decisoes
programaticas e gerenciais e atribuicoes tecnicas. Entretanto, como
reflexo do grande descompasso dos respectivos programas nacionais,
cresceu enormemente a ascendencia tecnica, gerencial e programatica da
parte chinesa, ficando a parte brasileira relegada a atuacao
coadjuvante, apesar de crescente participacao orcamentaria no programa.
O desenvolvimento de satelites de comunicacoes foi praticamente
abandonado. E' notavel e preocupante a desconexao do programa de
satelites conduzido no INPE com os seus clientes potencialmente mais
importantes. Um programa de carater nacional, como se pretende o
brasileiro, somente faz sentido se atender a uma gama de missoes de
interesse nacional amplo; sistema de defesa e uma grande quantidade de
organismos que necessitam de comunicacoes e informacoes geograficas com
cobertura total e continua do territorio terrestre e maritimo. 3.
Sustentabilidade tecnica e economica Uma caracteristica importante de
atividades economicas envolvendo complexidade e diversidade tecnologica,
ampla infra-estrutura e com longos prazos de maturacao, e' a elevacao
crescente do patamar de sustentabilidade tecnica e economica destas
empreitadas. Haja vista a grande consolidacao empresarial ocorrida em
areas como automobilistica, aeronautica, eletronica, farmaceutica e
inumeras outras. Nao ha' razao para esperar que a area espacial seja uma
excecao a esta tendencia. O ritmo atual de producao e lancamento de 3 a
5 satelites por decada e' claramente insuficiente para a
sustentabilidade tecnica e economica a esta atividade. Do ponto de vista
tecnico, este ritmo e' insuficiente para manter um quadro tecnico
suficientemente motivado e proficiente para a conducao das atividades
num patamar minimo de confiabilidade. Neste ritmo, a proficiencia do
quadro tecnico tende a regredir e e' praticamente impossivel agregar e
treinar novos profissionais para perpetuar o conhecimento adquirido
anteriormente. A ociosidade da infra-estrutura dedicada torna-se tambem
extremamente alta, comprometendo seriamente a proficiencias dos
operadores de equipamentos caros e complexos. O envolvimento e
contratacao de empresas privadas para prestacao de servicos e
componentes torna-se igualmente proibitivamente caro e arriscado,
sobretudo daquelas empresas com grande dependencia e dedicacao a esta
area. A alta intermitencia de atividades nestas empresas ocasiona uma
grande rotatividade de profissionais e dificuldade de manutencao de
capacitacao tecnica. A insercao destas empresas em outras areas de
atividade e' altamente desejavel, mas dificil de ser realizada. 4. O que
deve ser feito Do ponto de vista puramente tecnico, a formulacao de um
programa espacial sustentavel e compativel com as necessidades e
recursos do Brasil e' tarefa que pode ser realizada com razoavel
confianca por profissionais com vivencia prolongada na area e
familiaridade com os principais programas espaciais desenvolvidos em
outros paises. A tarefa consiste em extrair destes programas um nucleo
de missoes com grau de complexidade nao muito elevado, mas que ainda
atendam a uma ampla gama de demandas dos diversos setores clientes
potenciais de servicos de natureza espacial. Nao se pode deixar de notar
que os clientes iniciais destes servicos sao em sua maioria os diversos
orgaos do Estado. Estas missoes devem atender primordialmente demandas
de comunicacoes e observacao da Terra e devem prever um ritmo minimo de
tres a seis missoes anuais num prazo de cinco a dez anos para prover
sustentabilidade tecnica e economica ao programa. E' razoavelmente
seguro antever que tais missoes envolvam a construcao de plataformas com
massa total de 500 a 4.000 kg em orbita baixa e massa de ate' 1.500 kg
em orbita geoestacionaria. Esta definicao fecha tambem os requisitos
basicos de lancamento para um programa de veiculos lancadores. Sobre o
autor: Jose' Nivaldo Hinckel e' coordenador do grupo de propulsao de
Departamento de Mecanica Espacial e Controle da ETE/INPE. Responsavel
tecnico pelo projeto de desenvolvimento de propulsores monopropelentes a
hidrazina para sistemas de guiagem e controle de atitude e orbita de
satelites. E' tambem coordenador do convenio de cooperacao tecnica entre
o MCT/INPE e o MAI (Moscow State Aviation Institute). ( Fonte: Jose'
Nivaldo Hinckel )
Ed: CE
6º EPAST DA FAFIUV FOI UM SUCESSO
17/09/2009. O evento organizado pelo Colegiado de Quimica e
Observatorio e Planetario Erna Gohl aconteceu entre os dias 20 e 23 de
agosto. VI EPAST O Colegiado de Quimica da Faculdade Estadual de
Filosofia, Ciencias e Letras (Fafiuv) comemora os resultados do VI
Encontro Paranaense de Astronomia (EPAST) que aconteceu entre os dias 20
e 23 de agosto, na propria Instituicao. O evento foi organizado pelo
Colegiado de Quimica e Observatorio e Planetario Erna Gohl. O EPAST e' o
mais importante evento de Astronomia do Parana'. Entre as atividades
propostas, palestras e comunicacoes orais, fizeram parte do evento, com
a finalidade de divulgar a ciencia e o conhecimento 'a sociedade. "O
EPAST e' um elo entre a astronomia e a comunidade leiga que, uma vez
atingida pelo conhecimento, pode fornecer importantes contribuicoes 'a
ciencia e 'a tecnologia", afirma a professora Erna Gohl. Durante o
encontro foi anunciado o resultado do concurso de astrofotografias, com
a seguinte classificacaoque ficou assim classificada: 1º lugar: Fabiano
Diniz com a foto intitulada: A grande nebulosa da Carina 2º lugar:
Fabiano Diniz com a foto intitulada: Orion e sua nebulosa 3º lugar:
Mauricio Jose' Kaczmarech com a foto intitulada: Via Lactea sobre a casa
da fazenda Ficou decidido que o VII EPAST sera' realizado na cidade de
Londrina em 2010. Mais informacoes e imagens do evento estao no site:
http://www.fafiuv.br/detalhe.php?ler=341 ( Fonte: Assessoria de
Comunicacao - FAFIUV/PR )
Ed: CE
NOITES GALILEANAS
22/09/2009. Em 22, 23 e 24 de Outubro, estarao sendo comemoradas
internacionalmente as Noites Galileanas (NG), mais um evento global do
Ano Internacional da Astronomia. Este programa visa oferecer ao publico
de todo o mundo a oportunidade de observar os mesmos corpos celestes
vistos em 1609 por Galileu atraves de sua luneta e descritos em 1610 em
sua obra pioneira, "O Mensageiro das Estrelas" (Sidereus Nuncius). Em
especial, o programa se concentrara' na observacao da Lua e do planeta
Jupiter e seus quatro satelites principais; porem outros objetos
descritos por Galileu em 1610, como as Pleiades e a Nebulosa de Orion
(M42), poderao tambem ser visualizados. Manuais e descricoes detalhadas
das observacoes da Lua e de Jupiter poderao ser encontrados no link
TEXTOS do menu RECURSOS. No Brasil, todos os eventos serao conduzidos
pelos Nos Locais da Rede IYA2009 e anunciados para cada cidade no
Calendario de Eventos do Website brasileiro (www.astronomia2009.org.br),
de forma a que o publico tenha todas as informacoes para o acesso aos
mesmos. Alem disso, o programa Noites Galileanas fara' parte tambem da
Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia (SNCT), de 19 a 25 de Outubro.
