Edição
Edição 501 na integra:


SUPERNOVAS - BOLETIM BRASILEIRO DE ASTRONOMIA -
http://www.boletimsupernovas.com.br/

Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 - Edicao No. 501


Indice:

_ "CIENCIA HOJE": AS DESCOBERTAS ASTRONOMICAS DE GALILEU
_ A COOPERACAO BRASIL-CHINA NA AREA ESPACIAL
_ COLISAO DE SATELITES REVELA CRISES ESPACIAIS
_ RESTOS DE COLISAO ESPACIAL SERAO AMEACA POR 10 MIL ANOS
_ ESA CRIA PROGRAMA PARA EVITAR COLISOES ESPACIAIS
_ COMITE' DA ONU DISCUTE DESTINO PARA O LIXO ESPACIAL EM ORBITA
_ KEPLER VAI AO ESPACO
_ MEDEM A ANA' MARROM MAIS ANTIGA
_ MODELO DE JATOS ESTELARES EXPLICA OS MISTERIOSOS NOS
_ SWIFT E FERMI SONDAM FULGURACOES DE UMA ESTRELA NOS RAIOS GAMA
_ NOVAS DICAS SOBRE A FORMACAO DA VIA LACTEA
_ ASTRONOMOS REVELAM A ORIGEM COSMICA DA VIDA
_ FORTES VENTOS SOBRE A QUILHA

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ASTRONOMIA NO BRASIL
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"CIENCIA HOJE": AS DESCOBERTAS ASTRONOMICAS DE GALILEU
16/02/2009. Ha' 400 anos, Galileu Galilei comecava a fazer observacoes
celestes, utilizando uma luneta, que marcariam o nascimento da
astronomia moderna Antonio Augusto Videira, do Instituto de Filosofia e
Ciencias Humanas da UERJ, explica em seu artigo, na revista Ciencia Hoje
de fevereiro, como os estudos desenvolvidos por Galileu refutaram a
concepcao aristotelica do cosmo, baseada na beleza dos astros e na
imutabilidade dos ceus. Ele destaca, ainda, a importancia de pesquisas
especificas do astronomo, como seus estudos sobre a Lua, as manchas
solares e os satelites de Jupiter. O artigo inaugura a serie "Ano
Internacional da Astronomia", que sera' publicada na revista ao longo de
2009. Site da revista: http://cienciahoje.uol.com.br/ ( Fonte: JC )
Ed: CE

A COOPERACAO BRASIL-CHINA NA AREA ESPACIAL
19/02/2009. Desde o restabelecimento das relacoes diplomaticas, em
1974, o Brasil e a China tem passado por um processo continuo de
aproximacao, que ganhou nos ultimos anos uma escala sem precedentes, em
especial nas areas de comercio e de ciencia e tecnologia. A troca de
visitas de alto nivel tem sido, ao mesmo tempo, um reflexo e um fator
dessa intensificacao das relacoes bilaterais. Receberemos no Brasil
nesta semana o vice-presidente chines, Xi Jinping. Em maio proximo, o
presidente Lula devera' voltar 'a China, na sequencia de uma serie de
visitas reciprocas realizadas por ele e pelo presidente Hu Jintao. Foi
nesse contexto de maior proximidade politica que o comercio bilateral
cresceu a um ritmo impressionante nos ultimos anos. A corrente de
comercio entre os dois paises passou de US$ 6,6 bilhoes, em 2003, para
US$ 36,5 bilhoes, em 2008, com um crescimento de mais de 550%, quando a
expectativa dos dois governos era atingir o valor de US$ 30 bilhoes
apenas em 2010. A China ja' e' a segunda maior parceira individual do
Brasil na area de comercio, depois dos EUA. Os resultados tambem sao
expressivos em outros setores e, em particular, em ciencia e tecnologia,
area crucial para o desenvolvimento dos dois paises. Na sequencia de uma
visita do entao ministro Renato Archer a Pequim, em 1986, o Brasil e a
China estabeleceram, dois anos depois, uma parceria para a construcao, o
lancamento e a operacao dos satelites Cbers (sigla, em ingles, de
Satelite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), que, ainda hoje,
representa o maior projeto de cooperacao conjunta na area de ciencia e
tecnologia entre paises em desenvolvimento. Ao romper com o padrao de
propriedade individual de satelites de sensoriamento remoto, o programa
Cbers permitiu aos dois paises produzir dados e imagens de seus
territorios a custo reduzido. O programa insere-se na estrategia de
utilizar a tecnologia espacial como instrumento a servico do
desenvolvimento sustentavel, pois e' fonte de dados para a formulacao de
politicas publicas em areas como monitoramento ambiental,
desenvolvimento agricola e planejamento urbano. O Cbers e' reconhecido
como um dos principais programas de sensoriamento remoto do mundo.
Brasil e China ja' lancaram os satelites Cbers-1, em 1999; Cbers-2, em
2003; Cbers-2B, em 2007; e devem lancar o Cbers-3, em 2011, e o Cbers-4,
em 2014. Isso promove a inovacao na industria espacial brasileira e gera
empregos em setor estrategico. O Brasil tem fornecido a estrutura
mecanica dos satelites, o sistema de geracao de energia e o sistema de
coleta de dados e telecomunicacoes. No ultimo dia 15 de janeiro, apos
operar por mais de cinco anos (mais de duas vezes e meia o tempo
inicialmente previsto), o satelite Cbers-2 encerrou os seus trabalhos.
Nesse periodo, superou as expectativas ao gerar mais de 175 mil imagens
que serviram para monitorar o ambiente e controlar desmatamentos, bem
como avaliar o estado de areas agricolas e a ocupacao de centros
urbanos. Sempre dispostos a compartilhar os beneficios sociais do
sensoriamento remoto com o mundo em desenvolvimento, o Brasil e a China
estenderam o acesso das imagens e dos dados aos seus parceiros. Com o
Cbers-2, o Brasil tornou-se o maior distribuidor de imagens de satelite
do mundo, fornecendo gratuitamente, pela internet, desde junho de 2004,
mais de meio milhao de imagens para cerca de 20 mil usuarios. A China
tambem adota politica similar e ja' distribuiu mais de 200 mil imagens.
Os paises da America do Sul ao alcance das antenas do Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais, em Cuiaba', sao os mais beneficiados por essa
politica. Em 2007, o Brasil e a China decidiram fornecer as imagens do
Cbers tambem aos paises da Africa. Dessa forma, os governos e as
organizacoes do continente africano podem monitorar desastres naturais,
desmatamentos, ameacas 'a producao agricola e riscos 'a saude publica.
E' essencial a manutencao de um programa espacial agil e eficaz, voltado
para o desenvolvimento do pais e para a melhoria da qualidade de vida de
todos os brasileiros. Os 20 anos bem vividos do Cbers, que celebramos
desde 2008, e a sua continuidade com os proximos satelites sao a certeza
de que teremos mais avancos e beneficios para o Brasil, a China e os
demais paises em desenvolvimento nos proximos 20 anos. ( Fonte: Celso
Amorim, ministro das Relacoes Exteriores e Sergio Machado Rezende,
ministro da C&T, "Folha de SP" )
Ed: CE