Para os Nos Locais que oferecerem eventos 'as suas respectivas
comunidades durante a SNCT e em particular durante as NG, serao
conferidos tres premios: Premio #1: para o No' Local que tiver
comprovadamente atraido o maior publico (como porcentual da populacao de
sua comunidade) nas observacoes publicas realizadas durante as Noites
Galileanas. Premio #2: para o No' Local que tiver comprovadamente
atraido o maior publico (em numeros absolutos) nos eventos por ele
promovidos durante toda a Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia,
incluindo as NG e os demais dias da SNCT. Premio #3: para o No' Local
que tiver comprovadamente realizado o maior numero de eventos publicos
durante a Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia, incluindo as NG e os
demais dias da SNCT. Os tres premios serao iguais e cada um consistira'
de um telescopio refrator computadorizado Celestron NexStar 102 SLT, com
4 polegadas (102 mm) de diametro, f/6, dotado de tripe' motorizado, duas
oculares, "hand control" com base de dados de mais de 4000 objetos
celestes, alem de softwares e acessorios (ver detalhes em:
http://www.celestron.com/c3/product.php?CatID=8&ProdID=29 ou entao em:
http://www.astroshop.com.br/produto.asp?CodProd=22096 ) Os tres premios
serao conferidos a tres Nos Locais diferentes, porem cada No' Local
podera' concorrer livremente nas tres categorias de premiacao. O
regulamento completo do concurso estara' disponivel brevemente neste
site. IMPORTANTE: Para ser considerado elegivel a qualquer premio, o No'
Local devera' obrigatoriamente ter registrado, com antecedencia minima
de uma semana, os seus eventos em tres Websites: (1) no site do IYA
Brasil (www.astronomia2009.org.br), (2) no site da SNCT
(http://semanact.mct.gov.br/html/evento/?atividade) e (3) tambem no site
internacional das NG (http://www.galileannights.org/), caso qualquer de
seus eventos seja realizado entre 22 a 24 de Outubro. Os Nos que nao
atenderem a todos esses tres requisitos serao automaticamente
desconsiderados para a premiacao. Finalmente, a nivel mundial, qualquer
pessoa em qualquer pais podera' participar de um concurso internacional
de astrofotografia com uso de equipamento simples, objetivando atrair
iniciantes para a arte de fotografar o ceu. Neste caso, os interessados
deverao remeter suas fotos a partir de 17 de setembro exclusivamente
para o site internacional das Noites Galileanas, aonde (a partir daquela
data) poderao ser encontrados os detalhes do concurso e da premiacao.
Ver em: http://www.galileannights.org/competition.html. Contatos,
informacoes adicionais e detalhes tecnicos sobre as Noites Galileanas
deverao ser feitos diretamente com Cristovao Jacques, coordenador das NG
para o Brasil ( cjacqueslf@yahoo.com.br ) ou com Tasso Napoleao,
representante brasileiro no comite' mundial para a organizacao das
Noites Galileanas ( iya.br.amateur@gmail.com ). Para detalhes
administrativos sobre o concurso e a premiacao, os Nos Locais poderao
contatar a Secretaria do IYA2009 em: iya2009secret@astro.iag.usp.br . (
Fonte: Augusto Damineli e Tasso Napoleao )
Ed: CE
EXPOSICAO: "EM CASA NO UNIVERSO"
01/09/2009. No dia 27 de Julho foi inaugurada a exposicao "Em Casa no
Universo", no Museu da UFRGS em Porto Alegre. O acervo ocupa uma ampla
area e sao oferecidos ao publico tambem palestras e encontros. A
exposicao ficara' aberta ate' dia 21 de Maio de 2010 das 9-18hs de
segunda a sexta-feira. Veja mais detalhes em:
http://www.museu.ufrgs.br/emcasanouniverso ( Fonte: Portal IYA 2009 )
Ed: CE
O CAMINHO DO SOL NA AMAZONIA
21/09/2009. O professor e etnoastronomo Germano Bruno Afonso demonstra
para estudantes como e' possivel medir o raio da terra a partir da
sombra projetada durante o equinocio. Nos ultimos dias as manchetes dos
jornais tem registrado as mais altas temperaturas do ano na Amazonia. O
etnoastronomo Germano Bruno Afonso, consultor do Museu da Amazonia –
Musa, explica que esse fenomeno esta' relacionado com a posicao do Sol,
que nos equinocios (inicio da primavera e do outono) fica a pino, ou
seja, forma um angulo de 90º nas regioes da Linha do Equador. "Por meio
de experimentos fisicos demonstraremos que os movimentos aparentes do
Sol sao diferentes em varias regioes brasileiras, tendo implicacoes
inclusive na meteorologia e na biodiversidade locais", antecipa Germano
Afonso. No dia 22 de setembro, das 11h30 'as 12h serao realizados
experimentos na Escola Estadual Santana (Avenida Andre' Araujo, Aleixo,
Manaus/AM), experiencia que se repetira' em Sao Gabriel da Cachoeira/AM
(que na linha do Equador) e na Escola Indigena Tengatui Marangatu, em
Dourados/MS. Os alunos da Escola Estadual Santana, em Manaus, terao a
oportunidade de participar da experiencia em dois dias seguidos: 21 e
22, sempre perto do meio dia. Somente nesse periodo e' possivel repetir,
na Linha do Equador, a experiencia concebida e realizada pela primeira
vez pelo astronomo grego Eratostenes (276 a.C. - 194 a.C.) em Siena,
atual Assua', no Egito, quando ele obteve 6.254km para o raio de Terra.