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ASTRONOMIA NO MUNDO
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COLISAO DE SATELITES REVELA CRISES ESPACIAIS
06/02/2009. Ja' se conseguiu evitar grande numero de choques entre
objetos espaciais e pecas do imenso lixo hoje existente nas principais
orbitas usadas em servicos de utilidade publica. Por que o satelite
americano de comunicacao Iridium nao logrou se desviar do satelite
militar russo Cosmos, ja' em desuso, no dia 10 de fevereiro passado? E
por que o Cosmos continuava em orbita, se ja' nao funcionava? Sao
questoes 'a espera de respostas. Mas a inusitada colisao tem implicacoes
bem maiores. Envolve serias dificuldades politicas, que vem causando
grave paralisia juridico-internacional. E' um quadro perturbador
praticamente desconhecido, que, no entanto, deveria merecer especial
atencao da opiniao publica global. Tres sao os problemas em jogo, que
julgo mais criticos: 1) O aumento vertiginoso do lixao espacial, para
ser enfrentado com o devido vigor, exige medidas de bem mais eficazes
que os paliativos propostos ate' hoje. O Comite' das Nacoes Unidas para
o Uso Pacifico do Espaco Cosmico (Copuos), criado em 1959 para avaliar e
regulamentar as atividades espaciais, aprovou, no inicio de 2007, uma
serie de diretrizes para orientar os paises no tratamento voluntario do
lixao espacial, adotada pelo Subcomite' Tecnico-Cientifico, apos anos de
debates. Tais normas, logicamente, deveriam ter passado pelo crivo do
Subcomite' Juridico, para ganharem o necessario peso legal, dada a
gravidade da situacao nas orbitas mais utilizadas. Mas a area juridica
foi mantida 'a margem e nao teve chance de apreciar a materia. O fato
ilustra uma das crises do Copuos: certas potencias espaciais preferem
normas tecnicas, de cumprimento voluntario, a normas juridicas, que
sempre tem maior autoridade politica, mesmo quando nao obrigatorias.
Troca-se o politico-juridico pelo apenas tecnico, o que muda a
competencia basica do Copuos. Algo similar ocorre no ambito do Direito
Internacional Publico: a producao de tratados multilaterais perdeu o
impeto dos anos 60 e 70, por exemplo. O Brasil, unido aos paises da
America Latina, da Europa e de outros continentes, poderia defender a
inclusao do tema dos dejetos espaciais na agenda do Subcomite' Juridico
do Copuos, que se reunira' de 23 de marco a 3 de abril, em Viena,
Austria. A colisao Iridium x Cosmos, que gerou tanto lixo e pode gerar
muito mais ainda atraves do "efeito cascata", trombando com o monturo
ja' existente, justamente nas orbitas de maior frequencia, nao pode
prescindir de uma analise mais consistente e eficaz. 2) Torna-se mais e
mais necessaria a criacao de um Sistema Global de Controle das
Atividades Espaciais, que permita saber a cada instante, como ocorre
hoje no trafego aereo, onde e como esta' cada satelite lancado ao
espaco, suas coordenadas exatas, seu estado de funcionamento, a situacao
real de seus principais equipamentos, a quantidade disponivel de
combustivel, o nivel de controle exercido sobre ele pela respectiva
estacao terrestre e outros dados essenciais. A ideia vem sendo discutida
ha' varios anos pela Academia Internacional de Astronautica, Instituto
Internacional de Direito Espacial e outras organizacoes nacionais e
internacionais de pesquisas em C&T espacial, mas ainda nao logrou
sensibilizar os governos e empresas que lideram as atividades espaciais.
Ante tal crise, a Franca propos no Subcomite' Juridico do Copuos o exame
da "sustentabilidade das atividades espaciais", que podera' abarcar os
temas do lixao espacial, da seguranca das atividades espaciais e da nao
instalacao de armas no espaco, pois isso levaria 'a sua conversao em
virtual teatro de guerra e possivel fonte de lixoes incontrolaveis, bem
como de consequentes apagoes espaciais. Cabe ao Brasil apoiar e, se
necessario, ampliar a iniciativa francesa. 3) E' preciso acionar a
Convencao sobre Responsabilidade Internacional dos Estados pelos Danos
Causados por Objetos Espaciais, em vigor desde 1972, que, em seu Artigo
3º, responsabiliza o pais cujo objeto espacial causou dano a um objeto
espacial de outro pais "em local fora da superficie da Terra", ou seja,
no espaco, "se o dano decorrer de culpa sua ou de pessoas pelas quais
for responsavel". Cabe perguntar: a colisao teve um culpado? A conduta
concreta e objetiva de quem dirige os objetos espaciais a partir de sua
estacao na Terra deve ser reconstituida para se ter clareza sobre o
encadeamento causa-efeito no acidente. Voltamos, assim, 'a pergunta
inicial. Mas agora destacando um primeiro indicio relevante: o satelite
Cosmos, deixado ao leu apos seu ciclo de vida util, parece que voava sem
controle, ao contrario do Iridium, que permanecia controlado. A Russia,
entao, poderia ser considerada culpada por nao retirar de circulacao o
falecido Cosmos, lancado nos idos de 1993, hoje objeto em desuso e ja'
sem controle, em orbita tao povoada. Ja' os Estados Unidos poderiam ter
certa culpa, na medida em que as pessoas incumbidas de dirigir o Iridium
nao foram capazes de desvia-lo da rota de colisao. Um choque entre dois
culpados? Sim e nao. Creio que, no caso, a culpa da Russia e' bem maior
que a dos Estados Unidos. Mas como condenar a Russia por abandonar no
espaco um satelite inutil, que, por si mesmo, ja' e' um enorme dejeto
espacial de 950 kg, se o Direito Espacial ainda nao obriga legalmente os
paises a conduzirem tais objetos, em derradeira manobra, 'as chamadas
"orbitas cemiterio" ou 'a reentrada na atmosfera para ali se diluirem? E
como convencer as potencias espaciais, que sistematicamente recusam
qualquer projeto de atualizacao dos tratados espaciais firmados ha' mais
de 30 anos, e de criacao de novos acordos para regulamentar os mais
recentes rumos das atividades espaciais? Esta e' outra crise com que nos
defrontamos numa area que se tornou mais estrategica do que durante toda
a Guerra Fria. O desafio, portanto, e' mover-se num espaco de continuas
crises imobilizantes. Jose' Monserrat Filho e' professor de Direito
Espacial, Vice-Presidente da Associacao Brasileira de Direito
Aeronautico e Espacial (SBDA), membro da Diretoria do Instituto
Internacional de Direito Espacial, membro efetivo da Academia
Internacional de Astronautica, membro do Comite' Espacial da
International Law Association (ILA), e, atualmente, chefe da Assessoria
de Assuntos Internacionais do Ministerio da Ciencia e Tecnologia. (
Fonte: Jose' Monserrat Filho, JC )
Ed: CE