"Tendo em vista que o raio polar da Terra e' igual a 6 357 km, o valor
encontrado por Eratostenes e' bem proximo do real", afirma Germano
Afonso. Alem do raio da Terra, as medicoes que serao obtidas nas
experiencias permitem determinar as distancias entre as cidades, as
latitudes e longitudes e as alturas do Sol em cada localidade envolvida.
"Com isso podemos mostrar que enquanto em Siena, situada no Tropico de
Cancer, o Sol passa a pino no dia do inicio do verao, em Sao Gabriel da
Cachoeira, o Sol passa a pino duas vezes por ano, nos dias do inicio da
primavera e do outono", constata Germano Afonso. O etnoastronomo Germano
Afonso lembra tambem que para a maioria das etnias indigenas do Brasil,
a passagem do Sol a pino e' uma data muito importante, pois eles
consideram o ponto mais alto do ceu como o dominio de seu deus superior
e os quatro pontos cardeais como dominios dos deuses que o auxiliaram na
construcao do mundo e de seus habitantes. A intencao do Musa e'
disponibilizar as informacoes coletadas por meio da internet para
compartilha-las com os interessados no assunto no Brasil e exterior.
Assim, o Musa busca promover a divulgacao cientifica e a educacao, em
particular da astronomia e da etnoastronomia na regiao equatorial. As
experiencias realizadas nos proximos dias fazem parte das comemoracoes
pelo Ano Internacional da Astronomia, decretado pela Unesco em 2009, em
virtude dos 400 anos da utilizacao do telescopio por Galileu para
observar o cosmos. ( Fonte: Jane Dantas )
Ed: CE
ASTRONOMIA NO SHOPPING CENTER
10/09/2009. Terminou no Aracatuba Shopping a Exposicao "Paisagens
Cosmicas: Da Terra ao Big Bang", organizada pelo INAPE. Sucesso
absoluto! Alem da exposicao os visitantes puderam conhecer diversos
modelos de telescopios e obter informacoes sobre as atividades de
pesquisa astronomica realizadas em Aracatuba atraves do INAPE e seus
membros. Durante a exposicao muitas escolas e universidades de Aracatuba
e regiao manifestaram interesse em realizar esta mesma exposicao em seus
eventos, principalmente em feiras de ciencia. O INAPE ira' estudar a
possibilidade de ceder o material (banners, faixas, folders, videos)
para estes eventos a partir das proximas semanas. Foram cadastrados
cerca de 400 visitantes que deixaram os seus dados para contato e que
posteriormente serao convidados a participar de nossa lista de discussao
e de nossos eventos. ( Fonte: Gustavo J. Moretti )
Ed: CE
LABORATORIO NACIONAL DE ASTROFISICA (LNA) PROMOVE VISITACAO AO
OBSERVATORIO DO PICO DOS DIAS, EM MG
25/09/2009. Evento ja' e' parte das atividades promovidas pela
instituicao dentro da VI Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia Por
ocasiao da VI Semana Nacional de Ciencia e Tecnologia, o Laboratorio
Nacional de Astrofisica (LNA) promove o evento "Tarde e Noite de Portas
Abertas", neste sabado, dia 26 de setembro. O Observatorio do Pico dos
Dias, em Brazopolis, MG, ficara' aberto ate' as 20h, permitindo o acesso
livre e gratuito 'as instalacoes. Os visitantes que entrarem ate' essa
hora poderao permanecer no observatorio ate' as 23h. Se as condicoes
atmosfericas forem favoraveis, havera' observacao por meio dos
telescopios apos o por do sol. O evento sera' cancelado na presenca de
chuva forte, mesmo depois de comecado. Mais informacoes no site
www.lna.br ( Fonte: JC )
Ed: CE
COLETANEA REUNE CARTAS DE GALILEU GALILEI
31/12/1969. Em 1609, Galileu Galilei (1564-1642) observou pela primeira
vez o ceu com uma luneta astronomica. No aniversario de 400 anos do
feito que mudou a historia da ciencia, a Editora Unesp lanca o livro
Ciencia e fe' – Cartas de Galileu sobre o acordo do sistema copernicano
com a Biblia. A obra permite que o leitor se aprofunde nos pontos
principais da argumentacao galileana sobre o papel da interpretacao
religiosa e cientifica, em uma coletanea que antecipa o famoso embate
entre o astronomo italiano e a Inquisicao, no ano de 1616. Traduzida
diretamente dos documentos originais por Carlos Arthur do Nascimento,
especialista em filosofia e historia medieval, a compilacao das famosas
cartas copernicas – nas quais Galileu discute com representantes da
nobreza e do clero do seculo 17 a ideia de que a Terra gira em torno do
Sol. Os diversos documentos apresentados no livro foram produzidos entre
1613 e 1616, entre cartas e comentarios enviados pelo proprio Galileu a
nobres. Nos textos, o astronomo traz suas conclusoes cientificas,
fundamentadas em estudos empiricos. Ao mesmo tempo, atesta a validade
dos ensinamentos biblicos, uma vez que os considera essenciais para a
construcao moral e religiosa do povo, sem acreditar, entretanto, que
devam ser interpretados 'a luz das ciencias da natureza. Alem das
cartas, Ciencia e fe' traz comentarios de Galileu sobre os estudos de
Nicolau Copernico (1473-1543) e de sua teoria heliocentrica documentados
nas tres "Consideracoes sobre a opiniao copernicana". Em decorrencia de
sua conviccao nessa teoria – por ele comprovada, ao estudar as fases de
Venus – o astronomo foi considerado um herege pela Inquisicao pouco
tempo depois. Entre os textos reunidos no livro, estao tambem registros
dos pensamentos da igreja em relacao 'as conclusoes do cientista, em
carta do cardeal Roberto Belarmino, entao consultor do Papa para
assuntos da Inquisicao. Ha', ainda, o decreto da Congregacao do Indice,
que proibiu a publicacao dos estudos de Copernico sobre a teoria
heliocentrica. Nascimento e' pos-doutorado em historia da filosofia e
doutor em estudos medievais pela Universidade de Montreal (Canada). E'
professor assistente doutor na Pontificia Universidade Catolica de Sao
Paulo (PUC-SP). ( Fonte: Agencia FAPESP )
Ed: GMM
EQUIPE DE PRIMEIRA
31/12/1969. Os 144 pesquisadores de 29 instituicoes ligados ao
Instituto Nacional de Ciencia e Tecnologia em Astrofisica (INCT-A)
atingiram, nos primeiros oito meses de 2009, a marca de 100 artigos
publicados em revistas internacionais de alto impacto. De acordo com
Joao Steiner, coordenador do INCT de Astrofisica – que e' financiado
pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e
Tecnologico (CNPq) –, ao aglutinar cientistas com tamanha capacidade
produtiva, o instituto criado em janeiro ja' da' o primeiro passo para
cumprir sua meta: inserir a astronomia brasileira no futuro da
astronomia mundial. "Essa alta produtividade e' animadora e mostra que
temos potencial para cumprir nossos objetivos. Sempre fizemos ciencia de
alta qualidade, mas, falando de forma ludica, queremos agora jogar na
primeira divisao da astronomia mundial. E esta' provado que formamos um
time capaz disso", disse Steiner 'a Agencia FAPESP. Fazer pesquisa em
astronomia no mesmo nivel dos grandes centros, no entanto, nao e' um
desafio trivial, de acordo com o professor do Instituto de Astronomia,
Geofisica e Ciencias Atmosfericas da Universidade de Sao Paulo (USP).