RESTOS DE COLISAO ESPACIAL SERAO AMEACA POR 10 MIL ANOS
06/02/2009. Ate' mesmo um fragmento minusculo, de 1 cm, pode danificar
ou mesmo destruir uma nave, porque ambos viajam a velocidades
altissimas. A colisao de dois satelites na ultima terca-feira gerou
dezenas de milhares de fragmentos de lixo espacial que podem ameacar
outros satelites ao redor da Terra pelos proximos 10 mil anos, segundo
especialistas afirmaram ontem, em Moscou. O chefe de Controle de Missoes
da Russia, Vladimir Solovyov, disse que a trombada entre um satelite
militar russo defunto e um satelite comercial americano Iridium ocorreu
na parte mais movimentada do espaco proximo, a altitude de cerca de 800
km acima da Terra. "Essa e' uma orbita muito popular, usada por
satelites de comunicacoes e de observacao da Terra", disse Solovyov. Um
deles e' o satelite sino-brasileiro Cbers-2B, que monitora o
desmatamento na Amazonia e esta' a 778 km de altitude. "As nuvens de
destrocos representam uma ameaca seria." Solovyov disse que os
fragmentos da colisao poderiam permanecer em orbita por ate' 10 mil
anos, e ate' mesmo um fragmento minusculo, de 1 cm, pode danificar ou
mesmo destruir uma nave, porque ambos viajam a velocidades altissimas.
"No contato fisico a velocidades orbitais, uma onda de choque
hipersonica explode as estruturas", disse o consultor aeroespacial
americano James Oberg. "Ela transforma o material em confete e detona os
combustiveis", disse. A maioria dos fragmentos se concentra perto do
curso de colisao, mas alguns fragmentos foram atirados em outras
orbitas, variando de 500 km a 1.300 km de altura. ( Fonte: Folha de SP
)
Ed: CE