"Isso nao ocorre espontaneamente. Exige uma estrategia, que deve ser
necessariamente coletiva. Esse e' o principal aspecto que diferencia o
INCT de Astrofisica dos outros institutos: sua caracteristica e' uma
atuacao de carater estrategico, com a missao de inserir a astronomia
brasileira no futuro da astronomia mundial", disse. Steiner salienta que
os 100 artigos publicados nao sao exatamente fruto do instituto – caso
ele nao existisse, a producao seria a mesma. Mas, segundo ele, a marca
demonstra que se trata de um grupo com enorme capacidade de producao
cientifica e com visao estrategica coletiva. "Aglutinar esses
pesquisadores em torno do instituto e' uma maneira de potencializar
ainda mais essa producao, o que e' fundamental para nos, ja' que o
objetivo e' planejar o futuro", ressaltou. Segundo ele, os 100 artigos
foram publicados em revistas indexadas e de circulacao internacional,
classificadas com bom conceito no sistema Qualis de avaliacao da
pos-graduacao, da Coordenacao de Aperfeicoamento de Pessoal de Nivel
Superior (Capes). "Desse total, 84% foram publicados em revistas
definidas pela Capes como sendo Qualis A e 11% em revistas Qualis B. Ou
seja, sao revistas de altissima qualidade e impacto internacional",
afirmou. Steiner conta que o INCT de Astrofisica se organiza em torno de
cinco objetivos estrategicos: maximizar o retorno dos investimentos
realizados; preparar a comunidade para extrair informacao cientifica de
grandes bancos de dados; implantar uma rede de observatorios virtuais;
propor novos projetos de infraestrutura cientifica; e estruturar cursos
de ensino de astronomia a distancia para professores de ciencias. "O
Brasil entrou nos consorcios internacionais dos telescopios Gemini e
Soar, ambos localizados em Cerro Pachon, no Chile. Esses projetos estao
comecando a dar frutos e, por isso, um de nossos objetivos estrategicos
e' maximizar o retorno desses investimentos – tanto do ponto de vista
cientifico como de incentivo ao desenvolvimento de instrumentacao,
formacao de recursos humanos e incentivo a grupos emergentes", explicou.
O consorcio Soar conta com apoio financeiro da FAPESP. Quanto ao segundo
objetivo, o pesquisador destaca que e' preciso instrumentalizar a
comunidade cientifica brasileira para que possa lidar com as imensas
quantidades geradas pelos bancos de dados atuais. "Estamos entrando em
uma era na qual o problema nao e' mais produzir dados – eles estao sendo
obtidos em niveis gigantescos. O problema e' que essa quantidade e' tao
grande que temos que repensar como extrai-los e processa-los", disse.
Formacao de recursos humanos A estruturacao e implantacao de redes de
observatorios virtuais, segundo Steiner, tambem e' um ponto fundamental
na estrategia geral do instituto. "Eventualmente, podemos produzir
ciencia de alta qualidade sem precisar de novos dados, mas apenas
observando os dados existentes sob uma otica diferente. Essas redes
darao essa oportunidade 'a comunidade cientifica." As caracteristicas da
pesquisa na area de astrofisica levaram o instituto a eleger a
infraestrutura tambem como uma area estrategica. "Na nossa area,
implantar infraestrutura para pesquisa leva, em geral, mais de uma
decada. Por isso e' preciso pensar a longo prazo e comecar a trabalhar
agora na infraestrutura do futuro", disse Steiner. A preparacao de
plataformas de ensino a distancia para professores de ciencias e' outra
atividade que exige tempo e dedicacao. "Alem de preparar o material,
vamos fazer um projeto piloto para que isso funcione corretamente. Nossa
proposta e' eleger os professores de ciencias de primeiro e segundo
graus como alvos de acoes que tenham impacto na qualidade do ensino
basico", disse. Um dos principais desafios a serem enfrentados pelo INCT
de Astrofisica e' o de implantar uma cultura de desenvolvimento
tecnologico no ambiente de pesquisa basico. "Essa e' uma luta que leva
decadas", apontou Steiner. Outro desafio fundamental sera' o de formar e
apoiar grupos emergentes, pois, segundo o coordenador, no Brasil ha' um
enorme numero de universidades que nao tem um unico professor de
astronomia. "Portanto, precisamos fazer com que exista uma diversidade
institucional, uma ramificacao e uma difusao solidas para regioes em
desenvolvimento Sera' importante, tambem, fazer com que os jovens
aprendam a utilizar equipamentos de classe mundial. Isso e' dificil,
porque muitas vezes os proprios professores nao tem essa pratica",
disse. Mais informacoes: www.astro.iag.usp.br/~incta ( Fonte: Por Fabio
de Castro - Agencia FAPESP )
Ed: GMM
EM BUSCA DA ORIGEM DA VIDA
31/12/1969. O primeiro laboratorio de astrobiologia no Brasil sera'
inaugurado no inicio de 2010, vinculado ao Instituto de Astronomia,
Geofisica e Ciencias Atmosfericas (IAG) da Universidade de Sao Paulo
(USP). As instalacoes ficarao no Observatorio Abrahao de Moraes, em
Valinhos (SP). Mas a maior novidade sera' a instalacao, no laboratorio,
da primeira camara de simulacao de ambientes espaciais do hemisferio
Sul, que ja' esta' sendo construida no local sob coordenacao de Douglas
Galante, pesquisador do IAG que conta com apoio da FAPESP na modalidade
Bolsa de Pos-Doutorado. O equipamento, que reproduz condicoes e
ambientes extraterrestres, devera' entrar em funcionamento no segundo
semestre de 2010. "Com a camara, conseguiremos simular parametros de
ambientes fora da Terra, como as condicoes do espaco ou de outros
planetas", disse Galante 'a Agencia FAPESP. "Se precisamos entender como
um organismo vivo sobreviveria em Marte, por exemplo, e' possivel
recriar as caracteristicas marcianas, controlando variaveis como
temperatura, composicao gasosa, pressao atmosferica e radiacao
ultravioleta, de modo que as amostras inseridas dentro da camara sao
acompanhadas por detectores", explicou o pesquisador do Departamento de
Astronomia do IAG. O objetivo e' que o laboratorio seja usado pela
comunidade cientifica nacional e internacional em pesquisas
teorico-experimentais, contribuindo para o avanco do conhecimento em
questoes diversas da astrobiologia, ciencia que envolve conceitos de
astronomia, biologia molecular, quimica, meteorologia, geofisica e
geologia. Entre elas estao a possibilidade de existir vida fora da
Terra, a origem da vida no planeta e o futuro da vida na Terra e em
outros corpos celestes. "A unica certeza que temos hoje e' que existe
vida na Terra, ainda que nao saibamos de que forma ela surgiu. Sabemos
tambem que talvez tenha existido vida em Marte no passado, quando la'
havia agua mais abundante", disse Galante. "Varias sondas trabalham
naquele planeta para tentar identificar esses indicios de vida. Isso
mostra que estamos apenas engatinhando no entendimento de como a vida
surge, evolui e algum dia pode se extinguir, na Terra e fora dela",
afirmou. Vida nos extremos Na camara de simulacao planetaria serao
realizados, em um primeiro momento, experimentos com os extremofilos,
microrganismos que servem de modelo para pesquisas diversas por serem
capazes de sobreviver em condicoes ambientais extremas, como a ausencia
de luz solar ou niveis muito altos ou baixos de pressao, temperatura,
agua e oxigenio. "Os extremofilos vivem em alta pressao no fundo dos
mares, em ambientes extremamente frios e tambem em locais muito quentes,
como em fontes geotermais, alem de ambientes com alta radiacao. Se
esperamos encontrar vida em Marte, muito provavelmente ela sera' bem
parecida com a desses microrganismos", apontou. Os pesquisadores do IAG
mantem amostras de extremofilos em laboratorio e atualmente ja' estudam
esses microrganismos em equipamentos de simulacao do Laboratorio
Nacional de Luz Sincrotron (LNLS), em Campinas (SP). "Com a camara de
simulacao de ambientes espaciais queremos pegar tambem amostras
ambientais aqui da Terra e testa-las para ver se encontramos novos
organismos resistentes semelhantes aos extremofilos", aponta Galante.
Para isso, a partir do inicio de 2010, os pesquisadores estudarao
amostras da Antartica e do deserto do Atacama, no Chile, para tentar
descobrir novos organismos que tambem possam existir em outros planetas.
"Alem da simulacao de ambientes extraterrestres, a camara tambem podera'
ser usada em estudos tecnologicos e aplicados, como na area de ciencia
dos materiais, visando ao desenvolvimento de equipamentos que podem ser
usados no espaco por satelites", afirmou. As instalacoes do Laboratorio
de Astrobiologia serao abertas 'a comunidade academica e os
pesquisadores de todo o pais interessados devem submeter projetos para
avaliacao da comissao cientifica do centro. Mais informacoes:
douglas@astro.iag.usp.br ou telefone (11) 3091-2815 ( Fonte: Por Thiago
Romero - Agencia FAPESP )
Ed: GMM
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ASTRONOMIA NO MUNDO
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ESTACAO ESPACIAL INTERNACIONAL PODE SE DESINTEGRAR ATE' 2016
21/09/2009. A Estacao Espacial Internacional (ISS, da sigla em ingles)
e' uma realizacao de cinco agencias espaciais, cujo preco final devera'
ser de aproximadamente US$ 100 bilhoes ─ descontado o custo da
construcao, investimento estimado em US$ 31 bilhoes feito pelos Estados
Unidos. O fim da construcao da estacao esta' previsto para o proximo
ano. Em julho, o onibus espacial Endeavour incorporou 'a ISS partes de
um modulo experimental japones. O gerente do programa da ISS da Nasa
alerta que, sem mudancas nas politicas espaciais, todo esse trabalho
podera' acabar afundando no oceano em 2016, seis anos apos sua
conclusao. "No primeiro trimestre de 2016, faremos os arranjos e
tiraremos a nave de orbita", contou Michael Suffredini ao Washington
Post. Segundo o jornal, o financiamento de longo prazo da Nasa se
encerra em 2015. Os comentarios de Suffredini podem ter o objetivo
chamar atencao e, de fato, ele nao hesita em expor sua posicao sobre o
assunto. "Em minha opiniao, encerrar a missao seria absurdo", comentou.