ESA CRIA PROGRAMA PARA EVITAR COLISOES ESPACIAIS
17/02/2009. Atenta ao aumento do numero de satelites na orbita da
Terra, a ESA (Agencia Espacial Europeia) comecou a monitorar os detritos
espaciais e criou normas para evitar colisoes. O programa de US$ 64
milhoes, chamado Conscientizacao da Situacao Espacial, visa ampliar os
dados sobre os estimados 13 mil satelites e outros organismos feitos
pelo homem que orbitam o planeta, de acordo com Jean-Francois Kaufeler,
especialista em detritos espaciais da ESA. O programa foi lancado em
janeiro. Em 10 de fevereiro, a colisao de dois satelites espaciais gerou
lixo que pode ameacar outros satelites durante os proximos 10 mil anos.
"O que o ultimo acidente nos mostrou e' que precisamos fazer muito mais.
Temos de receber mais dados precisos a fim de evitar novas colisoes",
disse Kaufeler. O acidente ocorreu a 800 quilometros da Terra, sobre a
Siberia, e envolveu um satelite espacial russo abandonado, concebido
para fins militares, e outro, usado em telecomunicacoes, pertencente 'a
empresa americana Iridium, que servia tanto a clientes comerciais quanto
ao Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Um elemento-chave do
programa e' aumentar a quantidade de informacoes compartilhadas entre as
diversas agencias espaciais no mundo, incluindo a Nasa e a russa
Roskosmos, segundo Kaufeler. De acordo com ele, outro aspecto importante
e' estabelecer normas internacionais sobre a forma como os detritos sao
descritos, monitorados e, se necessario, transferidos de forma a evitar
qualquer colisao. "As medicoes dos detritos espaciais nao sao precisas o
suficiente", afirmou Kaufeler. Especialistas em detritos espaciais irao
se encontrar nesta semana, em Viena, num seminario que pretende avancar
em caminhos para prevenir futuras trombadas. E, em marco, acontece a 5ª
Conferencia Europeia sobre Detritos Espaciais, na ESA. Nem a agencia
americana nem a europeia conseguiram prever a colisao dos satelites. E
ninguem tem ideia ate' agora de quantos pedacos de lixo espacial foram
gerados pela trombada. ( Fonte: Folha de SP )
Ed: CE

COMITE' DA ONU DISCUTE DESTINO PARA O LIXO ESPACIAL EM ORBITA
20/02/2009. Com uma recente colisao entre satelites no passado recente,
participantes de uma reuniao na capital austriaca, realizada nesta
semana, discutem maneiras de lidar com destrocos espaciais - lixo que
esta' entupindo a orbita da Terra. Alguns sugerem que uma faxina cosmica
seria a melhor saida. Outros dizem que energia, recursos e tempo seriam
melhor despendidos na reducao da probabilidade de colisoes futuras,
melhorando a partilha de informacoes. As discussoes informais, nos
bastidores de uma reuniao do Comite' das Nacoes Unidas para o Uso
Pacifico do Espaco, que comecou no dia 9 de fevereiro e termina nesta
sexta-feira, comecaram a partir da preocupacao com a colisao de um
satelite russo abandonado e um satelite comercial ainda em
funcionamento. O incidente de 10 de fevereiro, que ainda esta' sob
investigacao, gerou lixo espacial que podera' girar em torno da Terra e
ameacar outros satelites pelos proximos 10 mil anos. O cientista-chefe
da Nasa para detritos espaciais, Nicholas L. Johnson, disse que cerca de
19 mil objetos ocupam as orbitas alta e baixa da Terra - incluindo 900
satelites, mas a maioria do total, lixo. Ele estima que, nessa contagem
de 19 mil, ha' cerca de mil objetos com mais de 10 centimetros que foram
criados pela colisao da semana passada, alem de muitos outros fragmentos
menores. Ele preve' que, 'a medida que o lixo se acumula, a
probabilidade de colisoes semelhantes - hoje, muito raras - aumentara'
ate' 2050. Para Johnson, a "verdadeira solucao", a longo prazo, e'
recolher o lixo, ou arremessa-lo para orbitas cada vez mais latas. "O
ambiente de hoje e' bom, mas o ambiente vai piorar, e portanto preciso
comecar a pensar no futuro e como poderei fazer a limpeza", disse ele.
Johnson e' um dos lideres do estudo da Academia Internacional de
Astronautica que explora meios de remover os detritos espaciais da
orbita terrestre. Algumas das propostas parecem bem extravagantes. Uma
delas sugere amarrar baloes ao lixo espacial, aumentando seu atrito com
as mamadas superiores da atmosfera e acelerando sua queda. Outra, diz
Johnson, preve' ligar um cabo de 16 km aos detritos, no qual seria
gerada uma corrente eletrica que poderia ser controlada do solo para
derruba-los. Mas muitos cientistas se mantem ceticos quanto a'
possibilidade de uma limpeza. O chefe da delegacao britanica 'a reuniao,
Richard Crowther, sugere que tentar extrair o lixo do espaco e' caro e
perigoso, gerando o risco de provocar novas colisoes que, por sua vez,
produzirao ainda mais lixo. Crowther, um especialista em detritos
espaciais e nos chamados objetos proximos 'a Terra, sugeriu que seria
importante aperfeicoar a partilha de dados sobre a localizacao dos
objetos em orbita para minimizar as colisoes futuras. ( Fonte: O Estado
de SP )
Ed: CE

KEPLER VAI AO ESPACO
20/02/2009. Depois de Julio Verne, Johannes Kepler. O segundo veiculo
de transferencia automatizada (ATV, na sigla em ingles) da Agencia
Espacial Europeia (ESA) recebera' o nome do astronomo e matematico
alemao responsavel pelo descobrimento das leis de movimento planetario.
Segundo a ESA, o veiculo devera' ser lancado em meados de 2010, para
levar experimentos, equipamentos e pecas de reposicao, alem de
alimentos, agua e ar para a tripulacao da Estacao Espacial Internacional
(ISS). Este ano sera' comemorado o 400º aniversario da publicacao de uma
das mais influentes obras de Kepler (1571-1630), a Astronomia Nova.
"Estamos orgulhosos de que o segundo ATV europeu levara' o nome de
Kepler, que reflete como o papel da Europa na exploracao humana do
espaco tem suas raizes em uma longa tradicao de progressos cientificos e
tecnologicos", disse Simonetta Di Pippo, diretora de voos espaciais
tripulados da ESA. "A proxima missao do ATV sera' uma confirmacao do
compromisso e do interesse da Europa no futuro da Estacao Espacial
Internacional", afirmou. Em 2008, a bem-sucedida missao do Julio Verne
demonstrou a importancia do veiculo de transferencia automatizada para a
logistica e operacao da ISS. Em seu primeiro voo, o ATV europeu levou
seis toneladas de carga e removeu 2,5 toneladas de lixo. Mais
informacoes: www.esa.int ( Fonte: Agencia FAPESP )
Ed: GMM

MEDEM A ANA' MARROM MAIS ANTIGA
12/02/2009. Uma equipe de pesquisadores da Alemanha mediu a distancia a
alguns dos objetos mais frios e antigos da nossa Galaxia. Os telescopios
e instrumentos do Observatorio Espanhol-Alemao de Calar Alto permitiram
mais do que duplicar o numero de estrelas sub-anas com distancias
determinadas por metodos diretos. Alem disso, descobriram que um dos
objetos observados e' uma ana' marrom, e e' a mais antiga conhecida ate'
hoje. ( Fonte:
http://www.caha.es/the-oldest-brown-dwarf-the-coolest-and-oldest-objects-in-the-galaxy-measured-from-calar-alto.html
)
Ed: JG