"Se tirarmos todo esse material de orbita em 2015, estaremos abrindo mao
da lideranca humana na exploracao espacial". Suffredini tambem afirmou
que a Nasa esta' tentando descobrir o que podera' ser feito para manter
a estacao em funcionamento ate' a decada de 2020. Como seria o
"desmanche" da ISS, seja em 2016 ou depois disso? De acordo com um
boletim emitido em 2000 pelo National Research Council, 80% dos
materiais gerados na fragmentacao se desintegracao na atmosfera
terrestre antes de atingir a superficie. As partes restantes serao
espalhadas por uma elipse de aproximadamente 300 km por 5.370 km ─
uma area quase tao grande quanto o Alasca. O boletim sugere ainda que a
parte leste do Oceano Pacifico seria a regiao de menor risco para a
queda desses escombros. ( Fonte: John Matson, Scientific American Brasil
)
Ed: CE
BUSCA POR OUTRAS TERRAS
22/09/2009. A procura por planetas semelhantes 'a Terra fora do Sistema
Solar constitui um elemento-chave na busca por uma resposta a uma das
perguntas mais inquietantes da humanidade: existe vida em algum outro
lugar do Universo? Desde a descoberta do primeiro planeta extrassolar,
feita pelo astronomo suico Michel Mayor, em 1995, no Observatorio de
Haut Provence, na Franca, ja' foram encontrados mais de 300 outros. No
entanto, devido 'as limitacoes dos metodos atuais de deteccao desses
corpos – medicao da velocidade radial da estrela 'a qual estao ligados
–, a maioria deles tem sido do tamanho ou maior do que Jupiter, maior
planeta do Sistema Solar. Ou seja, os planetas encontrados sao muito
maiores do que a Terra. "Parece que a tecnologia esta' chegando a um
ponto critico. Mas acredito que em dois anos seremos capazes de
encontrar o primeiro planeta de massa equivalente 'a da Terra ainda
usando o metodo tradicional de mensuracao de velocidade radial", disse
Mayor, professor do Departamento de Astronomia da Universidade de
Genebra, 'a Agencia FAPESP. "Esta' se tornando cada vez mais claro que
planetas com massa inferior 'a de Jupiter sao comuns no Universo",
afirmou o astronomo que, depois de descobrir o primeiro planeta fora do
Sistema Solar – na orbita da estrela 51 Pegasi (a 47,9 anos-luz da
Terra) –, ja' detectou mais de 150 orbitando outras estrelas, muitos
compondo sistemas multiplanetarios. No metodo da medicao da velocidade
radial de estrelas, detecta-se a existencia de um planeta ao se observar
uma alteracao no ritmo dessa aceleracao. Na maioria dos casos, nao se
pode ver o planeta. Sua existencia e' deduzida de acordo com a
diminuicao ou aumento na velocidade estelar. Assim, quanto maior for a
velocidade da estrela, maior o planeta. A dinamica e' explicada por
Augusto Damineli, professor do Instituto Astronomico e Geofisico da
Universidade de Sao Paulo (USP). "A estrela obriga o planeta a girar em
torno dela. O planeta, por sua vez, pela Terceira Lei de Newton, o
principio da acao e reacao, reage e obriga a estrela a se mover tambem.
Os dois orbitam em torno de um ponto comum, e quanto maior a massa do
planeta, maior a velocidade da estrela. Assim, indiretamente se deduz a
existencia do planeta", explicou. Segundo ele, a dificuldade de se achar
um planeta do tamanho da Terra com esse metodo e' que ele produz uma
pequena reacao na estrela, tornando dificil a mensuracao de sua
velocidade. Uma gama de planetas foi detectada usando esse metodo, mas
as expectativas para o futuro sao grandes. O metodo de deteccao pela
tecnica do transito – tambem chamado de metodo de ocultacao – podera'
vir a ser mais acurado na busca por planetas menores. Quando o planeta
se encontra na conjuncao inferior e passa na frente do Sol, visto da
Terra, diz-se que esta' em transito. Por isso, a abordagem do metodo de
ocultacao e' simples: "Quando o planeta esta' em transito e passa na
frente da estrela na qual orbita, esta da' uma 'apagadinha' e ele pode
ser, entao, detectado", disse Damineli no mes passado, durante a 27ª
Assembleia da Uniao Astronomica Internacional (UAI), no Rio de Janeiro.
Agua e vida As expectativas sao grandes em torno de dois projetos atuais
de caca a planetas, ambos usando o metodo do transito: a missao
euro-brasileira Corot e a missao norte-americana Kepler. Apesar das
dificuldades tecnologicas, este ano um planeta duas vezes maior que a
Terra foi descoberto na orbita de uma das estrelas mais proximas 'a
Terra – a Gliese 581, distante 20,5 anos-luz – por meio do espectrografo
Harps, um dos maiores cacadores de planetas extrassolares, instalado no
telescopio de 3,6 metros do European Southern Observatory (ESO), no
deserto de Atacama, em La Silla, no Chile. O planeta tambem se localiza
no que os astronomos chamam de "zona habitavel", onde, supostamente,
pode existir agua oceanica. Baseando-se em uma projecao da temperatura
'a superficie, astronomos apontam que esse podera' ser o primeiro
planeta extra-solar semelhante 'a Terra. Alias, investigar a
possibilidade de existencia de vida nesses planetas – e procurar pelos
chamados "biotraces" ("tracos de vida") – e' o proximo passo, de acordo
com o astronomo alemao Claus Madsen, do ESO. "A nova geracao de
telescopios sera' capaz de ver os planetas extrassolares com mais
precisao", afirmou. Um exemplo e' o Extremely Large Telescope (ELT), que
devera' ser concluido pelo ESO em 2017. Ele podera', segundo Madsen,
detectar a luz de planetas extrassolares muito pequenos e observar
caracteristicas biologicas, tais como a existencia de oxigenio. Sobre a
existencia de agua, Madsen e' enfatico. "Existe hidrogenio em todo o
Universo e com a existencia de oxigenio em um determinado planeta ha' a
possibilidade de existir agua, ja' que esta e' composta por esses dois
elementos. Resta saber em que forma vamos encontrar essa agua. A
existencia de agua em sua forma liquida vai depender da temperatura da
superficie da estrela e a distancia entre esta e o planeta", disse. (
Fonte: Por Washington Castilhos - Agencia FAPESP )
Ed: GMM
FORMACAO DE COMETAS PODE NAO ESTAR ASSOCIADA A ROCHAS (OU GELO)
31/12/1969. Novo modelo de formacao de cometas revisa a teoria de sua
origem. Sao raras as visitas que recebemos todos os anos, de viajantes
procedentes das profundezas do espaco. Geralmente em missao de paz,
esses intrusos passam suficientemente perto para serem vistos e depois
seguem seu caminho. Esses visitantes esporadicos sao cometas, um
aglomerado globular de gelo e poeira que se desgarrou de sua morada
habitual ─ de alguns milhares a dezenas de milhares de vezes a
distancia da Terra ao Sol: a nuvem de Oort, assim chamada em homenagem
ao astronomo holandes Jan Oort, que previu sua existencia em 1950.