MODELO DE JATOS ESTELARES EXPLICA OS MISTERIOSOS NOS
09/02/2009. Alguns dos objetos mais impressionantes do cosmos sao os
jatos de materia que fluem das estrelas, mas os astrofisicos nao tinham
conseguido explicar, como e' que esses jatos adquirem as suas variadas
formas. Agora, uma pesquisa de laboratorio detalhada na ultima edicao de
Astrophysical Journal Letters mostra como forcas magneticas dao forma a
esses jatos estelares. ( Fonte:
http://www.rochester.edu/news/show.php?id=3318 )
Ed: JG

SWIFT E FERMI SONDAM FULGURACOES DE UMA ESTRELA NOS RAIOS GAMA
10/02/2009. Os astronomos que utilizam o satelite Swift e o telescopio
espacial de raios gama Fermi da NASA observam frequentes estalidos
procedentes de um remanescente estelar localizado a 30.000 anos-luz de
distancia. As fulguracoes de alta energia surgem de um estranho tipo de
estrela de neutrons conhecida como repetidora de raios gama suaves. Tais
objetos enviam de forma imprevisivel uma serie de fulguracoes de raios
gama e raios X. ( Fonte:
http://www.nasa.gov/mission_pages/swift/bursts/gammaray_fireworks.html
)
Ed: JG

NOVAS DICAS SOBRE A FORMACAO DA VIA LACTEA
11/02/2009. Uma pesquisa internacional, na qual fizeram parte
cientistas do Instituto de Astrofisica das Canarias (IAC), demonstra que
a formacao da nossa galaxia foi rapida e em duas fases diferenciadas. As
observacoes, realizadas pelo telescopio espacial Hubble, permitiram
estudar com precisao sem precedentes a idade relativa de 64 aglomerados
globulares, dos objetos mais antigos do Universo. ( Fonte:
http://www.iac.es/divulgacion.php?op1=16&id=574 )
Ed: JG

ASTRONOMOS REVELAM A ORIGEM COSMICA DA VIDA
12/02/2009. Os processos que estabeleceram as bases para a vida na
Terra (a formacao de estrelas e planetas e a producao de moleculas
organicas complexas no espaco interestelar) estao exibindo os seus
segredos aos astronomos armados com novas e poderosas ferramentas de
pesquisa, e daqui a pouco ficarao disponiveis ainda melhores. Os
astronomos descrevem agora tres importantes desenvolvimentos na reuniao
anual "Bercario cosmicos da vida" da Associacao Americana para o Avanco
da Ciencia (AAAS) em Chicago, nos Estados Unidos. ( Fonte:
http://www.nrao.edu/pr/2009/cosmiccradle/ )
Ed: JG

FORTES VENTOS SOBRE A QUILHA
12/02/2009. A ultima imagem da organizacao Observatorio Europeu
Austral, ESO, mostra, com impressionante nivel de detalhes, as
intricadas estruturas de uma das nebulosas mais brilhantes do ceu, a
Nebulosa de Carina (NGC 3372), onde fortes ventos e uma poderosa
radiacao emanada de um aglomerado de estrelas massivas fazem estragos na
grande nuvem de po' e gas que deu origem a essas estrelas. A bela imagem
de grande porte revela uma variedade completa dessa surpreendente
paisagem cosmica, salpicada de aglomerados de estrelas jovens, grandes
nebulosas de po' e gas, pilares de po', globulos e uma das estrelas
binarias mais impressionantes no Universo. A imagem foi obtida
combinando exposicoes atraves de seis filtros diferentes realizadas com
a camera de grande campo WFI (Wide Field Imager), instalada no
telescopio ESO/MPG de 2,2 metros, no Observatorio La Silla da ESO, no
Chile. A Nebulosa de Carina esta' localizada a 7.500 anos-luz de
distancia, na constelacao de Carina (a Quilha do navio Argos). Com uma
extensao proxima dos 100 anos-luz, e' quatro vezes maior do que a famosa
Nebulosa de Orion, e bem mais brilhante. Trata-se de uma regiao de
intensa formacao estelar, com sendas escuras de po' frio que separam o
gas refulgente da nebulosa que envolve os numerosos aglomerados de
estrelas. ( Fonte:
http://www.eso.org/public/outreach/press-rel/pr-2009/pr-05-09.html )
Ed: JG

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