Acredita-se que essa nuvem abrigue bilhoes ou mesmo trilhoes de cometas
que ocasionalmente sao lancados em trajetorias que os conduzem para
dentro do Sistema Solar, por causa da passagem de estrelas proximas ou
outras interacoes com outros objetos da Via Lactea. Durante raros e
extremos encontros estelares, muitos cometas da nuvem de Oort sao
arremessados para longe e alguns deles acabam executando orbitas que se
aproximam da Terra, eventualmente podendo colidir com ela. Algumas
teorias sustentam que essa precipitacao de cometas poderia explicar
alguns eventos de extincao na Terra, como por exemplo, o impacto de um
asteroide ou cometa ha' 65 milhoes de anos, provavel causa da extincao
dos dinossauros. O senso comum sobre a dinamica dos cometas ha' muito
tempo sustenta que os cometas que conseguiram escapar de Jupiter ou
Saturno, sem serem atraidos pelo efeito gravitacional desses dois
planetas massivos, procedem da parte externa da nuvem de Oort, onde
perturbacoes externas ao Sistema Solar podem ser sentidas com mais
intensidade. Isso pode explicar a enorme extensao das orbitas
cometarias, que levam centenas de anos para serem percorridas. A teoria
e' valida somente durante precipitacao de cometas provocada pela
passagem proxima de estrelas, e as violentas perturbacoes gravitacionais
atraem os cometas da nuvem de Oort para dentro do Sistema Solar. Estudo
recente, publicado na Science online, sustenta que a maioria dos cometas
que penetram no Sistema Solar ─ ou seja, que conseguem vencer a
barreira formada por Jupiter-Saturno ─ de fato tem origem, em
grande numero, na ausencia de uma perturbacao gravitacional violenta, o
que provocaria uma chuva de cometas. O mecanismo revelado pelos autores
descarta a hipotese de precipitacao de cometas teriam sido responsaveis
pelas extincoes em massa no passado. Os objetos mais proximos do centro
da nuvem Oort podem ser temporariamente lancados para as bordas por meio
de interacoes com planetas massivos, de acordo com uma simulacao feita
pelo doutorando Nathan Kaib e seu orientador, Thomas Quinn, ambos da
University of Washington, em Seattle. Segundo Kaib, esses cometas muito
afastados podem, repentinamente, adquirir uma orbita mais longa e serem
mais perturbados gravitacionalmente pelo meio interestelar, e ter suas
orbitas tao alteradas, que nao sentem o efeito da barreira formada por
esses planetas massivos, ao retornar 'a regiao planetaria: "Eles
simplesmente saltam sobre a barreira Jupiter-Saturno." Kaib e Quinn
estimam que mais da metade dos cometas provenientes da nuvem de Oort
alcanca nossas vizinhancas dessa forma, e pelo menos dois pesquisadores
da area concordam que a simulacao parece correta. "Esse mecanismo, essa
trajetoria dinamica, como chamamos, poderia funcionar e contribuir
significativamente", avalia Paul Weissman, pesquisador do Laboratorio de
Propulsao a Jato (JPL, na sigla em ingles), da Nasa, em Pasadena,
California, nao envolvido no estudo de Kaib e Quinn. A pesquisa
apresenta uma nova opcao para a formacao de cometas, pois "isso nao
tinha sido pensado antes e provavelmente ajudara' a resolver problemas
─ onde existem discrepancias entre o modelo convencional e as
observacoes", observa Scott Tremaine, astrofisico do Instituto de
Estudos Avancados em Princeton, Nova Jersey, que tambem nao participou
desse estudo sobre a nuvem de Oort. "Uma das questoes e', que do ponto
de vista convencional, o processo de formacao cometaria e' bastante
ineficiente. Para produzir o numero de cometas que chegam ate' nos,
seria necessario um disco protoplanetario realmente massivo, o que
parece ser incompativel com as melhores estimativas feitas a partir de
outras fontes", comenta Tremaine. "Isso poderia ajudar a resolver o
problema". Kaib e Quinn usaram o novo mecanismo, e o numero observado de
cometas, para fixar um limite superior para a quantidade de material
contido no interior da nuvem de Oort. Considerando a eficiencia do
processo que permite aos cometas do interior da nuvem chegar ate' nos,
"seria dificil incluir mais corpos, sem produzir um fluxo de cometas
maior que o que observamos hoje", analisa Kaib. Usando esse limite
superior, os pesquisadores criaram um modelo estatistico para estimar
quantos cometas poderiam ter impactado na Terra em precipitacoes
cometarias nas ultimas centenas de milhoes de anos. Kaib e Quinn
encontraram um bombardeio de cometas no fim do Eoceno ─ cerca de
35 milhoes de anos ─ que, segundo alguns pesquisadores, teriam
provocado uma extincao parcial. Este provavelmente foi o maior evento
observado nos ultimos 500 milhoes de anos. Segundo Kaib, em termos
estatisticos, aproximacoes de estrelas deveriam ocorrer a cada 50 ou 100
milhoes de anos, por isso, o processo foi proposto como um possivel
mecanismo capaz de produzir esses eventos de extincao. No entanto, nos
mostramos que e' possivel produzir um evento menor, e que nao e'
necessario um mecanismo robusto para produzir multiplos eventos de
extincao. O alcance dessas descobertas para desvendar a historia de
extincoes na Terra, provavelmente, recebera' mais criticas que o novo
mecanismo proposto para a producao de cometas. "Claro, qualquer
extrapolacao e' perigosa", adverte Tremaine. "Esse que e' um resultado
interessante, mas nao o mais importante do artigo, porque esse tipo de
calculo sempre envolve alguma extrapolacao". Weissman avalia que os
eventos de extincao estao associados a precipitacao de cometas, e nao a
cometas em geral, e que mesmo uma quantidade reduzida de precipitacao de
cometas pode ter exercido papel relevante nas extincoes. "Se a maior
precipitacao cometaria observada nao provocou uma grande extincao, isso
nao significa que outras precipitacoes nao teriam provocado ou que
provocarao grandes extincoes", e acrescenta que, provavelmente, a
responsavel por extinguir especies nao e' a multiplicidade de eventos,
mas sua intensidade. Segundo Weissman, impactos no passado ─
provocados por precipitacoes ou objetos isolados associados 'a
distribuicao esperada de tamanho dos cometas ─ permitiram prever a
ocorrencia de varios grandes impactos, e cada um deles, poderia sim, ter
provocado uma extincao. ( Fonte: por John Matson - SCIAM Brasil )
Ed: GMM
ANULADOR DO INTERFEROMETRO KECK DESCOBRE NUVEM DE POEIRA DUPLA
24/09/2009. Enlacando os telescopios gemeos de 10 metros no Havai', os
astronomos do Observatorio W.M.Keck descobriram um extenso disco de
poeira de camada dupla em orbita 'a estrela 51 Ophiuchi, localizada a
410 anos-luz da Terra. Esta e' a primeira vez que o instrumento Anulador
do Interferometro Keck identifica uma nuvem compacta ao redor de uma
estrela tao distante. Os novos dados sugerem que 51 Ophiuchi e' um
sistema proto-planetario com uma nuvem de poeira numa orbita
extremamente proxima da sua estrela central, dize o astronomo da
Universidade de Maryland, Christopher Stark, lider da equipe da
pesquisa. ( Fonte: http://keckobservatory.org/index.php/news/KIN_2009/
)
Ed: JG
GELO EM MARTE EXPOSTO POR IMPACTO METEORICO
24/09/2009. A nave espacial em orbita a Marte, Mars Recognizance
Orbiter, MRO, da NASA, revelou agua congelada oculta sob a superficie de
Marte a latitudes medias. As observacoes da nave espacial foram obtidas
desde a sua orbita apos a queda de meteoritos que cavaram novas crateras
na superficie de Marte. Cientistas controlando instrumentos a bordo da
sonda orbital, encontraram gelo brilhante exposto em cinco locais de
Marte com crateras novas com profundezas entre aproximadamente meio
metro e dois metros e meio. As crateras nao existiam em imagens
anteriores desses mesmos locais. Algumas das crateras mostram uma fina
camada de gelo brilhante por cima do material mais escuro subjacente. As
manchas brilhantes se obscureceram nas semanas seguintes das observacoes
iniciais, na medida em que o gelo, recem exposto, se evaporava na
atmosfera marciana. Uma das novas crateras tinha uma mancha brilhante
dos materiais suficientemente grande como para que um dos instrumentos
da nave confirmasse que se tratava de gelo d'agua. ( Fonte:
http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2009-148 )
Ed: JG
DESCOBERTA AGUA NA LUA
23/09/2009. Cientistas da Universidade Brown, dos Estados Unidos,
fizeram uma descoberta importante: a Lua tem as marcas distintivas
d'agua. A descoberta foi apresentada num artigo publicado na revista
Science dessa semana, que detalha os resultados do Mapeador da
Mineralogia Lunar (M3), um instrumento da NASA a bordo da nave espacial
da India Chandrayaan-1. Carle Pieters, professora de ciencias geologicas
na Universidade Brown, e' a pesquisadora principal do instrumento M3 e
autora principal do artigo em Science. Numa descoberta que promete
impulsionar os estudos da Lua e que potencialmente desmente o pensando
ate' agora sobre como foi originada, os cientistas da Universidade Brown
e de outras instituicoes de pesquisa tem encontrado evidencias de
moleculas de agua na superficie da Lua. As moleculas e a hidroxila –
molecula composta por um atomo de oxigenio e um atomo de hidrogenio –
foram descobertas em toda a superficie do corpo celeste mais proximo da
Terra. Embora a abundancia nao for conhecida com precisao, tanto como
1.000 partes de moleculas de agua por milhao poderia haver no solo
lunar: coletando uma tonelada do material da camada superior da
superficie da Lua obter-se-iam umas 910 gramas d'agua, segundo os
cientistas participantes da descoberta. ( Fonte:
http://news.brown.edu/pressreleases/2009/09/moonwater )
Ed: JG
DESENVOLVIDO PROTOTIPO PARA DETECTAR MATERIA ESCURA
24/09/2009. Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Zaragoza
(UNIZAR) na Espanha, e do Instituto de Astrofisica Espacial (IAS), da
Franca, tem desenvolvido um "bolometro centelhador". Com esse
dispositivo os cientistas planejam detectar a materia escura no Universo
e ele ja' foi testado no Laboratorio Subterraneo de Canfranc, Huesca, na
Espanha. ( Fonte:
http://www.plataformasinc.es/index.php/esl/Noticias/Desarrollan-un-prototipo-para-detectar-materia-oscura
)
Ed: JG
ALMA ATINGE NOVAS ALTITUDES
23/09/2009. O observatorio astronomico ALMA (Atacama Large
Millimeter/submillimeter Array) conseguiu avancar mais um passo na
frente…e para cima. Pela primeira vez, uma das suas antenas de ultima
tecnologia foi trasladada ao Llano de Chajnantor, a 5.000 metros sobre o
nivel do mar, nos Andes do Chile, sobre um transportador gigante
desenvolvido especialmente. A antena, que pesa quase 100 toneladas e tem
um diametro de 12 metros, foi levada para as alturas do Sitio de
Operacoes do Conjunto (Array Operations Site), onde o ar e' extremamente
seco e rarefeito,ideal para as observacoes do Universo que ALMA vai
fazer. ( Fonte:
http://www.eso.org/public/outreach/press-rel/pr-2009/pr-35-09.html )
Ed: JG
A NAVE CASSINI REVELOU NOVAS RARIDADES NOS ANEIS DURANTE O EQUINOCIO DE
SATURNO
21/09/2009. Os cientistas da NASA estao maravilhados pela amplitude das
arrugas e nuvens de po' reveladas nos aneis de Saturno durante o
equinocio do planeta, em agosto de 2009. Os cientistas pensavam que os
aneis eram quase que totalmente planos, porem, as novas imagens mostram
que alguns amontoamentos recem descobertos nos aneis sao tao altos como
as Montanhas Rochosas. As imagens foram feitas publicas pela NASA em 21
de setembro de 2009. ( Fonte:
http://www.jpl.nasa.gov/news/news.cfm?release=2009-142 )
Ed: JG
REVELADO O CENTRO DA VIA LACTEA EM NOVA VISTA NOS RAIOS X
22/09/2009. Uma impressionante vista do centro da nossa galaxia, a Via
Lactea, foi feita publica essa semana pelo observatorio orbital de raios
X Chandra, da NASA, na qual se expoe os novos niveis de complexidade e
desafio para a nossa compreensao no Centro Galactico. O mosaico de 88
pontos que o Chandra apontou para esse lugar do ceu representa uma
imagem congelada do espetaculo da evolucao estelar, desde estrelas
jovens e brilhantes ate' buracos negros, num ambiente abarrotado e
hostil dominado por um buraco negro central super-massivo. ( Fonte:
http://chandra.harvard.edu/photo/2009/gcenter/ )
Ed: JG
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